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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia de shopping

Ontem decidi que era dia de me mimar um pouco. Parti para o shopping disposta a comprar coisinhas para mim. Estava tão disposta a me mimar que nem coloquei limite de valor. Iria comprar algo que me agradasse.
E lá fui eu.
Minha ideia inicial era comprar blusas que tivesses cara de inverno sem serem muito quentes. Sabe como é, é inverno mas eu moro no Rio. Ideia inicial mal sucedida. Ou as lojas vendem casacos ou vendem blusas de lã. Coisas com apenas um toque invernal não existem.
A ideia seguinte foi comprar sapatos fechados para o trabalho. Depois de experimentar alguns exemplares, uma raiva tomou conta do meu ser. Eu não trabalho para gastar o meu salário comprando coisas para ir trabalhar (pensamento idiota visto que vou voltar lá qualquer dia desses pois realmente preciso de novos sapatos para trabahar). Ou seja, mais uma ideia abortada.
A terceira tentativa de me agradar foi comprando cadernos bonitos. Entrei na minha “papelaria” preferida e... consegui comprar apenas um caderno. Nunca tinha saído de lá com menos de 3.
Mas pelo menos eu já estava carregando uma sacola. Melhor que nada.
A ideia que eu tive em seguida foi de renovar meu estoque de lingeries apresentáveis. Com isso quero dizer modelos que não sejam aquelas maravilhas de algodão ou sem costura, que para determinadas ocasiões demasiadamente sem graça, mas que reinam no meu dia a dia.
Eu não gosto de calcinhas sexies ou cheias de rendas, sou sempre a favor do conforto, mas acho que você pode usar coisas bonitinhas sem ter que abrir mão disso. Lá fui eu para a primeira loja... mas parece que eu esqueci de um pequeno detalhe: era véspera do dia dos namorados.
Fora os modelos dominantes nas lojas serem os ultra rendados, vermelhos, de estampas animais e afins, existia um sem número de homens nessas lojas. Não homens sozinhos procurando um presente, mas homem acompanhando a mulher na escolha da peça. (Sou só eu que acho isso extremamente esquisito?). Teve uma mulher que precisou dar um passa fora no namorado/marido com a seguinte pérola: “Querido, parece até que você nunca reparou no tamanho da minha bunda, um troço desse não fica no meu quadril nem por decreto presidencial. Se eu tentar vestir um modelo como esse teremos uma noite de horrores e não de sexo.”
Depois de rir um bocado, rumei para a única loja que sei que jamais me deixa na mão. Fui pra Fnac. Comprei livros apenas pela capa, comprei CDs de artistas que desconheço, ouvi um vendedor recomendando os mais diferentes CDs para os diferentes tipos de parceiros apresentados a ele...
E assim voltei pra casa.
Sem as roupas novas que queria, mas cheia de potenciais boas companhias cantadas e escritas para os próximos dias.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Constatação

Hoje dei risadas no aeroporto ao lembrar do tempo em que as pessoas se arrumavam para viajar de avião bem vestidas...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Alegria do povo

Eu reclamo da distância e do calor infernal mas não posso negar que o Centro da cidade é um lugar singular. A mistura de todos os tipos  de pessoas sempre rendem boas histórias a bons observadores.

 

Hoje, depois de longas férias retornei ao trabalho. Na hora de almoçar, o com o trabalho acumulado pelo período de ausência, não tive outra escolha a não ser uma rápida escapada ao “quilomais próximo.

 

Enquanto comia tive a oportunidade de presenciar duas conversas sensacionais:

 

Conversa nº 1

Um rapaz comia sozinho na mesa ao lado e falava ao telefone. pelas tantas ele manda a pérola:

 

- Ah, meu camarada, mais eu não posso fazer mais nada, isso está fora da minha ossada.

 

Adoro quando o povo fala difícil!

 

 

Conversa nº 2

Duas amigas na mesa da frente conversavam quando:

 

- Fiquei tão triste sexta-feira...

- Por que?

- Ah, é ruim quando acaba uma novela, imagina quando acaba uma novela e uma mini série no mesmo dia... A gente fica sentindo um vazio...

- É mesmo, mas pelo menos começou o big brother, né

- É oq eu salva, amiga, é o que salva!

