quinta-feira, 26 de junho de 2008

1º da lista

Saiu o 1º presente de aniversário do ano!

E foi dado pelo meu chefe!

Meu chefe, ou Chefo, como ele prefere, é um cara show de bola. Daqueles bons de papo, de riso fácil, que tem o maior orgulho em mostrar a foto dos filhos e contar dos programas de final de semana. Nos vemos pouco, em média duas vezes por semana... E sempre que estamos juntos o clima é bom.

Tem ainda o fato de ele ser extremamente competente, saber disso, e não ser metido por isso. Ele se preocupa em sempre me fazer entender o que passa na cabeça dele e eu adoro ir descobrindo essas coisas aos poucos.

Como não estaremos juntos amanhã, ele trouxe meu presente hoje... E não são presentes do tipo “uma blusinha” nova, são coisas delicadas que mostram que a nossa relação não é restrita ao escritório...

Foram 3 coisas delicadamente embrulhadas em um envelope de veludo azul:

1) Uma revista da turma da Mônica do mês e do ano em que nasci
2) Um livro que ele escreveu com mais 3 amigos nos tempos de escola/faculdade
3) Uma medalha de Santo Antonio

O primeiro presente surgiu da uma conversa sobre os temas das nossas festas de aniversário na infância... o tema da minha festa de 4 anos foi turma da Mônica e ele lembrou disso!
O segundo surgiu de uma conversa em que mostrei pra ele algumas das crônicas que escrevi durante a faculdade. Ele gostou e comentou deste livro que ele escreveu.
E o terceiro... bem, o terceiro é que até ele já percebeu que estou encalhada! =P

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Os 2 patinhos estão chegando na lagoa

Essa sexta-feira é meu aniversário...
Em outros tempos eu estaria eufórica...
Contagem regressiva no nick do MSN, festão armado, presentes escolhidos, roupa nova comprada...

Não sei exatamente o que mudou, mas hoje não dou a mínima pro meu aniversário. Os 22 anos já estão batendo na minha porta e eu ainda não sei que roupa vou usar na pequena reuniãozinha que farei lá em casa. Minha mãe pergunta diariamente o que eu quero de aniversário e eu não escolhi nada... Até mesmo a tal reuniãozinha só estou fazendo por insistência dos meus pais.

Olha, não me faltam motivos pra comemorar e amigos maravilhosos pra reunir... Tão pouco a idade me pesa, sempre fui a caçula dos ambientes que freqüento e, pelo menos no meu mundo, ainda é o máximo ter 20 e poucos anos.

Mas me incomoda um pouco essa necessidade de estar feliz e radiante diante de todos. A obrigação de querer fazer festa naquela data específca. Não gosto de obrigações e essa é só mais uma delas.

Se eu for parar pra pensar, todos os meus dias memoráveis mais recentes aconteceram sem planejamento. Foi um despretensioso encontro de amigos que virou uma longa disputa de Imagem&Ação ou então uma night arrumada de última hora, em que o máximo de expectativa que eu tinha era de não ficar muito tempo na fila...

Adoro saber do carinho de dezenas de pessoas ao receber os telefonemas no dia do meu aniversário, mas não gosto da obrigação que as pessoas sentem em fazer isso justamente neste dia.

Falta pouco menos de 2 dias pro meu aniversário e a minha maior expectativa é se, novamente, receberei um certo e-mail especial... ou em como será o bolo que uma amiga está fazendo pra mim... coisas pequenas que fogem a obrigação de bom humor e felicidade (que, se Deus quiser, estarão presentes neste dia, assim como em tantos outros).

sábado, 21 de junho de 2008

Molas

Fim de semana passado, enquanto procurava em entretenimento para a tarde chuvosa que assolava o Rio, me deparei com um DVD que havia comprado algumas semanas atrás e que ainda não tinha tido tempo de ver com a merecida atenção: Oral Fixation Tour, da Shakira.
Simpatizo com a cantora desde os tempos de riponga e em que o espanhol era sua única língua...
As aulas de espanhol na escola só tinham graça se no final o professor distribuísse alguma das letras de música da Shakira e fizesse a turma cantar repetidas vezes até acertar a pronuncia...

