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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Voltei!

Quase dois meses longe daqui.
Isso é um recorde! Só não sei se é do tipo de recorde que se deve comemorar ou não...

Tantas coisas aconteceram neste tempo de ausência que não sei nem por onde começar.

Quantos sonhos cabem em duas semanas? Quantos a sua mente se permitir sonhar! Foi isso que eu aprendi nas minhas duas primeiras semanas de férias. Nadei com baleias, realizando o sonho da menina de 4 anos que um dia eu fui. Estive com o roteiros dos maiores filmes de Hollywood em mãos, realizando o sonho da roteirista que um dia eu penso em ser. Tive uma overdose do meu irmão. Overdose do melhor tipo que existe! Como é possível eu amar tanto uma pessoa tão diferente de mim? Até hoje eu me surpreendo com o tamanho do meu sentimento por ele. Senti frio, visitei lugares incríveis, andei, andei e andei. Vi pessoas diferentes, ouvi musicas novas, segurei uma estatueta do Oscar. Cheguei perto do mundo com o qual eu tenho medo até de sonhar... Foi de verdade e foi ótimo.

E, por incrível que pareça, tão bom quanto as férias no hemisfério de cima, foram as férias em casa. Ser turista na minha própria cidade foi uma delícia. Tudo bem que o fato de a minha cidade ser o Rio de Janeiro ajuda. E a companhia... ah, melhor nem comentar antes que o coração aperte de saudade. Ir ao Maracanã, aquele programa de todo domingo, com os olhos de uma primeira vez. Poder explicar cada grande conquista e cada grande derrota que vi ali dentro, tentando descrever sentimentos indescritíveis... Caminhar pelas ruas do centro da cidade de saia jeans e chinelo, reparando na arquitetura, entrando em cada igreja e prédio histórico, passar uma tarde no Passo Imperial e esperar a tempestade passar abrigada no Mosteiro de São Bento. O Forte do Copacabana, o Dedo de Deus ou até mesmo a praia em frente de casa. Tudo tão gostoso! Tudo de tão fácil alcance e quase nunca aproveitados como se deveria...

E a sensação de ser uma adolescente de novo? Romance escondido, amor de verão, flor roubada do jardim do visinho, beijo com gosto de mamão, mão dada por baixo da mesa... E a certeza de que, às vezes, o melhor caminho para se esquecer uma história não é fugir dela e correr pra longe do mundo onde ela aconteceu...

Agora a vida volta a programação normal e com isso espero que o Blog também.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Na próxima encarnação eu quero ser uma menina normal. Dessas que só se preocupa com compras e nem sabe quea bola de futebol é redonda.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Conto Rubro Negro

"Era um amistoso sem importância, tanto que o presidente do Flamengo em 62, Fadel Fadel, nem se lembra direito do adversário. Lembra-se vagamente que o jogo terminou empatado. Fadel saía do Maracanã, caminhando pelo estacionamento em busca do carro, quando o cumprimenta um senhor de meia-idade, cabelos grisalhos, pele curtida de cor indefinida, e com uma surrada camisa rubro-negra. Afável, sobretudo com torcedores do seu Clube, Fadel responde ao cumprimento e ouve paciente o que o homem começa a dizer:
.
– Seu Fadel, foi bom encontrar o senhor. O senhor é um homem importante, presidente do Flamengo, tem sua família, sua mulher, seus filhos, sua casa... Tem um carro bonito, os seus negócios... Queria fazer-lhe um pedido:
.
Fadel deixa a mão deslizar até o bolso, adivinhando o tipo de pedido que ia ouvir. O torcedor continua:
.
– Seu Fadel, eu queria lhe pedir para o senhor cuidar muito bem do Flamengo. O senhor tem tudo na vida, mas eu só tenho uma coisa: O Flamengo. Por favor, cuide bem do flamengo!"

sábado, 24 de novembro de 2007

Que torcida é essa?

Declaração de um Santista após o último jogo entre os dois clubes:


"A torcida do Flamengo não é normal. Sabe quando a gente pula e canta? Então, a gente faz isso olhando pros amigos, pra torcida, pra nós, né? Cara.. eles cantam olhando pro campo! PArece que querem berrar pro jogador ouvir Quando você chega no Maracanã, você tem medo do Flamengo. Você sai de São Paulo imaginando um time que vive brigando pra não cair. Quando entra no MAracanã, você tem a nítida sensação que vai encontrar o maior time do mundo. Aquela camisa cresce na sua frente, parece que não existe nada além do Flamengo durante 90 minutos. Eu nunca vi nada igual Eles amam o time...".


E vendo isso...

Não tem como pensar deferente mesmo...