 

Se o povo quer pão e circo, pão e circo ao povo!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Você é sim e nunca meu não!

Estava eu, calma e tranqüila, na sala de espera da fisioterapia. Era a primeira vez que eu ia naquela clinica. Folheava uma “NOVA” qualquer e quando estava chegando perto da reportagem de capa (algo como 101 dicas para melhor seu sexo oral) a porta de um dos consultórios se abre. Quem sai de dentro dela?
Ele, o rei, o mito, o inigualável... WANDO!
Minha cabeça entrou em looping cantando raio, estrela e luar... Tinham momentos que me perguntava se o “meu ia ia meu io io” não estava saindo alto demais.
Peguei o celular e mandei mensagem pra quase todas as pessoas que eu conheço.
Sim, o Wando freqüenta o mesmo fisioterapeuta que eu! Eu estava diante do maior colecionador de calcinhas femininas de que se tem notícias!
Quando chegou minha vez, entrei no consultório é o médico (sei que fisioterapeuta não é médico, mas é que fica feio ficar repetindo fisioterapeuta, fisioterapeuta o tempo todo) pediu que eu me acomodasse que ele já voltava.
Quando ele chegou, eu – involuntariamente, eu JURO – estava cantarolando bem na parte do “quando tão louca, me beija na boca e me ama no chão”. Eu começou a rir, e devo ter ficado vermelha de vergonha, e eis que ele fala: Fica com vergonha não... toda terça eu me esforço muito pra não sair daqui cantando essa musica na rua. Um dia ele comentou comigo que não sou só eu, que todo mundo quando olha pra cara dele tem essa reação.
Menos mal!

Destaque para toda a desenvoltura do ídolo vestido com uma blusa de algo que se assemelha a um tigre branco, para o russo que já era velho a 18 anos atrás, pro figurino das dançarinas e para o programa que passava depois do Faustão!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Tratamento de Choque

Desde pequena sofro de enxaqueca. De pendendo da época tenho crises seriíssimas. Como de uns tempos pra cá as crises estavam mais freqüentes, lá fui eu visitar meu amigo neurologista para ver se tinha algo que podia me ajudar.

Examina daqui, examina de lá, responde a 18746 perguntas e no final, junto com novos remedinhos ele pede que eu elimine da minha dieta diária alguns alimentos, entre eles:

- Queijo

- Carne vermelha

- Defumados

- Gorduras

- Chocolate

- Bebidas alcoólicas

 

O próprio médico escreveu a lista rindo... Acho que ele sabe o quão absurda ela é, né.

O melhor de tudo foi o comentário da minha mãe quando saímos do consultório: “É, filha, acho que você vai ter que aprender a conviver com a dor, né?

Ai, ai, nada como alguém que te conhece neste mundo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Músicas da infância

Estávamos eu e meu irmão no trânsito, voltando do trabalho. Começamos a lembrar das músicas que cantávamos quando éramos crianças.

Fui no Tororó (não m conformo com o nome do lugar ser Itororó), Samba Lele (adorava essa!), O sapo que não lavava o pé... Até que chegamos na fatídica:

“Perdi meu anel no mar
Não pude mais encontrar”


E quem disse que a gente conseguia lembrar o resto da música. Simplesmente empacamos nesse pedaço! Como estávamos presos no carro e sem nada pra fazer, resolvemos lançar o desafio aos nossos amigos.

Mandamos a seguinte mensagem de texto para o celular de 6 amigos. Todos bem próximos para não acharem que piramos de vez.

“Me ajudem! Como continua a música: perdi meu anel no mar, não pude mais encontrar...”

Antes de apertar o “enviar” cada um apostou em qual amigo daria a melhor resposta... Eis que elas começaram a chegar...

1ª Resposta - Que isso, meu irmão? Tu ta maluco? Será que foi parar no cu do Ribamar? Pelo menos rima...
Diagnóstico rápido... amiguinho sem noção! Esse aí nem lembra que teve infância, quanto mais as musiquinhas que cantava na época.

2ª Resposta – Vale olhar no Google?
Esse aí se vendeu pro mundo corporativo. Respondeu a mensagem quase que instantaneamente, mas não com uma resposta, e sim, com outra pergunta!

3ª resposta – Ih, Z., acho que você mandou a mensagem pra pessoa errada. Beijos
Who the hell seria a pessoa certa para receber uma mensagem dessas?

