Mostrando postagens com marcador Relações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relações. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

اشتقت لك, Липсваш ми, 我想念你, Chybíš mi, Jeg savner dig, Ik mis je, Kaipaan sinua, Μου λείπεις, मैं तुम्हें याद आती है, jeg savner deg, Mi-e dor, Я скучаю по тебе, Jag saknar dig...

Tantas formas diferentes pra dizer que sinto falta do seu bom dia, sinto falta do beijo com gosto de mamão, do seu sotaque engraçado, de te ver sem poder te tocar... Das tardes sem fazer nada, das conversas sem fim, dos planos que nunca serão postos em prática...

Quando nos despedimos eu prometi pra mim mesma que só abriria mão dos nossos planos impossíveis no dia que me visse aos olhos de outro homem como me vi nos seus.Desafio complexo esse que me impus. Acho pouco provável tão cedo me ver tão plena, tão adimirada e desejada aos olhos de alguém que deseje igualmente.

Mas vida que segue. Enquanto limitações físicas nos são impostas eu descubro outras formas de desejar e me sentir desejada, de querer e ser quista, de provocar e ser provocada. Vou vivendo histórias intensas, profundas, ardentes e cheias de verdade, de proximidade...

Mas sem que isso, em nenhum momento, mude o que eu mais sinto por você... saudades.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Gostosa

Os corpos se separaram. Cada um caiu pra um lado da cama. Suados, respiravam de forma ofegante.
Ela ainda tentava conter o sorriso que insistia em aparecer na boca quando ele lança:
.
_ Você é muito gostosa.
_ Muito. Sou quase uma Angelina Jolie, não sabia, não?
.
Ah, que petulância! Um cara como ele usar um adjetivo (por que, não, isso não é um elogio) tão chulo quanto esse numa noite que estava sendo tão fantástica!
Ele percebeu a ironia na voz dela e continuou...
.
_Você não me entendeu. Não quis dizer gostosa no sentido dessas boazudas. To falando gostosa de boa mesmo. Não tem uma parte do teu corpo que não seja macia e cheirosa, não tem um toque seu que não resulte numa descarga elétrica. Estar com você é uma delícia. Foi isso que eu quis dizer com gostosa.
.
A respiração dela a esta altura já estava mais calma. E dessa vez ela não se esforçou pra esconder o sorriso que apareceu no seu rosto.

domingo, 4 de abril de 2010

Onde mora o seu coração?

_ Lexie, é do Alex que estamos falando. Emocionalmente ele é tão maduro como eu há três anos atrás. Você sabe que não pode nutrir sentimentos por ele.
_ Claro que não. É apenas sexo! Nào há sentimento envolvido.
_ Com certeza! Por que você é a garota sem sentimentos! Acorda! Seu coração mora na sua vagina!
_ Claro que não! Até parece! Eu juro que dessa vez não.
_ Ta bom... eu acredito. Boa sorte!
_ E pra que fique registrado, meuc oração não mora na minha vagina!

(Greys Anatomy, 6a temporada, episódio 16. Dialogo entre as irmãs Gray... God bless a roteirista desta série... Por que ouvir isso na TV ;e bem mais fácil do que ter uma irmã ou amiga realmente tendo que te dizer isso)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Voltei!

Quase dois meses longe daqui.
Isso é um recorde! Só não sei se é do tipo de recorde que se deve comemorar ou não...

Tantas coisas aconteceram neste tempo de ausência que não sei nem por onde começar.

Quantos sonhos cabem em duas semanas? Quantos a sua mente se permitir sonhar! Foi isso que eu aprendi nas minhas duas primeiras semanas de férias. Nadei com baleias, realizando o sonho da menina de 4 anos que um dia eu fui. Estive com o roteiros dos maiores filmes de Hollywood em mãos, realizando o sonho da roteirista que um dia eu penso em ser. Tive uma overdose do meu irmão. Overdose do melhor tipo que existe! Como é possível eu amar tanto uma pessoa tão diferente de mim? Até hoje eu me surpreendo com o tamanho do meu sentimento por ele. Senti frio, visitei lugares incríveis, andei, andei e andei. Vi pessoas diferentes, ouvi musicas novas, segurei uma estatueta do Oscar. Cheguei perto do mundo com o qual eu tenho medo até de sonhar... Foi de verdade e foi ótimo.

