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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

No escurinho

Eu sei que o apagão fui ruim, que mostrou a fragilidade do serviço elétrico brasileiro, que deixou milhares de brasileiros presos em elevadores e causou muitos prejuízos e transtornos... mas tenho que admitir: eu gostei do apagão.

Estava na cama da minha mãe jogando conversa fora quando a luz apagou. Logo depois meu irmão e meu pai se juntaram a nós e ficamos lá, os 4 juntos, jogando papo fora, lembrando histórias, imaginando o futuro... É normal os 4 estarem em casa às 10:30 da noite. O que não é normal é os 4 estarem no mesmo cômodo, fazendo a mesma coisa (ou nada) juntos.

De tempos em tempos entrava na internet pelo celular, checava o status do apagão, informava a família, me divertia com os tweets apocalípticos... mas tudo isso junto deles.

Quando resolvemos que íamos dormir vesti minha camiseta de “geração Y”. Peguei meu note book, pluguei a internet através do plano de dados do celular e passei a interagir com os poucos que estavam conectados àquela hora.

Apagão 2009 – Unindo a família brasileira :-)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ainda sobre amigas de longa data

É engraçado ver com as coisas mudam com o tempo.
Uma grande amiga minha retornou ao país depois de uma longa temporada trabalhando fora. Obviamente ela não tinha mais o seu celular e, consequentemente, não tinha mais o telefone de ninguém.
Certo dia minha mãe me deu o recado que essa amiga tinha legado lá pra casa. Na mesma hora peguei o telefone e liguei pra casa dela.

E foi aí que eu me toquei... Eu não sei o de cor o telefone de mais ninguém. Sei o celular dos meus pais, do meu irmão e de umas 3 amigas... sei também o número do meu escritório, da minha madrinha e da casa dos meus avós.
Tenho amigas super próximas, pra quem ligo mais de uma vez por semana, que eu não faço idéia do número. Pra que decorar uma sequencia de 8 números se pressionando o 7 meu celular liga automaticamente pra ela?
E assim é com todos os telefones hoje em dia... sem a agenda do meu celular eu não sou ninguém.

Mas eu conheço a amiga do início da história há mais de 10 anos. Portanto eu ainda ligava pra casa das pessoas e o celular ainda não estava enraizado como hoje. Sendo assim, mesmo sem saber, eu ainda sabia o telefone da casa dela da mesma forma que ela sabia o da minha.

Parei pra pensar nos telefones de amigos que sei de cor e me divertir ao notar que muitos deles tinham apenas 7 números! Amigos de primário, de quando ligávamos pra casa uns dos outros e as mães analisam o quão educado era o amiguinho pela forma como ele a cumprimentava e pedia para te chamar.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

RC 50 anos - Eu fui

Pois então... eu fui no show do Roberto Carlos.

Entre as quase 70mil pessoas que estiveram no Maracanã este sábado, eu eram uma delas.

Eu fui levando a minha avó, mas mesmo que ela não quisesse ir eu teria estado lá.

A verdade é que eu nunca gostei do Roberto Carlos... Por sinal, da trinca de “reis” brasileiros (Xuxa, Pele e Roberto Carlos), pra mim, nenhum se salva. É a velha máxima de “cada povo tem os reis que merece”.

Lembro que quando pequena era um sofrimento assistir ao especial de fim de ano com a minha avó. Só não era pior porque com os primos reunidos sempre saia alguma besteira, como os mil planos que tínhamos para conseguir ver a perna mecânica dele.

Mas a culpa não é minha... A época de Roberto Carlos que conheci foi uma época em que ele cantava sobre “Mulheres de óculos”, “Mulheres gordinhas”, “Mulheres de 40”. Todas música iguais, mudando apenas o refrão. Fora que eu sempre amei performances, e aquele cara cantando estático no palco, com aquele cabelo de Chitãozinho, e aquele bater de palmas esquisito sempre me irritou.