O tempo passou e hoje de riponga ela não tem mais nada... boa parte dos seus CDs não é mais cantada em espanhol e mesmo assim eu continuo simpatizando com a tal colombiana.

Gosto das variações que ela consegue atingir com a voz e também da influencia de ritmos árabes e latinos na sua música (alguma semelhança com a minha origem? Bobagem!).

Mas, mais do que isso... Alguém consegue me explicar o que é aquilo que ela faz com o corpo? Não tem Beyonce, Britney, JLO ou quem quer que seja que chegue perto dela!

Sabe aquela linha tênue entre o vulgar e o sensual... bem, se você sabe eu não sei, mas a Shakira com certeza sabe!

Lá pelas tantas, enquanto via o DVD meu irmão entrou no quarto e fez um excelente comentário. “Putz, esse é o DVD da Shakira, né? Isso aí é melhor que filme pornô!”.
A velha máxima de que não é preciso estar com roupas minúsculas e fazendo bicos o tempo inteiro para ser sensual. A artista em questão dança a maior parte do tempo com uma calça larga e uma camiseta de algodão...


Um dia em chego lá! (E seria pedir demais que o Alejandro Sanz estivesse lá tb?)



Por que as minhas preferias ainda são as em espanhol

terça-feira, 17 de junho de 2008

Abrindo o jogo

Bom, se é pra ser sincera acho bom eu começar...
Tem vezes que eu chego da night e não tomo banho antes de dormir, falo muito mesmo quando não devo, e não rio de algumas piadas só por birra.

Mas se é pra jogar limpo eu vou continuar...
Mudo de humor em menos tempo do que você demorou pra ler esta frase, na TPM sou capaz de dizer impropérios, e, por mais que eu possa tentar te convencer do contrário, eu sou extremamente carente.

Calma que ainda não acabou, a brincadeira era pra ser honesta, não era?
Não choro com coisas importantes, mas seriados me fazem derreter, morro de medo de decepcionar os outros e com isso, algumas vezes, acabo decepcionando a mim mesma, não gosto de castanha no sorvete, e, você pode ate tentar, mas não sinto cosquinha.

Pra terminar...
Não gosto de biscoito de morango, só uso dourado em dia de festa, e quando empaco com uma música sou capaz de ir do Rio a Teresópolis ouvindo só ela.

Pronto. Agora estou mais tranqüila pra fechar os olhos e continuar sonhando com você...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Fragmentos

Relendo e-mails e fazendo recortes...
Encontrei a razão do por que ele é uma pessoa que, mesmo tão ausente, é tão especial...

"Agora, quanto à sua dignidade...hahahaha Bem, você é apenas uma pessoa que repara.... E, como disse, perigo à vista! Lançar âncora no mar ou abrir as velas o mais que pudermos...? Acho que é uma questão de escolha... Como muitas que tomamos a toda hora.."

"Você é, sem dúvida, uma pessoa engraçada (não sei se por escolha, por essência, por aceitação...)"

"Engraçado! É extamente o que penso... No fundo, no fundo somos mais débeis mentais que pensávamos..."

"Mas tinha trilha,sim! VOCÊ NÃO ESCUTOU OS SININHOS TOCAREM?"

"Bom, você me asssusta um pouco... Mas acho que tá na hora de eu superar meus temores. UAU (Não! não tô fazendo análise). Seria muito brega pedir um encontro?"

terça-feira, 3 de junho de 2008

Mulher sem Razão

(Adriana Calcanhoto)

Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou

Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
No final da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dá um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não tá com nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
Temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Na escuridão do quarto

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Fechando o ciclo

Finalmente acho que fechei o ciclo e comecei um novo.