E, por incrível que pareça, tão bom quanto as férias no hemisfério de cima, foram as férias em casa. Ser turista na minha própria cidade foi uma delícia. Tudo bem que o fato de a minha cidade ser o Rio de Janeiro ajuda. E a companhia... ah, melhor nem comentar antes que o coração aperte de saudade. Ir ao Maracanã, aquele programa de todo domingo, com os olhos de uma primeira vez. Poder explicar cada grande conquista e cada grande derrota que vi ali dentro, tentando descrever sentimentos indescritíveis... Caminhar pelas ruas do centro da cidade de saia jeans e chinelo, reparando na arquitetura, entrando em cada igreja e prédio histórico, passar uma tarde no Passo Imperial e esperar a tempestade passar abrigada no Mosteiro de São Bento. O Forte do Copacabana, o Dedo de Deus ou até mesmo a praia em frente de casa. Tudo tão gostoso! Tudo de tão fácil alcance e quase nunca aproveitados como se deveria...

E a sensação de ser uma adolescente de novo? Romance escondido, amor de verão, flor roubada do jardim do visinho, beijo com gosto de mamão, mão dada por baixo da mesa... E a certeza de que, às vezes, o melhor caminho para se esquecer uma história não é fugir dela e correr pra longe do mundo onde ela aconteceu...

Agora a vida volta a programação normal e com isso espero que o Blog também.

sábado, 20 de junho de 2009

Tudo ao seu tempo

Ela se sentia bem com a situação atual da sua vida. Continuava cercada de bons amigos, trabalhava em uma empresa bacana, as coisas em casa iam bem...
A cada dia que passava ela ia se reconhecendo um pouco mais adulta, um pouco mais realizada.
Os dias de querer colo de pai e mãe ainda não estavam totalmente para trás, mas isso, sinceramente, ela esperava que nunca acontecesse. Às vezes se achava menina demais para os desafios que estava encarando, mas gostava de ver que estava aguentando o tranco com estilo.
Mas um ponto em especial a estava deixando feliz. Não aquele tipo de felicidade de andar pela rua com um sorriso estampado no rosto contando para todo mundo o motivo, ou o tipo de felicidade que se tem ao ouvir sua música preferida no rádio. Era uma felicidade maior. Ela estava feliz por estar reconhecendo seus limites e estar aprendendo a respeitá-los.
Ela ganhou uma linha de crédito especial do cartão de crédito. O limite (ou a falta dele) dos sonhos de muita gente; e nem por isso aumentou em R$1,00 sequer sua média mensal de gastos. Aprendeu a, mesmo que com alguma dificuldade, dizer alguns nãos, pois só assim estaria disponível para dizer os sins certos. Desvencilhou-se de coisas e pessoas que não agregavam e assim conseguiu mais tempo pra dedicar às coisas realmente importantes.
Ela se sentia a própria mulher moderna, culta, bem informada, apreciadora do pagão e do erudito... livre pra ser dona do seu nariz.
Apesar de ter conhecido poucas camas, sexo não era um bicho de sete cabeças. Ela até que lidava bem com o assunto. Passava longe do estilo que “dá pra qualquer um”, mas também nunca exigiu juras de amor como senha de entrada.
Foi quando, um dia, ela se viu em uma situação em que decidir não foi nada simples.
O cara era bacana, o clima fervia, o tesão estava nas alturas!
Ele tentava.
Ela queria.
Ela não deu.
Por que? Porque, mesmo não romantizando o sexo, ela, às vezes, romantiza pessoas. O cara podia ser apenas um cara, mas naquela noite ela sentiu que no dia seguinte ela iria se arrepender se o telefone não tocasse. Ela esperava dele algo que ele não se mostrava disposto a dar. E foi assim que ela foi pra casa... vendo a paisagem pela janela do carro ela estava frustrada por não ter dado vazão às suas vontades, mas feliz por ter respeitado a menina que ainda coexiste dentro dela.
Nessa caminhada uma coisa ela aprendeu. Não existe fidelidade maior do que aquela que ela deve manter com ela mesma.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dilema e amigas

Tenho amigas que são muito diferentes entre si...

