Um circo onde o palhaço e o mágico... o equilibrista e o domador... A bailarina e o malabarista... todos são vividos pela mesma pessoa...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Não sabe brincar...
Eu sei que o meu telefonema soou estranho. Depois da nossa ultima conversa, eu te ligar no início da noite, em um dia de semana, horário que sei que você está trabalhando... Ainda mais pra perguntar algo tão banal como o nome de um restaurante.
Eu sei, também, que você sacou que aquele não era o real motivo do telefonema. O seu silêncio não seguido de uma despedida ao dar-me a resposta deixou isso claro. Quem se apressou dando a desculpa que tinha um guarda no cruzamento à frente fui eu.
Eu tava, pra variar, com o iPod no shuffle quando começou a tocar uma música do Leoni. O refrão dizia “porque eles nunca tiveram nem vão ter nada como eu você”. Essa música nunca foi nossa, e acho pouco provável, até, que você a conheça, mas aquilo na hora me fez todo o sentido do mundo e eu queria te falar isso.
Fiquei com vergonha, sabe como é, música de garotinha... Mas já diria o Lulu, o rei do pop de amor, que “as canções mais tolas, tendo seus defeitos, sabem diagnosticar o que vai no peito”.
Mas quando eu ouvi o “Oi” do outro lado da linha a coragem de falar de Lulu e Leoni evaporaram e tudo que me veio a mente foi te perguntar o nome daquele restaurante. Restaurante esse que eu não tenho a menor intenção de ir.
E, quer saber? A própria música do Leoni era uma desculpa. Eu queria mesmo era dizer que eu achei a resposta para algumas das suas perguntas. O negócio é o seguinte... Eu desci pro play e não sabia brincar. Achei que ia te enganar, afinal todos os jogos de pique são iguais, mas a brincadeira que você propôs era mais complicada, tinha muitas nuances e o risco, caso eu perdesse, me parecia muito alto.
Agora não tem mais como eu pegar o elevador e voltar pra segurança do meu casulo. Agora eu já fui apresentada às regras da brincadeira... Ainda da tempo de sugerir esconde-esconde?
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Triste retrato
Ela gosta dele. Ele sabe.
Ele parece gostar dela. Ou pelo menos foi o que deixou escapar um dia.
Demonstram isso por meias palavras. Fazendo tipo “gente instigante”.
Ele porque assim escolheu desde o início.
Ela porque tem medo de se mostrar demais.
Ambos porque são teimosos.
Se insistissem no contrário, seriam obstinados.
Assim, seguem, sempre com meias palavras.
Tornando o que poderia ser platônico em lacônco
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Ano novo
“M., é
Chegando
Deu
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Lembrei de você...
Na história não tem nenhum personagem com o seu nome. Ninguém fez algo que você já tenha feito ou mora na mesma cidade que você.
Eu simplesmente li uma boa história e tive a certeza que esta história também te agradaria.
Nunca conversamos sobre romancistas latinos, não sei qual a sua opinião sobre eles. Mas tenho certeza que este livro renderia uma longa noite de discussão.
De preferência, estaríamos em Itaipava, no nosso QG. Eu estaria sentada no gramado e você deitado no meu colo. Cafuné. Nos momentos em que a discussão ficasse mais acalorada, você levantaria pra defender as atitudes do Ricardo e eu insistiria em vê-lo pelo lado mais covarde e menos poético. Mas logo você deitaria de novo.
Você se aproveitaria dos momentos em que perderia o raciocínio concentrada no carinho que faria nas suas orelhas e rosto, me fazendo concordar com coisas que normalmente eu não concordaria. Você se sentiria orgulhoso achando que eu não percebi sua manobra e eu ficaria feliz em ver sua cara de bobo.No final, o sono, como sempre, iria me ganhar e pararíamos com a conversa antes do ponto d saturação. Nos misturaríamos aos demais presentes e passaríamos o resto da noite com a sensação de que o melhor daquela noite já aconteceu.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Agradecimentos...
Os sonhos de então diferem tanto dos de hoje que me pergunto se ainda sou a mesma pessoa. Como se pode mudar tanto sendo, ao mesmo tempo, a mesma pessoa?
Foram livros, professores, amigos, viagens, problemas e, soluções, caminhos... foram os anos do início do flerte com a vida adulta.