4ª resposta – Amor, que música é essa?
Preocupante! Esse é a namorada do meu irmão! Uma menina não lembrar nem que música é essa? Acho que vou assumir a formação musical dos meus futuros sobrinhos.

5ª resposta – Ah aquela da ciranda? O anel que tu me destes era vidro e se quebrou o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou
Vale a pena comentar essa resposta?! Ela praticamente sugeriu um pout-porri!

6ª resposta – Musica de Bia Bedran e continua assim: E o mar, me trouxe a concha, de presente prá me dar
Essa aí teve uma infância musical muito intensa, não é possível! Mas fiquei chocada de ela ter citado até o nome da cantora. Pra mim músicas infantis não têm cantor. Liguei pra ela para apurar tamanho detalhamento da informação e ela me confessou ir aos shows de tal cantora infantil durante a infância!

Agora, quanto a aposta, meu irmão votou no nº6 e eu no nº3.
Tenho algum bloqueio em brincadeiras competitivas com o meu irmão... não é possível! Ele sempre ganha de mim!

sábado, 22 de novembro de 2008

O porteiro

Justo quando você acha que tomou a última das vacinas, que nenhum homem no mundo será capaz de te iludir de novo, eis que aparece...

O PORTEIRO.

Isso mesmo! Quando uma figura como o seu porteiro é capaz de te iludir é que alguma coisa não está saindo como deveria.

Aconteceu mais ou menos assim...

Sábado, por volta do meio dia, eu entrava no prédio. Jason (mas não como se fala em inglês “djason” e sim com o Ja de jabuticaba) me chama: “Boa tarde, Dona J.! Chegou uma encomenda enorme pra você e eu guardei lá na portaria. Você quer esperar um minutinho que eu já te entrego ou prefere que eu suba com ela pra você mais tarde?”.

Minha cabeça começou a pensar que encomenda enorme poderia ser esta... A minha última compra virtual já foi entregue, e mesmo assim não era nada enorme... A curiosidade estava me deixando louca. “Oi Jason, pode pegar ela que eu já subo com tudo de uma vez”.

Um minuto depois lá vem ele com uma caixa de papelão realmente grande com apenas uma pequena etiqueta em um dos lados.

Ele me entrega o pacote de uma forma que eu não consigo ler a etiqueta, mas como o negócio era grande e pesado resolvi que veria apenas quando chegasse em casa.

Entro em casa esbafurida, coloco o pacote em cima do apoiador da cozinha, viro a embalagem e lá esta escrito, todo em maiúsculas, o nome da minha mãe. DA MINHA MÃE!

Será possível que esse porteiro trabalha aqui há um ano e ainda não aprendeu qual o meu nome e qual o nome da minha mãe?

E foi assim que Jason me fez ver que eu não estou tão imune assim aos homens...

domingo, 16 de novembro de 2008

Dia modelo

Despertador, preguiça, praia, sol, sol, sol, música, salão, amiga, fofocas, risadas, conclusões, mais praia, música, livro, sol, sol, sol, banho frio, Maria Rita, soneca de fim de tarde, Los Hermanos, roupa nova, amigos, samba, cerveja, samba, cerveja, amigos.
Ah, o verão!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sobre o direito de não fazer nada

Estou de férias sem estar de férias... Essas coisas acontecem com mais freqüência do que se pode imaginar na minha carreira profissional.
Enquanto nos reservam para um projeto específico nos deixam em casa sem muito o que fazer. Férias remuneradas mas sempre de olho no telefone, afinal, você, pelo menos oficialmente, está trabalhando.

Esses meus dias de “curtindo a vida adoidado” – versão estendida, é claro – estão sendo sensacionais.
Filmes e mais filmes na TV a cabo, cinema, praia, experiências culinárias, livros, muitos livros.

O sono só tem começado a aparecer sempre depois das 3h. Quer coisa melhor do que curtir o silencio da madrugada sem culpa? Já são dezenas de textos, uma serie de mensagens que jamais chegarão aos seus destinatários, playlists cuidadosamente montadas, cultura inútil adquirida pra posteridade.

Tempo bom de rever pessoas queridas, por que não conhecer novas? Tempo de ter tempo pra tudo. Pra almoçar, pra fazer unha, pra cortar o cabelo, para beter records no video game, pra não fazer nada e fantasiar com o futuro.

Todo mundo devia ter direito a um tempo assim, sabia...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Missão Impossível

Comprar produtos simples é uma missão cada vez mais complicada.

A minha saga hoje aconteceu durante a compra de uma escova de dentes. Fui decidida a comprar um modelo bem simples, pois a intenção era tê-la na minha nécessaire, apenas.

Entrei numa dessas enormes drogarias, que mais parecem supermercados e me dirigi à imensa parede que expunha os mais diferentes modelos e marcas de escovas de dentes.

Logo vi o modelo no qual havia pensado antes de sair de casa. Estava escolhendo entre a verde e a Lilás quando vi o modelo ao lado. Só R$1,00 a mais e vinha com “cabeça flexível”. Achei interessante, mas uma chamativa embalagem roubou minha atenção, ela tinha cerdas em 5 diferentes posições garantindo que não sóbria nem um fiapinho de manga nem no mais remoto dos seus dentes.

Já estava ficando um pouco confusa quando vi uma opção com grip no cabo, o que, segundo a embalagem, da mais segurança ao usuário durante a escovação. Prestes a abortar a missão, me aparece uma vendedora da drogaria com um comentário supostamente despretensioso: “Depois de experimentar o limpador de línguas você não vai querer saber de outra coisa”.

Me senti tonta, sufocada, ameaçada! O mundo vai ser dominado por escovas de dentes, pensei na hora! Agarrei meu exemplar do tamanho e cores do que imagino ser uma nave espacial e corri para pagar.

Gastei o triplo do modelo que tinha em mão no início, mas pelo menos, quando as escovas mestre vierem para a Terra, verão que não economizei e poderá ter pena de mim.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Fragmentos

Relendo e-mails e fazendo recortes...
Encontrei a razão do por que ele é uma pessoa que, mesmo tão ausente, é tão especial...

"Agora, quanto à sua dignidade...hahahaha Bem, você é apenas uma pessoa que repara.... E, como disse, perigo à vista! Lançar âncora no mar ou abrir as velas o mais que pudermos...? Acho que é uma questão de escolha... Como muitas que tomamos a toda hora.."

"Você é, sem dúvida, uma pessoa engraçada (não sei se por escolha, por essência, por aceitação...)"

"Engraçado! É extamente o que penso... No fundo, no fundo somos mais débeis mentais que pensávamos..."

"Mas tinha trilha,sim! VOCÊ NÃO ESCUTOU OS SININHOS TOCAREM?"

"Bom, você me asssusta um pouco... Mas acho que tá na hora de eu superar meus temores. UAU (Não! não tô fazendo análise). Seria muito brega pedir um encontro?"

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Inquietação

O que determina a chagada do momento em que você passa a olhar para a mão de toda pessoa que você conhece para checar se ali há uma aliança?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

pequenas certezas

Quando eu tinha uns 13 anos todo final de semana (normalmente mais de uma vez por final de semana) minha diversão era ir ao cinema e lanchar em algum lugar legal com meus amigos da escola. O lugar legal acabava sendo quase sempre o mesmo e os amigos da escoa também.

Às vezes me perguntavam se eu não enjoava de ir tanto ao cinema, mas, realmente, isso nunca aconteceu. Adorava (adoro!) cinema e meus amigos.

Esse final de semana vi um filminho na minha cabeça... o mesmo cinema, lanchando no mesmo lugar, com a mesma companhia...

E pra mim não é nem um pouco surpresa o programa continuar sendo ótimo.
Acho que são essas poucas certezas, as de que certas coisas nunca vão mudar, que nos permitem arriscar coisas novas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Oh, happy day!

Tem dias, como o de hoje, por exemplo, que eu simplesmente acordo feliz!
.
Antes das 6 da manhã já estava dançando no banho... Fui pra faculdade ouvindo samba nas alturas... cumprimentei até as formigas que cruzaram meu caminho de manhã.
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Consegui até me divertir na aula de fotografia às 7:00 e achei um barato procurar ver a sombra como elemento estético.
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Aí, aí... tomara que o dia prossiga assim!

sábado, 14 de abril de 2007

Mais uma do Mito

Quando eu digo que meu chefe é um mito, por favor, acreditem em mim!

