quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Até hoje fecho os olhos e ainda nos vejo deitados na areia da praia vendo o sol cair e falando filosofia barata.
Seu olhar vidrado no meu sorriso e o meu nas suas pintinhas.
Vidrados. Foi como nos sentimos durante aqueles dias.
O mundo foi esvaziado por um tempo... Os outros 6 bilhões de terráqueos foram postos em hold para que pudéssemos viver a nossa história.
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Nós a vivemos. Ela foi linda, intensa, quente... Ela foi.
E hoje tento me acostumar com a ideia de que não tenho essas sensações ao meu alcance. Quando me bate a dúvida se teu ombro esquerdo tinha 13 ou 15 pintas (eu tenho certeza que era um número ímpar) me dói não poder tirar a dúvida. Sempre que visto aquela saia de babados branca e aquela blusa rosa eu paro na frente do espelho na esperança que você saia pela porta do banheiro e repita o elogio mais doce e sincero que já ouvi na minha vida.
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O futuro à Deus pertence, isso é o que eu mais escuto atualmente. E algo me faz sentir que ele será cuidadoso com uma história bonita como essa...

Opções

Eles não resolviam que tipo de relação teriam. Ora a amizade prevalecia, ora o tesão falava mais alto...

Certa vez, se encontraram no final do expediente na estação do metro, e enquanto esperavam o trem chegar ele disse:

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- Nossa, tem uma mulher La no escritório que é muito gostosa.

- Sério? Como ela é?

- Um mulherão... perna grossa, sempre de saia justa... um peitão que com certeza é silicone, mas que deixa a blusa social esticada na área do botão... Passo o dia todo imaginando a hora que o botão vai voar longe e aquele peitão vai pular pra fora da camisa.

- Nossa, pelo visto a atração está evoluída, você já tem até fantasias com ela, já... Quão grande é o peito dela?

- Maior que o seu!

- E você gosta dela?

- Ela pode ser uma excelente segunda opção.

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Os dois riram, deram as mãos e embarcaram juntos no trem...