Ainda havia duas coisas me prendendo na fase anterior. Uma postura e uma pessoa.

Não sei qual dos dois é mais difícil de exorcizar.

A postura é quase como uma máscara. Eu sei que não sou mais daquele jeito, mas é difícil deixar as pessoas perceberem isso. Bem, se elas perceberam eu não sei, mas esqueci a máscara lá pras bandas de NY.
E a pessoa... A maior dificuldade era achar o meio termo. A questão não é excluir a pessoa da minha vida, mas só deixa-la presente no que eu quiser. O bom e velho equilíbrio.

Hoje posso dizer que estou confortável... confortável até demais!

Estou na entre safra.

Louca que pra algo aconteça pra balançar minhas estruturas...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sobre Motivação

Estava conversando com uma amiga esses dias sobre as coisas que nos motivam a ir trabalhar todos os dias.

Existem várias coisas que podem te fazer ter gosto de ir ao trabalho.

A mais obvia é você gostar do que faz. Isso é o sonho de todo mundo... mas cada dia fico menos romântica quanto a isso. Não que eu não acredite que uma pessoa pode gostar do que faz, claro que eu acredito. Eu gosto do que eu faço. Mas para chegar ao produto final, boa parte das fases são bem chatinhas. Sendo assim temos que buscar outros atrativos.

Muitas vezes o atrativo são as pessoas. Um chefe extremamente competente que te serve como modelo, ou então seus colegas de trabalho que acabam virando seus grandes amigos e ir ao trabalho é válido para estar com eles. Ou ainda, mesmo eles não sendo seus grandes amigos, são figuras engraçadíssimas, que te divertem e fazem valer o transito da manhã.

Conheço pessoas que o que as motiva é o local de trabalho. Por ser perto de casa, por ser perto do metro, por ter boas opções de locais pra comer, boas opções de compras como roupas, livrarias... Poder variar os destinos (não só os gastronômicos) na hora do almoço é sensacional.

Pode acontecer de o seu motivador ser uma pessoa especial... um casinho, por exemplo... aquela troca de e-mails picantes durante o dia sem que ninguém saiba, a troca de olhares por cima dos monitores, os encontros “casuais” nos corredores, ficar adivinhando a hora que a pessoa vai embora para fingir que foi coincidência você levantar no mesmo horário...

Ai, ai... em algum momento todas essas coisas já me serviram de motivador... mais de uma ao mesmo tempo... períodos sem nenhuma... o que vale é sempre tentar achar algo que faça valer a pena os momentos chatos que inevitavelmente rolam no trabalho

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Conto Rubro Negro

"Era um amistoso sem importância, tanto que o presidente do Flamengo em 62, Fadel Fadel, nem se lembra direito do adversário. Lembra-se vagamente que o jogo terminou empatado. Fadel saía do Maracanã, caminhando pelo estacionamento em busca do carro, quando o cumprimenta um senhor de meia-idade, cabelos grisalhos, pele curtida de cor indefinida, e com uma surrada camisa rubro-negra. Afável, sobretudo com torcedores do seu Clube, Fadel responde ao cumprimento e ouve paciente o que o homem começa a dizer:
.
– Seu Fadel, foi bom encontrar o senhor. O senhor é um homem importante, presidente do Flamengo, tem sua família, sua mulher, seus filhos, sua casa... Tem um carro bonito, os seus negócios... Queria fazer-lhe um pedido:
.
Fadel deixa a mão deslizar até o bolso, adivinhando o tipo de pedido que ia ouvir. O torcedor continua:
.
Seu Fadel, eu queria lhe pedir para o senhor cuidar muito bem do Flamengo. O senhor tem tudo na vida, mas eu só tenho uma coisa: O Flamengo. Por favor, cuide bem do flamengo!"