Tem a louca e tem a santa, a liberal e a careta, a pra frentex e a em cima do muro, a romântica e a desiludida. Sei que no fundo todas as mulheres tem um pouco de tudo isso, mas sempre umas das características chama mais atenção que a outra.

.

Dia desses, me vi diante de uma situação que, caso fosse pauta numa mesa de bar, com certeza causaria discórdia entre a mulherada. Conseguia visualizar a discussão comendo solta com cada uma defendendo sua posição. Resolvi tirar isso apenas do campo do pensamento.

.

Então, mesmo já tendo decidido o que fazer na situação em questão, mandei o seguinte e-mail para cada uma delas, individualmente:

.

“Então... Dilema!

O caso é o seguinte: Tem um carinha bem interessante em pauta, o X. Fui sempre eu que corri atrás, nunca ele. Quando liga, é super simpático, diz que vai ligar depois pra marcarmos alguma coisa e nunca liga. Tem sempre uma desculpa na ponta da língua. Aí, um mês depois reaparece num e-mail, numa mensagem de texto, com uma ligação... aparece para sumir de novo. Deixando mais do que claro o uso da famosa estratégia de manutenção do lanchinho na geladeira.

Hoje ele me ligou me chamando pra sairmos de noite... eu disse sim, mas ficamos de nos falar mais tarde.

Aí vem o dilema.

O cara nunca aprece e, quando ele aparece, eu estou super disponível e topo sair logo de cara... Ok, assim é fácil...

Eu me banco de difícil, digo que hoje não posso e ele some de novo, sabe-se lá por mais quanto tempo.

É aquela coisa... eu não to fazendo nada, não estou com ninguém a sério, não tenho nada a perder saindo com ele.

Mas, ao mesmo tempo, ainda não decidi se quero ser sempre o lanchinho na geladeira, não na dele...

Ahhh! Que saco isso! Odeio momentos de carência.”

.

No fundo a situação era bem perto disso mesmo, mas expus a coisa de forma bem mimimi, dramatizando alguns pontos, para provocar o que cada uma tem de mais característico. Ai, ai... O fantástico mundo da mente feminina!

.

Vamos às respostas:

.

#Amiga 1#

Então, Está claro que você quer sair com ele e ninguém perde aquilo que não tem... Você vai perder mais deixando de sair do que saindo... A não ser que você esteja superrrr apaixonada por ele, ai sim, vale um joguinho... massss não acho que você enxergue ele assim, como o "homem da sua vida"... Ou seja, saia.

.

#Amiga 2#

Complicado minha pequena...

Se você quer que ele “te leve a sério” no sentido bíblico da coisa, não sai... fale que hoje não vai poder.. sendo simpática mas firme.

Agora, se você só quer sair e se distrair... vai em frente.. E vocês podem se divertir tanto, que ele vai ver o óbvio, que está só perdendo não passando cada segundo disponível ao seu lado. Mas ele pode também deixar as coisas da maneira que elas estão.

Você é aquela champanhe francesa maravilhosa que ele guarda na geladeira e morre de medo de abrir, mas de tempos em tempos ele olha para checar que ainda esta lá.. (fala sério, minhas metáforas são melhores que as do Lula).

.

#Amiga 3#

Em primeiro lugar desculpe a demora em responder, tenho estado muito atolada no trabalho. Mas vamos lá, eu nunca soube dessa pessoa! Como ela surgiu? Exijo detalhes depois. A descrição das cenas foi a típica "não tô fazendo nada, então, sei lá". Não pense no cara e, se ele ligar: aceite sair. Foda-se, vai, se diverte e continue não esperando nada dele.

.

#Amiga 4#

Eu desmarcaria em cima da hora... rsss... e ainda daria uma desculpa bem cara de pau!

Se contenha, menina... em último caso, me liga e grita... vou correndo ai te buscar!!!

OBS: FAÇA O QUE DIGO, NÃO O QUE FAÇO!

.

