quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pop, filosofia e placebos

De tempos em tempos eu arrumo um pouco de fôlego pra estudar sobre um dos meus assuntos preferidos: filosofia.

Eu adoro os conceitos e admiro muito esses pensadores, mas acho que deve haver alguma convenção filosófica mundial que impede esse povo de escrever de maneira simples e inteligível. Por isso, mesmo sendo uma apreciadora deste tipo de conteúdo, eu o estudo com menos freqüência do que gostaria.

Esses dias eu fui apresentada a um filósofo contemporâneo chamado Slavoj Žižek (só o fato do nome do cara ter dois “Z” com acento circunflexo de cabeça para baixo já seria o bastante pra eu gostar dele), pra ser ter uma idéia, o cara é considerado o Rei do Pop Filosófico. Eu daria a pontinha do meu dedo por um título cool desses! =P

Para os que ainda não tiveram o prazer de conhecer a obra dele, escolhi um pequeno fragmento pra expor aqui:

“O botão que aciona a porta dos elevadores é um placebo destinado a dar a ilusão a quem o aperta de que participa do movimento do aparelho”.

Žižek vê nisso uma metáfora do processo político pós-moderno, no qual o voto dos cidadãos é igualmente ilusório, uma vez que somos convocados a escolher entre candidatos que, no fundo, propõem as mesmas coisas.


Achei isso muito propício para nós que, em pouco mais de um mês, teremos que enfrentar a difícil missão de escolher entre as atrocidades que nos deram como candidatos este ano. A conclusão é... pense direitinho em quem votar, mas não sofra de morte quando vir que, novamente, não temos opção... no fundo, eles são só mais uma opção de placebo.

Nenhum comentário: