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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Amor de irmão

Foi algum dia essa semana, não lembro exatamente quando. Estava voltando do trabalho, no transito, quando me peguei pensando no dia em que fui me inscrever no vestibular.

Nessa ocasião eu estava ansiosa, era o primeiro passo pra eu conseguir estudar naquele lugar que eu tanto queria. Na época meu irmão era aluno da PUC e minha mãe combinou que ele me acompanharia até o lugar certinho das inscrições.

Saltei na porta da faculdade e fomos andando até o departamento de inscrições. Quando cheguei lá todos os amigos deles estavam na fila guardando lugar pra mim. Pessoas que na época eu pouco tinha intimidade e que hoje fazem parte da minha vida!

Era sem dúvida a pessoa mais “popular” da fila de inscrição! Todos torciam pra eu marcar ADM ao invés de COM para ser caloura deles. Não mudei minha idéia e o “X” foi feito na caixinha de Comunicação. Mesmo assim a festa que eles estavam fazendo por mim não diminuiu.

Não lembro mais muita coisa desse dia. Acho que desde então nunca mais tinha pensado nisso ou relembrado esta data.

No dia seguinte de ter lembrado desta história, estava novamente no carro indo pro trabalho e comentei isso com o meu irmão, de que tinha lembrado do dia da inscrição na PUC. Mais surpresa do que eu fiquei quando me peguei lembrando deste dia, fiquei com a felicidade do meu irmão em ver que aquele dia e o fato dele ter reunido os amigos dele para me darem força tinha sido especial pra mim.

E deve ser por pensar em me fazer feliz em todo e qualquer pequeno detalhe que amo meu irmão mais do que qualquer coisa ou pessoa neste mundo!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Déjà Vu

Esse final de semana foi bom como a muito tempo um final de semana não era...
Recheado de festa, família, amigos... emoções e vazios.

Boa parte da emoção ficou por conta da colação de grau que fui assistir sábado pela manhã. O dia era da turma 2008.1 de Comunicação Social da PUC-Rio. Um número considerável de pessoas que fizeram parte dos meus 4 anos de faculdade estava representada naquele palco. Contudo, vou ser obrigada a confessar, que a minha emoção foi bem mais egoísta que altruísta.

Entrar no ginásio da PUC me provocou um imediato déjà vu. Foi uma viagem com data certa, mas precisamente 18 de janeiro deste mesmo ano. Senti naquele momento que não tinha ido apenas assistir a colação de alguns amigos.

Foi mais ou menos como se estivesse novamente na minha formatura, só que desta vez, vendo as coisas pelo ponto de vista da platéia. Amigos vestidos de preto e azul, em boa parte os mesmo professores, o mesmo lugar, a mesma decoração, a mesma atmosfera...

Me perdia vendo detalhes que somento os olhos treinados de quem já passou por aquilo seriam capazes de ver. Como o cochicho do grupo de amigos que estava mais envolvido na euforia daquela celebração do que no discurso de um ou outro professor... Na movimentação inquieta da perna das mães ao começarem a chamar a letra do nome do seu filho... Curioso seguir o olhar do formando para ver exatamente pra quem ele vai olhar na hora de erguer o canudo. Na já tradicional seleção de fotos exibidas no telão era fácil ver o que aquele momento significava para cada um daqueles formandos... Homenagens aos pais, fim de um tempo de festas, orgulho próprio.

E conforme os rituais iam sendo cumpridos - entrada enfileirada no ginásio, hino nacional, discursos, juramento, imposição de grau, chamada nominal – eu juntava as pecinhas daquela noite de sexta-feira... Uma noite na qual, apesar de não bebido uma única gota de álcool, tenho a memória composta de flashes.

Na volta pra casa comecei a pensar em como as coisas estão passando rápido... em como tudo mudou tanto sem nem mesmo sair do lugar (de novo esta velha sensação). É muito comum, quando surge o assunto de faculdade, eu dizer que “me formei agora, no início deste ano”. Este advérbio, agora, não me pertence mais. O agora é da turma de 2008.1 e não mais da de 2007.2.