#Amiga 5#

Ele só vai saber o que está perdendo se você der a oportunidade dele conhecer você de verdade. Se ele realmente te conhecer, viver momentos legais contigo, a tendência é querer sempre mais. Isso, claro, se você souber lidar bem com essa situação de ser informal.

Se fazer de difícil, não sair, não encontrar... Não vai mudar nada. Você vai ser apenas mais uma... Agora, se você sair e mostrar pra ele como você é maneira e o quanto é bom quando estão juntos, ele vai se arrepender do tempo que deixou de sair contigo. Não sei se fui clara... Concorda comigo?

.

#Amiga 6#

Bom, não sei se estou atrasada na resposta... não tinha lido o e-mail ainda...
Mas não sei o que faria... Se for só pela diversão, vai fundo...

Mas... Se você esta pensando tanto no assunto é porque isso esta te incomodando. Logo, mesmo que seja só orgulho, ego (podemos chamar de várias coisas...), isso esta te ferindo um pouco. Melhor pular fora enquanto é tempo! Se o cara é enrolão no primeiro momento vai ser pra sempre...
A verdade é que ando tão desiludida que não sei se estou sendo muito pessimista...

.

.

Me diverti horrores lendo as respostas delas. Acho que mesmo tendo roubado um típico assunto de mesa de bar para o ambiente virtual, o assunto rendeu.

.

Adoro o jeito com que minhas queridas amigas me acham linda e irresistível, capaz de conquistar qualquer cara apenas com a minha simpatia. E cada vez mais me convenço de que não importa o "tipo" de mulher que você seja, a síndrome da Cinderela e do Príncipe Encantado já vem embutida nos nossos genes. Maldita cultura de massa! Malditos filmes e livros de Contos de fadas. Malditas comédias românticas.
.

No fim das contas, antes mesmo de acionar minha lista de conselhos já tinha marcado de sair com o tal carinha... Saímos e foi ótimo. Sabe como é... como foi dito em algum lugar aí em cima... não se pode perder aquilo que não se tem.

.

E você, pensa mais parecido com qual das amigas expostas aqui?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre ser romântica

Da mesma forma que eu tenho uma caixa que guardo as cartas e cartões que recebo, eu guardo meus históricos do MSN.
Converso tanto e com tanta gente através desta ferramenta que não teria coragem de simplesmente jogar no ralo todas aquelas palavras.
Por ali nasceram alguns romances, morreram outros. Ali está a único registro de algumas pessoas que passaram pela minha vida sem que eu as conhecesse pessoalmente...
Dia desses estava lendo o meu histórico de conversas com uma amiga e encontrei uma data importante: o dia em que fui convencida que era sim uma pessoa romântica. Isso foi, segundo o registro, em 28/08/2008.
.

.
Eu:
Mas quer saber, eu sou melhor que o meu signo!
Meu signo é muito molóide!
.
Amiga:
Eu, quando era mais nova, não achava que era mt capricórnio não...resistia a me convencer pq eu achava um signo mais misterioso, não muito expansivo... que ia contra ao meu jeito mega extrovertido... depois lendo mais sobre fui entendendo que simplesmente TUDO é igual...no amor, no trabalho, na vida, relacionamento... mt bizarro. Hj em dia eu sou capricorniana dos pés à cabeça.
.
Eu:
Eu até sou canceriana eu bastante coisa...
mas esse romantismo exagerado me irrita um pouco, eu não sou assim
.
Amiga:
Nossa, é simmmm
Acho vc mega romântica

.
Eu:
Eu sou mãezona, sou um pouco carente, sou mega determinada... enfim, concordo com muitas coisas
Mas fazem parecer que o canceriano é movido a sentimento...
E isso eu não sou. Eu posso ser tradicional em muitas ciosas, idealista em outras... mas no amor mesmo, me acho pouco romântica.
.
Amiga:
O que é romantismo pra vc?
.
Eu:
Ui, o papo ta ficando denso!
Eu acredito em casamento, por exemplo. Mas acho que os que dão certo poucas vezes são baseados única e exclusivamente no amor no seu sentido mais tradicional... acredito bem mais no companheirismo nas relações de longo prazo.
Acho que sexo e amor podem muito bem andar por caminhos diferentes...
Não sou fã de demonstrações públicas de afeto.
Sou pouco passional.
Mas definir romantismo mesmo... sabe que eu não to conseguindo.
Perguntei pra uma amiga aqui no MSN o que era ser romântico pra ela. Ela acabou de me responder "Ai, que difícil... acho que ser romântico é ser idiota por opção".
Gostei da definição! ;-)

.
Amiga:
Pois então... Pra mim, romantismo não tem a ver só com amor, o mundo publicitário (sempre ele!) é que definiu isso. Na verdade romantismo é quase sinônimo de criar enredos, desenvolver relações, listar personagens, cada pessoa ocupando um lugar, com mudanças de lugar...
Mesmo te conhecendo bem, eu te analiso pelo seu blog de vez em quando. E dá pra notar de fato, que vc é uma pessoa sensível, que observa as coisas a partir de vários aspectos... portanto analisa tudo como história, criando enredos.
Isso é romantismo, às vezes tem a ver com amor, na grande maioria das vezes até... mas só porque o amor é a grande história, é a história que vence era após era, por isso está ligado na maioria da vezes.
Mas vc é românctica sim!
E diz pra sua amiga que adorei a resposta dela
.
.
Eu:
Acho que estou entendendo... romance como romance no sentido literário... que não necessariamente significa história de amor. Gostei disso.

.
Amiga:
Exato.

.
Eu:
Nesse sentido sim... eu amo histórias com personagens bem definidos, lugares, ambientação... me dão um grão de areia e eu idealizo a praia toda. Mas acho que é uma coisa mais de ser observadora e de gostar do processo de criação.
.
.
.

Enfim... a conversa foi longe... e, apesar de neste último momento eu ainda ter tentado negar, a partir deste dia eu adotei pra mim este conceito de romantismo. E se é assim, sim, eu sou romântica.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Triste retrato

Ela gosta dele. Ele sabe.

Ele parece gostar dela. Ou pelo menos foi o que deixou escapar um dia.

Demonstram isso por meias palavras. Fazendo tipo “gente instigante”.

Ele porque assim escolheu desde o início.

Ela porque tem medo de se mostrar demais.

Ambos porque são teimosos.

Se insistissem no contrário, seriam obstinados.

Assim, seguem, sempre com meias palavras.

Tornando o que poderia ser platônico em lacônco

terça-feira, 12 de maio de 2009

Meu George Clooney Particular

Quando recebi o convite de um casamento mês passado, eu devo, não sem culpa, confessar, que mal pensei nos noivos.

A única coisa que pensei é que aquele casal é um dos elos que me une ao homem mais interessante do mundo e que, portanto, este tal homem mais interessante do mundo estaria presente nas festividades do casório.

.

Antes, cabe aqui explicar, que ele é sim o homem mais interessante do mundo, mas que nem por isso eu quero ter um relacionamento com ele. Por que? Por que ele tem 50 anos e eu 22. Ok, temos casos de relacionamentos com grandes diferenças de idade que deram certo, mas não é o caso. Queremos coisas bem diferentes da vida. E também, tenho certeza que o convívio diário faria com que ele deixasse de ser o homem mais interessante do mundo rapidamente.

.

O que faz dele o homem mais interessante do mundo? Bem, um cara de 50 anos, solteirão convicto, grisalho, corpo em dia, super charmoso, muitíssimo bem sucedido na vida profissional, dono de um barco e profundo conhecedor dos mares, toca piano e gaita divinamente, bom de papo... quase uma versão sul-americana e real do George Clooney.

E sei que ele gosta da minha companhia também. Temos alguns elos que nos unem socialmente e já estivemos juntos em alguns passeios de barco, em algumas viagens ao litoral, em algumas noites de muito riso, música e vinho. Sim, o cara é isso tudo.

.

Recebi o convite e só conseguia pensar: “Eu tenho que estar divina nesta festa. Quero ver ele olhar pra mim e dar aquele sorriso que só ele sabe dar”.

.

E assim começou a saga da escolha do vestido, dos acessórios, do penteado, do sapato... E chegou o dia do casamento. Eu, modéstia à parte, estava deslumbrante. E se não estava, estava me sentindo assim, que no fundo é o que realmente importa.