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Todos os sons da chuva
Para esconder o silêncio do choro
Esxiste sentimento mais trsite que a falta de esperança?

domingo, 27 de abril de 2008

Destino: ?

Ando mais do que nunca querendo viajar.
Chego a dizer que eu preciso viajar...
Não o tipo de viagem comum...
Aquele tipo de viagem que dói... A viagem pra dentro de mim mesma.
Não estar no meu lugar de conforto ajudaria por isso a viagem física poderia até ajudar na viagem interior...
Porém, cada vez fica mais difícil se desvencilhar do sistema uma vez que, a cada dia que passa, você está mais inserida nele. Mesmo que você não queira.
Ou talvez queira...
E é por dúvidas como essas que eu digo que digo que preciso viajar comigo mesma. Por mim mesma. Para eu mesma.
Egoísmo?
Sobrevivência.
Quando viver a vida que você sempre sonhou só depende de você, tudo se torna extremamente mais difícil.

Nota breve

Quanto a esta imagem que ilustra o blog... essa aí do canto direito...
Sinto tanta falta do período pré chapéu do primeiro plano...

Companheiros

Devo confessar que não ando no meu momento mais iluminado... Pra ser sincera estou numa fase bem apagadinha.
Uma das fugas que eu tenho usado é ler mais e mais e mais.
A vida dos personagens nunca é entediante ou sem graça. E mesmo quando é autor sabe valorizar isso.
Portanto, enquanto minha vida segue monótona e sem muita graça, eu sigo vivendo a vida de dezenas e mais dezenas de personagens...
Tem o filho de um soldado do Hitler no período da segunda grande guerra, uma australiana que tem medo de relacionamentos e prefere fazer sexo casual, uma adolescente de 14 anos que tem medo de se tornar adulta e ter uma vida tão vazia quanto a da sua mãe, um psiquiatra que inventa um método de tratamento diferente pra cada paciente, a biografia de uma banda de Rock, e tantos outros.
Olhar pra fora ao invés de pra dentro pode até não resolver meus problemas, mas definitivamente, me tira do tédio.

Mulher de Malandro

Conversando com uma amiga esta semana caímos no papo “olha o estado em que nossa cidade chegou”.
Começamos falando de como as coisas estão ficando piores, violência, dengue... até os recentes terremotos/ondas gigantes na Baia de Guanabara foram assunto.
Mas, quando a gente foi ver estávamos falando bem da cidade de novo...
Não resisti a ironia da cena e perguntei:

- Mas como é possível? Não tem 3 minutos estávamos falando do quão impraticável nossa vida estava ficando e agora estamos dizendo como essa atmosfera nos é agradável... Como pode?
- Ah, essa é fácil! Até quando se trata de cidades eu sou assim. Definitivamente eu sou mulher de malandro, adoro apanhar. Só pode ser isso! Simples assim.


Só me restou concordar e dar mais um gole no delicioso chopp que nos encarava na mesa.

domingo, 6 de abril de 2008

Epidemia

Esse fim de semana fui ao Chá de Bebe de uma amiga.

Devia ter cerca de 30 mulheres no evento e, tirando eu e outras 2 todas estavam grávidas ou com crianças pequenas.

No lugar reservado às bolsas, somente 3 modelos “normais” dentre todos os modelos de nylon com a cara de algum famoso personagem infantil.

É incrível como um ambiente assim pode te sufocar depois de um tempo. Ali dentro parecia que a gravidez era algo contagioso. Comecei a ficar com medo de usar copos que pudessem ter sido mal lavados... ir ao banheiro nem pensar!

Lá pelas tantas, procurando uma palavra de apoio liguei pra uma amiga não grávida e retratei o desconforto da situação. Ela me deu um conselho que segui à risca:

“Amiga, senta na sua cadeira, cruza a perna bem cruzada, e não as separe por nada deste mundo até que o último espécime do sexo masculino em idade fértil tenha saído da festa”.