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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ainda sobre amigas de longa data

É engraçado ver com as coisas mudam com o tempo.
Uma grande amiga minha retornou ao país depois de uma longa temporada trabalhando fora. Obviamente ela não tinha mais o seu celular e, consequentemente, não tinha mais o telefone de ninguém.
Certo dia minha mãe me deu o recado que essa amiga tinha legado lá pra casa. Na mesma hora peguei o telefone e liguei pra casa dela.

E foi aí que eu me toquei... Eu não sei o de cor o telefone de mais ninguém. Sei o celular dos meus pais, do meu irmão e de umas 3 amigas... sei também o número do meu escritório, da minha madrinha e da casa dos meus avós.
Tenho amigas super próximas, pra quem ligo mais de uma vez por semana, que eu não faço idéia do número. Pra que decorar uma sequencia de 8 números se pressionando o 7 meu celular liga automaticamente pra ela?
E assim é com todos os telefones hoje em dia... sem a agenda do meu celular eu não sou ninguém.

Mas eu conheço a amiga do início da história há mais de 10 anos. Portanto eu ainda ligava pra casa das pessoas e o celular ainda não estava enraizado como hoje. Sendo assim, mesmo sem saber, eu ainda sabia o telefone da casa dela da mesma forma que ela sabia o da minha.

Parei pra pensar nos telefones de amigos que sei de cor e me divertir ao notar que muitos deles tinham apenas 7 números! Amigos de primário, de quando ligávamos pra casa uns dos outros e as mães analisam o quão educado era o amiguinho pela forma como ele a cumprimentava e pedia para te chamar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre ser romântica

Da mesma forma que eu tenho uma caixa que guardo as cartas e cartões que recebo, eu guardo meus históricos do MSN.
Converso tanto e com tanta gente através desta ferramenta que não teria coragem de simplesmente jogar no ralo todas aquelas palavras.
Por ali nasceram alguns romances, morreram outros. Ali está a único registro de algumas pessoas que passaram pela minha vida sem que eu as conhecesse pessoalmente...
Dia desses estava lendo o meu histórico de conversas com uma amiga e encontrei uma data importante: o dia em que fui convencida que era sim uma pessoa romântica. Isso foi, segundo o registro, em 28/08/2008.
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Eu:
Mas quer saber, eu sou melhor que o meu signo!
Meu signo é muito molóide!
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Amiga:
Eu, quando era mais nova, não achava que era mt capricórnio não...resistia a me convencer pq eu achava um signo mais misterioso, não muito expansivo... que ia contra ao meu jeito mega extrovertido... depois lendo mais sobre fui entendendo que simplesmente TUDO é igual...no amor, no trabalho, na vida, relacionamento... mt bizarro. Hj em dia eu sou capricorniana dos pés à cabeça.
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Eu:
Eu até sou canceriana eu bastante coisa...
mas esse romantismo exagerado me irrita um pouco, eu não sou assim
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Amiga:
Nossa, é simmmm
Acho vc mega romântica

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Eu:
Eu sou mãezona, sou um pouco carente, sou mega determinada... enfim, concordo com muitas coisas
Mas fazem parecer que o canceriano é movido a sentimento...
E isso eu não sou. Eu posso ser tradicional em muitas ciosas, idealista em outras... mas no amor mesmo, me acho pouco romântica.
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Amiga:
O que é romantismo pra vc?
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Eu:
Ui, o papo ta ficando denso!
Eu acredito em casamento, por exemplo. Mas acho que os que dão certo poucas vezes são baseados única e exclusivamente no amor no seu sentido mais tradicional... acredito bem mais no companheirismo nas relações de longo prazo.
Acho que sexo e amor podem muito bem andar por caminhos diferentes...
Não sou fã de demonstrações públicas de afeto.
Sou pouco passional.
Mas definir romantismo mesmo... sabe que eu não to conseguindo.
Perguntei pra uma amiga aqui no MSN o que era ser romântico pra ela. Ela acabou de me responder "Ai, que difícil... acho que ser romântico é ser idiota por opção".
Gostei da definição! ;-)

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Amiga:
Pois então... Pra mim, romantismo não tem a ver só com amor, o mundo publicitário (sempre ele!) é que definiu isso. Na verdade romantismo é quase sinônimo de criar enredos, desenvolver relações, listar personagens, cada pessoa ocupando um lugar, com mudanças de lugar...
Mesmo te conhecendo bem, eu te analiso pelo seu blog de vez em quando. E dá pra notar de fato, que vc é uma pessoa sensível, que observa as coisas a partir de vários aspectos... portanto analisa tudo como história, criando enredos.
Isso é romantismo, às vezes tem a ver com amor, na grande maioria das vezes até... mas só porque o amor é a grande história, é a história que vence era após era, por isso está ligado na maioria da vezes.
Mas vc é românctica sim!
E diz pra sua amiga que adorei a resposta dela
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Eu:
Acho que estou entendendo... romance como romance no sentido literário... que não necessariamente significa história de amor. Gostei disso.