A seguinte situação aconteceu na última sexta feira quando eu me despedia do pessoal pra vir pra casa.

Chefe: Você vai adorar o filme que eu vou ver hoje. A resenha é interessantíssima!
Eu: Oba! To precisando de um
filme bom esse fim de semana. Que filme é esse?
Chefe: Na cama. O filme só tem dois atores e um cenário. Um quarto de motel. Um casal que se conheceu na noite (ele é de outra geração, pessoal, paciência!) e foram pro motel. Dizem que os diálogos são sensacionais, e que apesar de muitas cenas fortes de sexo elas são tão bem contextualizadas que não fica
forçado.
Eu: huuumm.. parece interessante. Acho que vou aceitar a sugestão!
Chefe: Mas digo logo, o filme tem muitas cenas de sexo... então é bom ir com a pessoa certa, pra você poder extravasar depois.
(riso geral no escritório)
Chefe: Mas é verdade ué... Quem nem nove semanas e meia de amor. Você viu nove semanas e meia de amor?
Eu: Vi, mas se eu tenho 20 anos hoje, quando vi o filme devia ter uns 15...
Chefe: É... mas eu não tinha... e fui ver esse filme com a minha esposa e com um amigo. Na saída do filme fomos lá pra casa. Meu amigo ficou esperando uma hora e meia lá na sala!
(e o comercial em coro cantou: Mito! Mito!)


Ai, ai! Eu ganho pouco mas me divirto!

Em tempo... Fui ver o filme ontem e é ralmente sensacional!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Fenômeno curioso...

Efeito estranho...

Uma amiga quer te apresentar um cara que ela jura de paixão ser a sua cara. “Vocês têm tuuuudo a ver!”. Depois de várias tentativas frustradas você finalmente conhece o cara.

Ele é horrível.

Que tipo de drogas sua amiga estará usando?! Mas já que você está ali não custa ser simpática e trocar uma idéia com o cara, né... papo vai, papo vem, assunto daqui, histórias de lá... e não é que ele foi ficando uma gracinha?!

No caminho de volta pra casa você nem lembra mais de xingar a sua amiga como você pensou em fazer nos 10 primeiros minutos e tagarela sem parar sobre as histórias que ele te contou enquanto bebiam chopp.

Vai dizer... Isso sempre rola!


**Amiga, apesar de você não freqüentar este espacinho virtual, obrigada por ser uma excelente fonte de inspiração!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Conversa de bar

Amigo: Me explica uma coisa... Por que toda mulher que eu conheço deu pra 3 caras?
Ela: (rindo)(será que ela se identificou?)
Amigo: É sempre o mesmo papo... a primeira vez foi com o primeiro namorado... sabe como é o primeiro amor, né. O segundo foi um outro namorado... Esse foi mais sério, ficaram mais tempo juntos. Já o terceiro foi um peguete... mais casual...
Ela: (ainda rindo)
Amigo: Sério mesmo, me diz, vocês combinam?! Isso ta no código de conduta burguesa que vocês recebem na escola?
Ela: Pior que é verdade, né... Mas... me diz uma coisa... por que vocês perguntam isso?!


A conversa foi longe depois disso...

Ih! Peguei!

Esta é uma sentença que já passou na cabeça de todas as mulheres.

A situação é a seguinte:
O cara está te cercando já tem um tempo (lembro aqui algo importante: tempo é um conceito relativo. Pode significar, anos, meses, dias, ou até mesmo minutos) e você nem tchum... nada te leva a crer que ele mereça uma atenção mais intensiva. Até que em um segundo, com uma simples ação, uma única frase certeira, um movimento friamente calculado... ele te ganha.
Na hora só uma coisa vem a sua cabeça: Ih, peguei! Você até continua fazendo um certo charme e tal, mas só pra valorizar, porque você já sabe que vai ficar com o cidadão.

Não adianta negar, todas já passaram por isso.

Você conhece o cara já tem um tempo, várias vezes ele mandou umas indiretas... Mas você achou que não fosse rolar. Até que um dia vocês estão num barzinho com o pessoal e ele começa a falar espontaneamente de como ele ama, por mais que sinta um pouco de vergonha, “A Noviça Rebelde”. Pronto... bastou. Ih, peguei!