Não posso deixar de olhar pra trás e agradecer às pessoas que estiveram comigo durante esses anos. Pessoas às quais dedico um pouco de cada uma dessas linhas
E.M., C.M., LV. e B.G. – Mais do que chefes, incentivadores. Por terem me impulsionado profissionalmente, me ensinando que eu poderia ser mais do que “apenas” uma estudante de comunicação, por terem me dado lições em forma de projetos e desafios.
M.E., R.B., C.B. e L.M – Os maiores tesouros que conquistei até hoje. Obrigada por estarem sempre ao meu lado, por me darem a chance de participar da vida de vocês e por fazerem a minha muito mais feliz e completa.
E, por fim, aos meus pais, José Luiz e Joseane, e ao meu irmão José Luís, dedico muito mais do que este simples trabalho acadêmico, a eles dedico minha vida.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Nem sempre o show deve continuar
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Era o encontro dos diferentes... “o menino do mato” com a “pequena executiva”, o “deixa a vida me levar” com a “encontro com hora marcada”. Era uma constante descoberta... Uma viagem.
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A camisa social e o sapato de bico fino me confiavam um ar de dona da razão enquanto sua bermuda larga e a camisa de flanela o faziam parecer apenas mais um dos pseudo-flaneurs da faculdade.
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No papel, que ironicamente era a nossa prática, as coisas nunca foram bem assim. Aquele menino, com voz de locutor de rádio, sempre na sua simplicidade me deixava no chinelo. Mas só eu estava competindo. Ele, fascinando.
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Quando nossa prática virou prática e saímos do papel foi assim também. Querendo impressionar com línguas, histórias e viagens fui surpreendida por simplicidade.
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Mesmo depois de me ouvir surtar, sua educação e polidez nunca diminuíram. Em resposta ao meu ataque tive cordialidade. Me fez sentir ainda mais culpada.
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A etapa seguinte foi um certo hiato de convivência. Nesse tempo meu salto quebrou e meus pés se viram mais fixos no chão. Uma certa vergonha apareceu e com ela a vontade de consertar algumas besteiras.
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E não é que, de novo, tive como resposta uma receptividade que não esperaria de outra pessoa se não dele? Mas aí devo ter errado no ritmo, desafinado. Não... acho que não pensei qual a melodia que eu queria antes de começar o show...
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O mais recente episódio desta história foi o xeque-mate. Bem a maneira dele... simples, educado e discreto. Enquanto a sala esteve escura, uma luz fria iluminava o seu rosto. A posição superior foi metaforicamente representada. Ele nunca precisou de roupa social e estava lá. No alto. E não só fisicamente.
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Como o anjo que sempre vi por trás dos cachos loiros e olhos verdes ele estava lá: competente e intocável. A simplicidade de sempre, a distância merecida.
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Me pus no meu lugar e aplaudi. Pra quem visse de fora palmas apenas para o espetáculo. Mas foi mais que isso. Foi minha chance de sem precisar usar palavras o aplaudir olhando pra cima. Respeito, admiração e despedida.
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A cortina dos dois espetáculos se fecharam.
sábado, 9 de dezembro de 2006
Boa sorte, garoto!
Essa pessoa foi uma das pessoas mais importantes durante o meu ano de 2005, me ajudou em momentos super importantes, me ensinou coisas valiosas, rimos muito juntos. Ele me fez sentir o que eu nunca tinha sentindo antes...
Só que no início deste ano, não sei bem ao certo por que, as coisas desandaram... Acho que não soubemos lidar bem com um “meio romance” no meio da nossa amizade (o que é meio patético visto nossas idades) e tudo degringolou. Chegou bem perto de eu sentir raiva dele. Não sei se ele sentiu de mim.
Mas hoje, tendo passado alguns meses e algumas conversas civilizadas depois eu não tenho mágoas. Guardo todos os bons momentos do ano de 2005... e não foram poucos... guardo palavras de incentivo e afeto, guardo momentos de realização.
Acordei querendo mandar uma mensagem de texto desejando boa sorte, dizendo que ele era muito capaz e que eu tinha certeza do sucesso dele. Não consegui.
Pensei em mandar um e-mail, onde eu não me limitaria aos 180 caracteres e poderia dizer por o que de eu acreditar tanto no potencial dele, onde eu poderia aproveitar e agradecer, mostrar a ele que ainda uso muito do que ele me ensinou e que continuo acreditando em boa parte das nossas teorias. Tive medo. Não mandei.