.

Assisti a cerimônia na igreja e não o vi por lá... mas realmente cerimônias religiosas não são do seu feitio. Entrei no salão da festa com o meu acompanhante à tira colo, demos um pequeno giro para cumprimentar as pessoas conhecidas e sentamos em uma mesa mais recolhida.

.

Deixei a poeira baixar um pouco e me retirei da mesa dizendo que iria ao toilet. Comecei a andar lentamente, percorrendo cada milímetro do salão com os olhos. Depois de uns minutos e alguma inquietação o encontrei conversando com um grupo de amigos. Ao me ver ele abre aquele sorriso enorme (ponto!) e vem andando na minha direção. Me elogia, diz o quão linda eu estou, eleva me ego às alturas, e pede que eu o acompanhe para ele me apresentar aos seus amigos.

.

O papo era alguma coisa desinteressante, algo como qual o melhor carro para se comprar no momento. Meu George Clooney interrompeu a conversa e pediu a vez. “Apresento a Vocês a J., garanto a vocês sem a menor sombra de dúvidas que é a mulher mais interessante da festa”. Se é que isso era possível, meu ego subiu ainda mais. Fiquei ali naquele papo chato mais alguns minutos antes de pedir licença e retornar a minha mesa, ao meu acompanhante e à vida real. Quando pedi licença pra me retirar, um dos amigos soltou a seguinte pérola. “cara, você estava certo, ela é encantadora, só que é uma menina e não uma mulher”.

.Todos riram, o Geroge Clooney piscou pra mim, como um tio faz com uma sobrinha ao da-la permissão para sair, e minha volta a realidade foi mais rápida do que eu esperava... =P

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Um sábio

"Uma mulher pode perdoar quase tudo do homem que ama. Ela perdoa a infidelidade, a bebedeira e a ejaculação precoce - apesar de provavelmente não perdoar tudo na mesma noite. Ela vai perdoar se ele dormir imediatamente após o sexo. Ela vai perdoar se ele dormir imediatamente antes do sexo. Mas a única coisa que uma mulher nunca vai perdoar num homem é a falta de compromisso".
.
Frase dita por Tony Parsons, famoso autor Pop inglês.
.
Um sábio esse tal de Tony...

sábado, 21 de março de 2009

Mulherzinha

Eu nunca fui fã de literatura “mulherzinha”. O último livro deste estilo que li e gostei foi O Diário de Bridget Jones, e mesmo assim, eu era tão novinha quando li, que acho que foi mais questão de encantamento com os problemas emocionais de mulheres adultas do que ter gostado mesmo.

Dos lançamentos de maior sucesso recente nesse estilo, não cheguei nem perto. Não julgo como literatura baixa, pequena... nem mesmo tenho um preconceito com o estilo. Mas não gosto muito das generalizações que esses livros fazem. As mulheres são sempre neuróticas, meio desiquilibradas e sempre termino esse tipo de leitura achando que eu sou menos “cor de rosa” do que eu deveria ser.



Pequeno parêntese: (Engraçado que o mesmo não se aplica no cinema. Adoro comédias românticas e filmes de mulherzinha! Simplesmente adoro!).


Mais eis que... Eis que surgiu o fenômeno “He`s just not that into you” (“Ele não esta afim de você, em português). Já tinha ouvido falar, tinha achado a idéia interessante, mas como todos os outros do gênero, ele não me fisgou. Até que um dia, minha prima que mora a uns oceanos de distância, me liga mPequeno parêntese: (Engraçado que o mesmo não se aplica no cinemaorrendo de rir e pergunta se pode ler o trecho de um livro pra mim. Era um trecho deste livro e contava uma história super parecida com uma história que ela tinha vivido nos tempos de faculdade. Rimos juntas e o livro ficou na minha cabeça. Na mesma semana, uma amiga pergunta se eu já tinha lido o livro e, mediante a minha negativa, me contou um caso que o livro ilustra que aconteceu quase igual comigo poucos meses atrás.

Foi o ponto final. Resolvi dar uma chance a este tal de Greg Behrendt, o homem que servia de consultor masculino aos diálogos de Sex and the City.

