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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Aniversário torto


Meu aniversário esse ano foi meio esquisito.

Eu já estava esperando que ele fosse meio “mixuruca” tem um tempo.

É por que o dia 27 de junho de 2009 parecia ter vindo com um imã este ano. Todo mundo resolveu marcar eventos nesta data.

Junto quando meu aniversário caiu em um sábado, dia perfeito para comemorações... Pois “o mundo” marcou para esta data:

  • Prova de francês;
  • Missa seguida de almoço pelos 80 anos da tia-avó;
  • Casamento de um grande amigo.

Ou seja, não me restariam nem 2 horas livres junto no dia do meu aniversário.

Como se isso não fosse suficiente, meu avô resolveu dar um susto em todos nós acabou internado e sendo operado. Quando? No dia 27!

Perrengues à parte, meu avô ficou bem, e eu mal tive tempo de lembrar que estava fazendo 23 anos.

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A minha comemoração?

Bom, fui incumbida de representar a família no casamento. Como não estávamos no clima, eu e meu irmão saímos do casório cedo, à 1h. Resolvemos ir ver como meu Tio estava se saindo passando a noite no hospital com o meu avô. Ainda bem que fomos. O velho estava agitadíssimo e meu tio não daria conta sozinho. Não pregamos o olho nem por 20 minutos.

Minha mãe e meu outro tio chegaram para nos render às 8h. Troca de turno feita, eis que meu irmão manda a seguinte proposta:

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- Po, a gente esta pertinho da arena, o que você acha que irmos ver o jogo do Flamengo?

- Poxa, eu adoraria, mas se a gente passar em casa pra trocar de roupa eu vou ver minha cama, e se eu vir minha cama ninguém vai me tirar de lá.

- Mas quem falou em passar em casa?

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E assim fomos, eu e meu irmão, ele de terno, eu de vestido longo, assistir a final do campeonato brasileiro de basquete. É obvio que todo mundo na arquibancada não parava de olhar pra gente, mas depois que a bola começou a quicar isso virou mero detalhe.

Assim, com a boa recuperação do meu avô, eu comemorei meu aniversário junto a 14mil desconhecidos, vestida “de gala”, e gritando “Bi-Campeão”.

Por que tem coisas que você só faz pela sua família... e outras que você só faz pelo Flamengo.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

1º da lista

Saiu o 1º presente de aniversário do ano!

E foi dado pelo meu chefe!

Meu chefe, ou Chefo, como ele prefere, é um cara show de bola. Daqueles bons de papo, de riso fácil, que tem o maior orgulho em mostrar a foto dos filhos e contar dos programas de final de semana. Nos vemos pouco, em média duas vezes por semana... E sempre que estamos juntos o clima é bom.

Tem ainda o fato de ele ser extremamente competente, saber disso, e não ser metido por isso. Ele se preocupa em sempre me fazer entender o que passa na cabeça dele e eu adoro ir descobrindo essas coisas aos poucos.

Como não estaremos juntos amanhã, ele trouxe meu presente hoje... E não são presentes do tipo “uma blusinha” nova, são coisas delicadas que mostram que a nossa relação não é restrita ao escritório...

Foram 3 coisas delicadamente embrulhadas em um envelope de veludo azul:

1) Uma revista da turma da Mônica do mês e do ano em que nasci
2) Um livro que ele escreveu com mais 3 amigos nos tempos de escola/faculdade
3) Uma medalha de Santo Antonio

O primeiro presente surgiu da uma conversa sobre os temas das nossas festas de aniversário na infância... o tema da minha festa de 4 anos foi turma da Mônica e ele lembrou disso!
O segundo surgiu de uma conversa em que mostrei pra ele algumas das crônicas que escrevi durante a faculdade. Ele gostou e comentou deste livro que ele escreveu.
E o terceiro... bem, o terceiro é que até ele já percebeu que estou encalhada! =P

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Os 2 patinhos estão chegando na lagoa

Essa sexta-feira é meu aniversário...
Em outros tempos eu estaria eufórica...
Contagem regressiva no nick do MSN, festão armado, presentes escolhidos, roupa nova comprada...

Não sei exatamente o que mudou, mas hoje não dou a mínima pro meu aniversário. Os 22 anos já estão batendo na minha porta e eu ainda não sei que roupa vou usar na pequena reuniãozinha que farei lá em casa. Minha mãe pergunta diariamente o que eu quero de aniversário e eu não escolhi nada... Até mesmo a tal reuniãozinha só estou fazendo por insistência dos meus pais.