As amarras que me prendem a este passado ainda tão recente vão a cada dia ficando mais frouxas. Será que eu me darei conta no dia em que elas se soltarem de vez? Deve ser normal o fato de eu ainda me identificar mais com o mundo “estudante” do que com o mundo “profissional”... o primeiro deles tem larga vantagem em número de anos de dedicação. Mas passo a passo, mês a mês, o segundo vai ganhando seu espaço.

Torço pra não perder o pouco do idealismo que ainda me resta, para não me acomodar na prepotência dos que valorizam a pratica em total detrimento ao acadêmico, pra que a velocidade dos acontecimento no atropele a emoção que cabe em cada um deles...
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E, como sempre, meu poeta pop se incumbiu de cantar algo capaz de representar o que estava na minha cabeça no momento em que ela encontrou o travesseiro na noite de sábado...

domingo, 27 de abril de 2008

Nota breve

Quanto a esta imagem que ilustra o blog... essa aí do canto direito...
Sinto tanta falta do período pré chapéu do primeiro plano...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Shuffle

Eu tenho mais de 5 mil músicas no meu computador e tenho de um tudo.
Hoje, ao invés de escolher algo específico pra ouvir, depositei minha sorte nas mãos do shuffle.
Então, Gavin Degraw, John Mayer, Los Hermanos, Leoni, Corinne Baile Rae, Nelly Furtado, Chico Buarque, Lulu Santos, Casuarina, Norah Jones, Diogo Nogueira e outros estão aqui tocando há, mais ou menos, duas horas.
Curiosa é a sensação de que isso é mais uma metáfora para a minha vida.
Nada distinto, nada exato, nada sensato e cada hora uma coisa.
E onde isso mais se aplica é em relação aos programas de mestrado que ando analisando.
Ontem passei a tarde navegando por sites de universidades do mundo inteiro.
O problema não é encontrar bons cursos em boas universidades ou em lugares que me agradem.
O dilema era decidir o que, realmente, eu quero estudar.
Comunicação coorporativa me parece a decisão mais equilibrada, mas o desafio da gestão de riscos me parece fascinante. Isso sem dizer que o sonho me empurra para formação em escrita criativa.
Agora, me diz se eu não estou parecendo o iTunes aqui de casa?

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Agradecimentos...

Quatro anos se passaram desde que me ingressei nesta universidade.
Os sonhos de então diferem tanto dos de hoje que me pergunto se ainda sou a mesma pessoa. Como se pode mudar tanto sendo, ao mesmo tempo, a mesma pessoa?
Foram livros, professores, amigos, viagens, problemas e, soluções, caminhos... foram os anos do início do flerte com a vida adulta.
Não posso deixar de olhar pra trás e agradecer às pessoas que estiveram comigo durante esses anos. Pessoas às quais dedico um pouco de cada uma dessas linhas
E.M., C.M., LV. e B.G. – Mais do que chefes, incentivadores. Por terem me impulsionado profissionalmente, me ensinando que eu poderia ser mais do que “apenas” uma estudante de comunicação, por terem me dado lições em forma de projetos e desafios.
M.E., R.B., C.B. e L.M – Os maiores tesouros que conquistei até hoje. Obrigada por estarem sempre ao meu lado, por me darem a chance de participar da vida de vocês e por fazerem a minha muito mais feliz e completa.
E, por fim, aos meus pais, José Luiz e Joseane, e ao meu irmão José Luís, dedico muito mais do que este simples trabalho acadêmico, a eles dedico minha vida.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Quase a saideira

A cada dia que passa o fantasma da formatura me cutuca mais de perto...
Hoje, por exemplo. Estão faltando apenas 7 dias...
A previsão pra semana que vem é “animadora”: em 5 dias serão 6 provas/trabalhos/monografia.

Mas nem tudo neste período é tensão. Hoje uma amiga entregou a monografia, para comemorar fomos eu, ela e uma 3ª amiga para o famoso bar que cerca a faculdade. Às 10:30 da manhã.

Aí, aí... Todo mundo deveria ter o direito de ficar bêbada, no meio do dia e cercada de amigas de vez em quando.

Peguei meu carro já quase 13:00h, dirigi até o centro rindo e cheguei no trabalho forçando cara de séria... Ai, ai... Como isso me faz bem!! =)

domingo, 4 de novembro de 2007

Notas de um feriado

Como as coisas são muito justas, depois de uma semana trabalhando todos os dias até depois das 21h, na véspera do feriado, eu ganho de presente um pé imobilizado.