Até que conheci um certo rapaz.... Sempre os rapazes... Este em especial amava as músicas do Roberto Carlos. E foi com ele que conheci as grandes pérolas compostas e interpretadas por RC. Foi este rapaz que me mostrou que ele era mais do que aquelas músicas lançadas como justificativa para um CD novo a cada natal. E por mais que as melodias por muitas vezes me parecessem repetitivas ou simplórias não havia como negar que o cara era um poeta.

Por isso quando soube do show no Maracanã disse na mesma hora que estaria lá. Daria a chance para que o tal “rei” me conquistasse.

Fui ao show. Gostei do que vi. Me emocionei com a emoção da minha avó. Me diverti com o público vestido de gala em um ambiente usualmente freqüentado por “ogros”. Mas ainda não consigo entender como alguém com tão pouco carisma pode ter virado rei. Ele não se reinventa, ele não surpreende, ele fica sempre no previsível, e ainda pior, ele tem uma péssima dicção. Com a entrada do Erasmo Carlos no palco tudo isso ficou ainda mais gritante.

Mas sim, eu fui ao show e eu gostei do show. Sabia todas as músicas, bati palmas, cantei de olhos fechados e ri de forma cúmplice para os outros jovens que se sentiam deslocados naquele Maracanã da terceira idade. O talento e a riqueza destes 50 anos de careira de RC são inegáveis, mas tenho que confessar que ele não conquistou mais uma súdita.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Aniversário torto


Meu aniversário esse ano foi meio esquisito.

Eu já estava esperando que ele fosse meio “mixuruca” tem um tempo.

É por que o dia 27 de junho de 2009 parecia ter vindo com um imã este ano. Todo mundo resolveu marcar eventos nesta data.

Junto quando meu aniversário caiu em um sábado, dia perfeito para comemorações... Pois “o mundo” marcou para esta data:

  • Prova de francês;
  • Missa seguida de almoço pelos 80 anos da tia-avó;
  • Casamento de um grande amigo.

Ou seja, não me restariam nem 2 horas livres junto no dia do meu aniversário.

Como se isso não fosse suficiente, meu avô resolveu dar um susto em todos nós acabou internado e sendo operado. Quando? No dia 27!

Perrengues à parte, meu avô ficou bem, e eu mal tive tempo de lembrar que estava fazendo 23 anos.

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A minha comemoração?

Bom, fui incumbida de representar a família no casamento. Como não estávamos no clima, eu e meu irmão saímos do casório cedo, à 1h. Resolvemos ir ver como meu Tio estava se saindo passando a noite no hospital com o meu avô. Ainda bem que fomos. O velho estava agitadíssimo e meu tio não daria conta sozinho. Não pregamos o olho nem por 20 minutos.

Minha mãe e meu outro tio chegaram para nos render às 8h. Troca de turno feita, eis que meu irmão manda a seguinte proposta:

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- Po, a gente esta pertinho da arena, o que você acha que irmos ver o jogo do Flamengo?

- Poxa, eu adoraria, mas se a gente passar em casa pra trocar de roupa eu vou ver minha cama, e se eu vir minha cama ninguém vai me tirar de lá.

- Mas quem falou em passar em casa?

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E assim fomos, eu e meu irmão, ele de terno, eu de vestido longo, assistir a final do campeonato brasileiro de basquete. É obvio que todo mundo na arquibancada não parava de olhar pra gente, mas depois que a bola começou a quicar isso virou mero detalhe.

Assim, com a boa recuperação do meu avô, eu comemorei meu aniversário junto a 14mil desconhecidos, vestida “de gala”, e gritando “Bi-Campeão”.