Agora ele não sabe que enquanto eu fazia minha prova de francês eu pensava nele. Não mais com os olhares que trocamos naquele dia 11 de Dezembro... mas com carinho, com a admiração de quem não compreende muito bem o que passa naquela cabeça mas nem por isso deixa de admirá-la.
Pois é... acho que perdi a chance... quem sabe eu escrevo um cartão de natal ou algo assim...
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Revendo conceitos
O entrosamento entre a gente começou a crescer rápido e antes de nos darmos conta já estávamos bem amigas. Nesta época tínhamos 13 anos.
Em uma primeira análise éramos bastante diferentes... Ela com seu incontrolável mau humor matinal e eu querendo altos papos antes das 7 da manhã; ela com seu discurso de “mulher” prática e independente eu sonhadora e melosa; ela tímida como poucas pessoas que eu já tinha conhecido e eu com minha tradicional cara de pau... Contudo tínhamos características importantes em comum... As duas eram bem família, bem caretas se comparadas às meninas mais avançadinhas da série, sonhadoras como toda pré-adolescente, mas realistas, dentro do cabível pra idade.
A nossa convivência aos poucos foi saindo dos muros da escola e antes do meio do ano já éramos grandes amigas. Uma já freqüentava a casa da outra, já fazíamos nossas programinhas nos finais de semana. E à época nossa vida social era basicamente ir ao cinema e depois bater papo comendo em algum lugar. Tudo isso começando bem cedinho, é claro. Às 22:00 eu tinha que estar em casa!
Nossa amizade começou a crescer e aos poucos fomos nos conhecendo mais... Contudo, tinha uma coisa que ela dizia com freqüência que me impressionava muito. Não era raro ela dizer que não acreditava em amizade verdadeira. Aquilo sempre me intrigou muito... amigos pra mim eram mais do que uma realidade e po, ela era minha amiga... ela não acreditava na gente?! Mas confesso que minha argumentação contra essa afirmação era muito superficial... achava incrível como alguém da minha idade podia pensar tão diferente do senso comum. Eu que sempre fui tão convencional chegava a admirar essa característica dela.
2000...
2001...
2002...
Os anos foram passando. Nossa amizade não.
São centenas de histórias e viagens que não me deixam mentir...
Em 2003, no terceiro ano, ela mudou de escola mas, apesar do medo inicial da separação isso não nos abalou... no meio do ano outro desafio... eu fui morar fora do país... a perspectiva de ficar longos meses longe da minha inseparável melhor amiga era tensa. E o pior... quando eu estivesse voltando quem estaria indo para longe estudar seria ela. No seu tradicional pessimismo era comum eu ouvir que nossa amizade não venceria isso.
Pois venceu.
Começamos em faculdades diferentes, cursos diferentes... nada disso importava muito... éramos as mesmas amigas inseparáveis de sempre.
Vendo hoje... depois de quase 10 anos... admiro muito a relação que construímos... É do tipo que vai muito além de se falar no telefone todo dia ou sair no final de semana... uma entende a alma da outra... e a conexão é de banda larga e sem fio. Às vezes não é nem preciso nos olharmos pra saber se esta tudo bem... uma já decorou o manual de funcionamento da outra...
Muita coisa mudou desde 1999... mas muita coisa continua igual. Ela continua pessimista, eu continuo tentando ser sempre racional... Continuamos capazes de filosofar durante horas... as duas continuam família e caretas...
Outro dia me peguei pensando na nossa sétima serie (o que não é raro) e lembrei da frase “não acredito em amizade verdadeira”... Ri um bocado. E o melhor de tudo é saber que se ela estivesse junto comigo teria rido também. Se o que construímos não foi uma verdadeira amizade não sei que outro nome poderia ter.
É tão confortável você ter um amigo assim... com quem você não precisa justificar suas ações e pensamentos, com quem você pode tirar a mascara e chorar em filminho adolescente... Alguém especial.
Nunca precisei perguntar se ela mudou de opinião... eu sei que mudou. E apesar de rir disso tudo hoje, continuo admirando-a pelas mesmas qualidades!
Moral da História: O mundo gira, as pessoas crescem, amadurecem... mudam. Mas se uma relação é construída na base do respeito mútuo (e essa relação pode ser de amor, amizade, profissional), a chance de se construir algo verdadeiro é enorme.