Mas é um pé daquele tipo de dói bastante e que você não consegue nem por o pé no chão... que tem ficar tomando remédio e pedindo pra todo mundo fazer tudo pra você.

Definitivamente não é o que eu esperava pro meu feriado...

Resultado? Em 3 dias vi toda a primeira temporada de House.
Já que se está em casa sozinha e "doente", por que não assistir um seriado de hospital, né? Super "cheer me up"! Bem, pelo menos lá as pessoas quase sempre sobrevivem. Acho que eu também vou!

Um detalhe importante que eu fiquei pensando esses dias também... Como ficávamos de cama antes do lap top? Sem computado, é isso mesmo? Não bastava estar doente, tinha que se deprimir por completo? É... a vida “no passado” sabia ser dura...

Em compensação todos os trabalhos atrasados da faculdade e a famigerada monografia... pergunta se foram pra frente? Nem uma linha sequer! E a desculpa? Não queria contaminá-los com o meu possível baixo astral. A arte de se enganar! Sou mestre nela!

sábado, 15 de setembro de 2007

Conjugando...

O Verbo do momento no meu círculo social é: MONOGRAFAR
.
Eu Monografo
Tu monografas
Ele monografa
Nós monograframos
Vós manografais
Eles monografam
.
Não sei por que mas eu tenho tido mais dificuldade na primeira pessoa do singular... Ao mesmo tempo vejo a terceira pessoa do plural bombando!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Nas minhas mãos

A faculdade foi "amiga" e consegui me matricular em todas as materias que faltavam para eu concluir o curso. Meu pai foi, como sempre, um fofo e hoje eu assinei o contrato para minha colação de grau e festa de formatura.
Ou seja, agora só depende de moi!
Não sei por que, mas essa é a parte que mais me preocupa...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Motivação

Quando a única pessoa que você queria ver na volta as aulas você encontra logo no primeiro dia... Qual a motivação pra continuar indo a aula?

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Que pressão é essa!

Estava eu em casa em dia qualquer desta última semana quando tocou a campainha... era o porteiro para entregar a correspondência... “Obrigada, Wilson... uma boa tarde pra você também!”.

Aquela passada rápida de olho pra ver se tem alguma coisa interessante... Pai, pai, mãe, pai, irmão, meu, pai, mãe.....

Pego meu pequeno bolinho e levo pra minha escrivaninha... Ai! Extrapolei na conta do telefone de novo... cartão de feliz final de ano do meu dentista... da minha dermatologista... catálogo da nova coleção da sacada... será possível? Mais uma cartinha da PUC me lembrando que se meus débitos não estiverem em dia com a secretaria (como se algum dia eu tivesse sido inadimplente) eu não vou poder renovar minha matrícula? Deixa eu abrir isso logo...

“Prezada aluna,
Parabéns, sua formatura está próxima...”


Glup!
Ai!

Como assim próxima?! Ainda falta um ano! Um longo ano que se passar como têm sido os últimos vai sumir na frente dos meus olhos! E antes que eu perceba eu serei mais uma dentre os pouquíssimos brasileiros com o terceiro grau completo! O TERCEIRO!!! Lembro como se fosse ontem da minha ansiedade de ter passado pro segundo, como posso já estar terminando o terceiro?!

QUE PRESSÃO É ESSA!

Dentro de um ano terei que viabilizar todos aqueles sonhos pra mim sempre tão distantes... Viagens, cursos, empregos... será que isso tudo vai passar a ser muito diferente?! Eu não quero assumir que estou morrendo de medo... então, me faz um favor? Não conta isso pra ninguém ta!? Vou rasgar esta carta e fingir que nada disso aconteceu. Vou curtir minhas meias férias e fingir que fiquei surpresa quando receber esta carta no início do período que vem...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

When I grow up I wanna work in...

Esse videozinho me fez pensar o por quê de eu ter escolhido publicidade como carreira profissional...
Eu era tão ingênua neste aspecto...
Idealizava tanto...

Achei essa propaganda uma forma muito fofa de brincar com todos os clichês do meio publicitário.