Olha, não me faltam motivos pra comemorar e amigos maravilhosos pra reunir... Tão pouco a idade me pesa, sempre fui a caçula dos ambientes que freqüento e, pelo menos no meu mundo, ainda é o máximo ter 20 e poucos anos.

Mas me incomoda um pouco essa necessidade de estar feliz e radiante diante de todos. A obrigação de querer fazer festa naquela data específca. Não gosto de obrigações e essa é só mais uma delas.

Se eu for parar pra pensar, todos os meus dias memoráveis mais recentes aconteceram sem planejamento. Foi um despretensioso encontro de amigos que virou uma longa disputa de Imagem&Ação ou então uma night arrumada de última hora, em que o máximo de expectativa que eu tinha era de não ficar muito tempo na fila...

Adoro saber do carinho de dezenas de pessoas ao receber os telefonemas no dia do meu aniversário, mas não gosto da obrigação que as pessoas sentem em fazer isso justamente neste dia.

Falta pouco menos de 2 dias pro meu aniversário e a minha maior expectativa é se, novamente, receberei um certo e-mail especial... ou em como será o bolo que uma amiga está fazendo pra mim... coisas pequenas que fogem a obrigação de bom humor e felicidade (que, se Deus quiser, estarão presentes neste dia, assim como em tantos outros).

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Lutando pelo desconforto

E finalmente Raquel se viu sozinha na sala. Toda a louça já havia sido recolhida e aquela altura todos os convidados já tinham ido embora. Com a luz acesa, os móveis arrastados e sem os quase 60 amigos que estiveram por lá naquela noite a sala estava fria e vazia, parecia enorme.
Seus pensamentos também. Tentando lutar contra a fina dor de cabeça que parecia se aproximar Raquel resolveu tentar dormir. Já eram 3:30 da manhã quando ela botou a cabeça no travesseiro, nessa hora, como em uma onda, ela foi tomada por dezenas de questionamentos.
Ela nem de longe fazia o tipo de menina dada a celebração de marcos meramente temporais, mas não havia como negar que aqueles 21 anos estavam mexendo com ela. Não pela definitiva maioridade – aquilo em quase nada mudaria sua vida – mas pelas decisões que estavam para serem feitas.
Se via a cada hora mais perto da formatura e a cada minuto mais longe de saber qual caminho seguir. Vivia uma relação e admiração e desprezo para com aqueles seus amigos que sempre souberam qual era a sua vocação. Admiração pois eles desde cedo tinham segurança da escolha poderiam se desenvolver muito mais naquilo; e desprezo pois se sentia capaz de fazer de tudo e não se limitar pra sempre a uma só coisa.
Percebendo que aqueles pensamentos a estavam levando para cada vez mais longe de dormir Raquel resolveu lembrar os momentos divertidos que vivera aquela noite enquanto o sono não chegava. E, de repente viu que por mais importantes que fossem todas aquelas pessoas na sua vida estava na hora de ela anda sozinha, de trilhar seu próprio caminho. Qual? Começou a se perguntar onde estaria em um ano ou dois e a falta de resposta foi minando a sua face sempre confiante e revelando uma menina insegura.
Olhava pro seu trabalho e sabia que muita coisa precisaria mudar pra que ela chegasse mais perto dos seus sonhos mas essas mudanças implicariam em um recomeço. O recomeço a assustava.
Se via ao mesmo tempo tão criança e tão adulta. Seus conceitos e princípios estavam cada vez mais rígidos e se via capaz de julgar pessoas e coisas que jamais imaginara pouco tempo antes. E isso trazia de volta, com toda a força, sua segurança. Era capaz de rir e chorar com muita força, mas raramente fazia qualquer um dos dois. As emoções eram controladas. Seu passado era ao mesmo tempo aliado e inimigo.
As 4:45 da manhã e, agora, com muita dor de cabeça, Raquel resolveu dar um tempo naquela tormenta de dúvidas e botar pra tocar um playlist que seu primo lhe dera de presente. Sabia que seus gostos musicais não eram muito semelhantes mais queria só uma música pra ocupar sua cabeça. Ligou a música e foi deitar. Em menos de 10 minutos seu pai apareceu atônito na porta do quarto de pijama e descabelado perguntando que diabos de música era aquela, àquela altura e àquela hora. Mandou desligar imediatamente e que fosse dormir.
Raquel obedeceu com um sorriso no rosto. Como era confortável ter alguém pra sempre lhe dizer o que fazer. Sabia que era contra essa vida confortável que ela lutava, mas com a dor de cabeça que estava não pensar no que fazer por uns instantes foi ótimo.