Pois logo nas primeiras páginas o autor diz o seguinte:


Hey, I know that guy you`re dating.


Yeah, I do know. He`s that guy that`s so tires from work, so stressed about the project he`s working on. He`s just been through an awful breakup and it`s really hitting him hard. His parent`s divorce has scared him and he has trust issues. His mother (grandmother, sister, brother) are very ill at the moment and he has been very busy with it. Right now he has the focus on his career. He can`t get involved with anyone until he knows what his life is about. He just got a new apartment and the move is a bitch. As soon as it all calms down he`ll leave his wife, girlfriend, crappy job. God, he`s so complicated.



Como assim? Eu não passei da página 5 e já me vi em pelo menos 3 casos desses aí de cima. Fora que sei de história de amigas que se encaixam em outras 2.
É engraçado como pode mudar o país, a cultura, a língua e certas coisas continuarem iguais. Mulheres não sabem aceitar que estão sendo rejeitadas e inventam um milhão de motivos que justifiquem o motivo dele não ter ligado no dia seguinte, na semana seguinte...


Continuo sendo contra as generalizações e este livro assume descaradamente as fazer. Mas ao mesmo tempo não posso negar que estou dando boas risadas e que em muitos aspectos ele tem razão.

O meu ponto é o seguinte. Ele pode não estar muito aí pra mim. Por tanto que eu também não esteja muito aí pra ele eu “aceito” ser enrolada. O velho papo de se divertir com os errados enquanto não acha o certo, ou então de que não procuramos o pai dos nossos filhos em cada boca que beijamos.

O problema é que nós mulheres somos seres loucos por natureza. É normal nos pegarmos pensando se os nossos sobrenomes combinam ainda no terceiro encontro, por exemplo... Por isso essa coisa do informal, do casual, do incerto provoca arrepio em muitas de nós.
Só digo uma coisa. Se aventure na leitura e vá marcando as histórias que já se passarm com você, tente identificar suas amigas em outras e depois promova uma “girl`s night” com este tema. Aposto em muita diversão.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano novo

Pra mim nunca é fácil decidir o que fazer no Reveillon. Sou parte daquele time que acha que essa é apenas mais uma noite do ano e, por tanto, não concorda com a supervalorização de preços que ocorre na data.

Esse ano revolvi não inventar eventos mirabolantes, apenas uma festa com a família e algumas das pessoas que mais gosto.

Quando o relógio bateu 22h e a festa estava rolando tocou o interfone.

“M., é pra você!”.

Qual não foi minha surpresa ao dar de cara com ele na portaria do prédio. Bermuda branca, camisa vermelha, rosa branca em uma mão e um embrulho delicado na outra. Nem no meu sonho mais audacioso eu iria imaginar a presença dele ali. Ainda não tinha conseguido emitir nenhuma palavra quando ele, tomando o controle (como sempre), falou simplesmente “vamos subir?”.

Chegando novamente na festa ele ofereceu o embrulho à nossa anfitriã, deixou sua flor junto às demais que seriam oferecidas a Iemanjá no fim da noite e se misturou aos meus primos e amigos com a naturalidade de sempre.

Meu coração ainda não tinha decidido o que sentir. Enquanto alguns olhos me procuravam procurando respostas ou expressando sentimentos fui relaxando, tomando mais algumas taças de espumante, dançando...

Sua naturalidade sempre me encantou e irritou em proporções semelhantes.

Mas seu brilho e sua espontaneidade, esses sim, sempre me fizeram suspirar.

Deu meia noite. Esfrega o louro e põe na carteira, pula sete ondas, embrulha sementes de romã, oferece flores, abraça os queridos e...