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Amiga:
Exato.

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Eu:
Nesse sentido sim... eu amo histórias com personagens bem definidos, lugares, ambientação... me dão um grão de areia e eu idealizo a praia toda. Mas acho que é uma coisa mais de ser observadora e de gostar do processo de criação.
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Enfim... a conversa foi longe... e, apesar de neste último momento eu ainda ter tentado negar, a partir deste dia eu adotei pra mim este conceito de romantismo. E se é assim, sim, eu sou romântica.

domingo, 31 de maio de 2009

O 1º a gente nunca esquece

Esse fim de semana, enquanto arrumava meu armário de sapatos, reuni todos os meus pares de All-Stars. Nem eu sabia que tinha tantos exemplares. Liso, estampado, listrado, de couro, de lona, aberto, fechado...

Foi quando apareceu um tal All-Star roxo... Ah, o meu All-Star roxo!

Sim, meu 1º All-Star.

Lembro exatamente do dia em que o comprei...

Era janeiro de 2001.

Faltavam poucos dias para o Rock in Rio 3 e eu estava louca para ir ao festival. Insisti muito com meus pais e eles estavam irredutíveis. “Você só tem 14 anos e de maneira alguma irá ao Rock in Rio sem um adulto. Se você arrumar um adulto que te leve poderá ir a quantos dias quiser”.

Liguei para tios, pais de amigos, primos mais velhos e no final consegui um adulto responsável para cada um dos 3 dias que eu queria ir.

No dia 8 de janeiro fui ao barrashopping, um dos pontos de venda de ingressos, com a minha mãe. Encaramos a fila e compramos os bilhetes.

Era uma criança feliz e saltitante pelo shopping quando, em uma fração de segundos eu parei. Minha mãe estranhou e perguntou o motivo. Muito séria eu virei pra ela e disse: “Mãe, eu não tenho um All-Star para ir aos shows”. Minha mãe não conseguia entender a relação entre o calçado e os shows que na minha cabeça parecia tão clara. Não parecia adiantar e explicar que era um festival de rock, que o sapato era um ícone de estilo, de atitude. Para ela, a única resposta válida era a de que eu já tinha tênis suficientes em casa.

Depois de muita argumentação eu a convenci de irmos até uma loja para que eu pudesse mostrar como o tal do All-Star era diferente dos tênis que tinha.

E foi só quando ela colocou os olhos naquele par de tênis roxos é que consegui convence-la.

Deve ter sido uma das idas aos shopping mais felizes da minha vida... 3 ingressos para o rock in Rio e meu 1º par de All-Star.

E foi por isso que ao terminar a arrumação do meu armário muitos daqueles pares velhos de All-Star foram embora, mas o meu roxinho continuou lá!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Reeditando

Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 2006.
Tem dias que a gente simplesmente acordou pra filosofar. Falar de amor, de paixão, de dor, de ciúmes, de amizade, de alegrias, de poesia, de música, enfim... qualquer assunto trazido à tona é motivo de pensamentos os mais variados e viajantes.
Hoje eu acordei assim. E agora, às 4h52 da manhã, do alto da minha insônia escrevo essas palavras tão imprecisas, tão vazias perto de tudo que passa pela minha cabeça nesse momento. Uma vontade de gritar, de fazer loucuras, de sair pra andar na praia, de encher a cara sozinha, de recitar palavras de amor, de ligar pra alguém, só pra bater papo, de chorar, de rir... nossa, falando assim pareço uma esquizofrênica!
Bem que esses momentos de criatividade produtiva poderiam vir mais vezes, afinal, quem não gosta de se sentir extremamente pensante?
É incrível, mas nessas horas a gente sente que pode refletir sobre tudo, que qualquer pensamento ou poesia fazem sentido, que tudo a nossa volta se encaixa... enfim, um milagre da natureza. Que Freud me explique!
Dentre tantas coisas, uma específica me vem perfurando as idéias, que é a de como é bom se sentir vivo. Ter vontades, desejos, inseguranças, medos, amores... como é bom ser complexo! Ouvir uma música e ver a poesia nela flutuar, ver uma foto e se emocionar, ser sugada pelos pensamentos como o pólen, ser soprada para as emoções como a brasa.
Ah, agora me recordo o que causou tudo isso: hoje assisti mais uma vez “Cinema Paradiso”. Esse filme sempre me deixa sem palavras. A humanidade, a ferocidade, a pureza, a leveza e a complexidade da vida são traduzidos de forma belíssima (sem nenhum trocadilho com a novela) em duas simples horas. Duas horas que poderiam ser cinco. A vontade que dá é de fazer um filme do filme; uma versão feita em uma nova tecnologia que nos permitisse vê-lo a qualquer hora e em qualquer lugar. Isso para não serem perdidas passagens por causa dessa nossa tal memória seletiva, ou digamos, sobrecarregada com tanta porcaria e estresse.
Chorei, claro. E bastante. Como não chorava desde novembro. Há uma espécie de inconsciente coletivo naquelas frases, que são capazes de tocar até um cubo de gelo. Sempre impressionante. Não preciso dizer mais nada: assista, por favor. É um bem que você faz a si mesmo.
Ao terminar o filme, discutindo com um amigo meu, vi o quanto a arte é individual. Ela só pode te acrescentar algo se você a deixar, se você encará-la como algo a ser pensado, refletido. Do contrário, ela se desfaz, vira entretenimento gratuito. E daí a ida ao teatro ou a cinema terá se tornado apenas mais um programa de domingo. Portanto, pense, reflita, argumente, opine, morra e renasça por dentro, mas nunca, nunca, deixe a arte passar incólume.
O que uma montagem feita de cenas censuradas significa pra você? Pornografia, como era pro padre? Lixo, como um dia foi pra mãe do Totó? Ou o reencontro com a vida e seus sentimentos mais puros? Não existe resposta certa... Só o que a arte desperta em cada um...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Fragmentos

Relendo e-mails e fazendo recortes...
Encontrei a razão do por que ele é uma pessoa que, mesmo tão ausente, é tão especial...

"Agora, quanto à sua dignidade...hahahaha Bem, você é apenas uma pessoa que repara.... E, como disse, perigo à vista! Lançar âncora no mar ou abrir as velas o mais que pudermos...? Acho que é uma questão de escolha... Como muitas que tomamos a toda hora.."

"Você é, sem dúvida, uma pessoa engraçada (não sei se por escolha, por essência, por aceitação...)"

"Engraçado! É extamente o que penso... No fundo, no fundo somos mais débeis mentais que pensávamos..."

"Mas tinha trilha,sim! VOCÊ NÃO ESCUTOU OS SININHOS TOCAREM?"

"Bom, você me asssusta um pouco... Mas acho que tá na hora de eu superar meus temores. UAU (Não! não tô fazendo análise). Seria muito brega pedir um encontro?"

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Chiquitita

Eu nunca fui do tipo de menina que era fã de alguma coisa... Nunca tive pôsteres na parede, fiz (ou fiz meus pais fazerem) loucuras por artistas e afins...
Mas se teve uma coisa que posso dizer que eu era maluquinha era Chiquititas!

O ano era 1996. A onda das meninas da quarta série era dançar durante todo o recreio… todas passávamos o intervalo fazendo coreografias e passinhos de funk… todas não… Só as meninas da quarta Turquesa faziam isso… as da quarta Amarela não gostavam (metidas!).

Ai veio 1997 e com ele duas grandes febres: Chiquititas e Spice Girls. E o racha no recreio começou a ficar feio...
As meninas da quinta A (as metidas) só dançavam Spice Girls (coisa de meninas maduras) enquanto as da quinta B só dançavam Chiquititas (coisa de meninas infantis)!
Devo confessar que tivemos uma pequena ajuda da febre em que a novela se transformou junto a todas as crianças... Nunca a “varandinha” onde dançávamos foi tão popular! Mas a coisa não era zoneada não. Eu e Camila gravávamos todos os clipes em casa para depois assistir repetidamente e tirar a coreografia o mais perto do original possível. Depois ensinávamos as nossas outras 6 companheiras. Assim como na novelinhas éramos 8 meninas, cada uma representava uma Chiquitita.
Nossos sucesso escolar foi tanto que foram organizadas diversas apresentações no teatro da escola para todos os alunos em que nós apresentávamos todas as coreografias da novelinha! Eta época divertida!!!!

Abertura


Berlinda (minha preferida)


Sinais (nosso maior sucesso)



No final do ano os problemas ente as quintas A e B foram resolvidos... Elas nos esinaram a dançar Spice Girls (foi triste, mas tivemos que tirar 3 meninas do grupo)... elas jamais aceitaram dançar Chiquititas... mas isso não era um problema. Hauhauhaua