Vocês combinam de sair com o grupo e, por mais que ele more super longe da sua casa, ele arruma um jeito de convencer a todos que a sua casa é caminho e que ele vai te dar carona. Você entra no carro dele, se cumprimentam normalmente, e instantes depois, ele da play no CD. A música que começa é Wonderwall. Ih, peguei!

Vocês estão na night, ele já chegou em você, você até ponderou mas achou melhor não. Se bem que ele é engraçado, não foi uma chegada cara de pau, ele foi original, te fez rir... porém, vai entender as mulheres, você achou melhor não. Quando a pista animou ele começou a dançar... Ele dança lindo. Mas dança que nem homem, sabe... Ai, papai! Ele ta vindo de novo... Ai, ele veio dançar junto... Tssssssss... Ih, peguei!

Ele te convida pra uma festinha na casa dele... Você não vê mal nenhum nisso. Quando ele abre a porta você vê uma mesa de queijos e vinhos e somente duas, eu disse DUAS, taças. A música é altamente sugestiva. Não tem outra... Ih, peguei!

E como estes existem muitos outros exemplos...

Mas pense bem... quem nunca passou por um Ih, peguei!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Janelas

Da janela do meu quarto vejo várias outras janelas.
Tem janela de família grande, janela de família pequena, janela de casa com criança, janela com gente que dança esquisito...

Da minha janela, olhando bem pra esquerda tem um prédio muito bonito... dali vejo as janelas de fundos dos apartamentos... Acho que são as janelas dos quartos. A primeira delas é um quarto de criança... já vi a janela aberta algumas vezes, a decoração é fofa, os pais devem ter feito com muito carinho... Nunca vi a criança, mas reparei naquele quarto já tem quase um ano... Ela já deve estar grandinha! Fico pensando que escolhas ela fará nesta vida, se ela recebe atenção na medida certa pra não ser nem largada nem mimada...

A janela que fica em cima desta eu acredito ser um escritório... está sempre com a cortina fechada... a cortina é de pano claro, então consigo ver apenas as sombras... a luz é sempre fraca. Não deve ser uma casa com crianças... Imagino que seja um casal mais velho cujos filhos já não moram mais lá. Um senhor culto deve habitar aquele cômodo... Pra mim deve ser um homem interessante e viajado... cheio de histórias bacanas pra contar.

Uns dois prédios depois deste, no primeiro andar, mora um adolescente muito engraçado... Ele deve ter uns 15 anos... Vira e mexe (como eu me divirto com esta expressão) vejo ele dançando loucamente, sozinho, no quarto... Não sei se ele comemora alguma coisa, se está extravasado algum tipo de alegria ou raiva, se ensaia alguma performance para o seu final de semana... Sei que ele agita os braços de forma frenética e não muito coordenados com o restante do corpo... Se ao menos pudesse ouvir que músicas ele dança... Encontrei uma vez o menino numa farmácia aqui perto... ri sozinha!

Uma determinada varanda me é muito útil... o cara, como todo carioca, não conhece outro canal alem da Globo, desta forma posso assistir outro programa e dar uma conferida pela TV dele se a minha novela já recomeçou.

Mas eu gosto mesmo das janelas que eu não sei quem fecha e quem abre. Nessas janelas crio meus personagens, viajo nas minhas histórias.

Um dos meus personagens preferidos ocupa uma janela no prédio bem em frente ao meu quarto. Não consigo tirar muita coisa da janela que vejo... Não sei se é um quarto, um escritório... O ambiente é muito escuro e sempre vejo o mesmo homem encostado na janela e fumando. Imagino que ele tenha uns 30 anos (com margem de erro de 3 anos para mais ou para menos), na maioria das vezes ele está de camisa social – percebo uma leve preferência por tons azulados -, e nos finais de semana camisas básicas. No prédio que ele mora os apartamentos são grandes e eu sempre o vejo sozinho... No ato dele fumar percebo uma inquietação. Sempre me pergunto o que será que o aflige tanto... problemas no casamento? Será a mulher dele mais uma das dondocas típicas do bairro? Ele pode estar doente ou sofrendo de amor. Pode ser também problemas no trabalho... Será ele mais um deste jovens executivos que vivem em função do trabalho e fuma refletindo na vida que ele vê passando pela janela?

Eu não fumo, mas vejo a vida passando da minha janela...