Acordar hoje do seu lado fez perceber como as coisas fogem ao meu controle. Te levar hoje ao aeroporto foi uma forma um pouco direta demais de me confirmar isso.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ser amada

Fui ao cinema com um amigo esta semana e, motivados pela história do filme, saímos discutindo sobre quais teriam sido os momentos de afeto mais pleno das nossas vidas.
Engraçado como só de pensar nos momentos em que fui muito amada eu fiquei bem. Eita praguinha gostosa!
Ele lembrou de quando ficou muito doente e ao acordar após sua primeira noite no hospital se deparou com uma fila de amigos esperando para poder dar sangue. Ele estava internado a menos de 12 horas e pessoas já tinham se mobilizado de todas as formas para que o tratamento dele pudesse continuar.
Eu lembrei do dia do enterro do meu avô. Nesse dia experimentei um amor muito forte de duas maneiras diferentes. Nunca havia perdido ninguém assim, tão próximo, e ali tive a certeza de que o tal do “amor eterno” realmente existe. Olhei triste para os meus primos menores que não puderam conviver tanto com ele e fiquei feliz por ter deixado ele ser uma parte tão presente na minha vida. O outro, foi o amor que recebi neste dia. Estavam ali amigos que sempre soube que estariam e alguns que me surpreenderam da maneira mais positiva do mundo. Foram os abraços mudos mais importantes da minha vida. Na hora me veio a certeza da frase clichê que ouvi tanto na minha infância a cada vez que assistia A Noviça Rebelde “quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela”.
Lembrei também de um rapaz muito especial que passou pela minha vida... Ele era uma pessoa bem fechada e avessa a demonstrações publicas de afeto, mas entre nós dois era um poço de carinho.
Nos conhecemos trabalhando juntos e, em determinado momento, eu decidi sair da empresa. Durante meu jantar de despedida vários amigos deram depoimentos sobre mim e ninguém nem ousou dar o microfone para ele. Lá pelas tantas ele levantou de fininho, pediu o microfone e disse apenas “Obrigado, Mile, por ter me ensinado a me deixar ser amado. Não sei como consegui viver tanto tempo sem a sensação do seu cafuné”.
Sabe um daqueles momentos em que você tem a certeza de que fez a diferença na vida de alguém? Hoje ele namora outra menina e quando fomos apresentadas ela disse “Ah, essa que é a Mile? A menina do porta retrato?”. Depois ele me contou que até hoje tem uma foto minha no quarto dele...
É o tipo de amor que transcende, que já foi paixão e que hoje é admiração. Esta aí uma pessoa que sabe fazer com que eu me sentia amada...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Lembrei de você...

Acabei de ler um livro e, fora o aperto no peito que eu normalmente sinto ao me despedir de bons personagens, senti muito a sua falta.
Na história não tem nenhum personagem com o seu nome. Ninguém fez algo que você já tenha feito ou mora na mesma cidade que você.
Eu simplesmente li uma boa história e tive a certeza que esta história também te agradaria.
Nunca conversamos sobre romancistas latinos, não sei qual a sua opinião sobre eles. Mas tenho certeza que este livro renderia uma longa noite de discussão.
De preferência, estaríamos em Itaipava, no nosso QG. Eu estaria sentada no gramado e você deitado no meu colo. Cafuné. Nos momentos em que a discussão ficasse mais acalorada, você levantaria pra defender as atitudes do Ricardo e eu insistiria em vê-lo pelo lado mais covarde e menos poético. Mas logo você deitaria de novo.
Você se aproveitaria dos momentos em que perderia o raciocínio concentrada no carinho que faria nas suas orelhas e rosto, me fazendo concordar com coisas que normalmente eu não concordaria. Você se sentiria orgulhoso achando que eu não percebi sua manobra e eu ficaria feliz em ver sua cara de bobo.No final, o sono, como sempre, iria me ganhar e pararíamos com a conversa antes do ponto d saturação. Nos misturaríamos aos demais presentes e passaríamos o resto da noite com a sensação de que o melhor daquela noite já aconteceu.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Rótulo

É como se ela já tivesse lido o manual do início ao fim sem ao menos ter precisado comprar o livro. É como se ele já tivesse lido o manual do início ao fim sem ao menos ter precisado comprar o livro.
Eles eram simples assim.
Algumas vezes eles nem conversavam muito. Muita coisa passava na vida de um sem que outro soubesse. O que eles gostavam mesmo era de simplesmente estarem juntos.
Diriam que eram mais companheiros que amigos. Isso é possível?
.
..
Por que nem toda relação cabe num rótulo