Por que tem coisas que você só faz pela sua família... e outras que você só faz pelo Flamengo.

domingo, 28 de junho de 2009

Egoísmo

Desde pequena eu sempre disse que queria viver pelo menos 114,5 anos. Assim eu poderia ver duas viradas de século.
Comecei a mudar de opinião depois que eu vi que uma mudança de século não é algo tão legal quanto eu imaginei que fosse ser. O que me fez ter certeza que eu prefiro morrer aos 50 do que aos 114,5? Meus avós!
Não me entendam mal! Eu amo meus avós, amo demais! E eu quero que eles vivam até os 130 se for possível!
O ponto é que eu ando pensando cada vez mais que este é um pensamento egoísta.
Ver quem a gente ama ficar debilitado, fraco, se sentindo impotente e dependente... Isso não é nada bom. Mas ainda sim eu cerco meus velhinhos o máximo que posso, e faço de tudo pra eles ficarem bem.
Mas como será que eles sentem isso?
Imagine meu avô, que sempre foi o general da família, hoje precisar que um filho ou o neto lhe troque a fralda geriátrica?
Imagina uma avó que sempre foi ativa, batalhadora e independente hoje ter que passar seu dia quase inteiro sentada sentindo dor pra fazer qualquer movimento devido às artroses?
Eu não imagino. Eu estou vivendo isso.
E é difícil.
Não só conseguir ser sangue frio para fazer o que tem que ser feito ao invés de ficar pensando nessas coisas todas, como também ajudar meus pais. Pois se é barra pra mim, imagina só como não deve ser pra eles.
E no último sábado, dia do meu aniversário, enquanto meu avô operava, o único presente que eu queria é que ele ficasse bem e que ainda pudesse me encher de beijos babados muitas e muitas vezes.
Como sempre, o velho não me disse não. Ele pode estar “gagá” mas não perde a mania de me mimar e me dar sempre o que eu quero.
Mas no fundinho, eu fico me perguntando o que ele teria preferido. Morrer “no auge” ou passar por todas as coisas que ele consideraria indignas se ele estivesse lúcido o suficiente para isso?
Como sou egoísta, não dou essa chance a ele. Mas se fosse comigo... bem... aí...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Caixa de Sugestões e Reclamações

A maioria das grandes festas de família acontecem lá em casa. E assim é com o dia das mães. Todos os anos a família do papy, mais a família da mommy, mais os agregados... no final das contas são quase 50 pessoas almoçando lá em casa.
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Fora aquela tradicional neurose materna de “não vai ter comida suficiente”, nós já tiramos essas reuniões familiares de letra, sem grandes transtornos na rotina da casa. Cada um tem sua função. O Pai compra bebida, o irmão o gelo, eu e a mãe cuidamos da comida, e assim as coisas vão se ajeitando.
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Já virou tradição. Pra agrada a criançada da família, fora as sobremesas tradicionais, eu sempre compro picolés. Uva, limão, chocolate... tudo a gosto da molecada. Esse ano não foi diferente. Quando tudo na cozinha estava quase pronto eu dei uma escapada e comprei os picolés.
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Almoço servido, todos satisfeitos. Futebol rolando na TV pro adultos, mulheres conversando na varanda, jovens e crianças envolvidos numa olimpíada familiar de Wii. Tudo na mais perfeita harmonia... até que foi anunciada a sobremesa.
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O picolé que era para as crianças foi parar estranhamente nas mãos do meu tio, do meu padrinho, do meu primo mais velho. Resultado final? Idignação da criançada que ficou sem picolé ou que pode apenas tomar “o sabor que tinha sobrado”.
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Quando no final do dia todos já se arrumavam para ir embora, meu afilhado, um molequinho de 9 anos chama minha mãe e manda a seguinte pérola:
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- Tia, sabe o que eu acho que você devia por aqui na sua casa?
- O que, querido?
- Uma daquelas caixas de sugestão e reclamação. Assim eu ia poder escrever, sem você saber que era eu, que esse ano teve pouco picolé.
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Esse pirralhos de hoje em dia são ou não são o máximo?!
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Agora, independente da caixa de sugestão e reclamação, pro dia dos pais a quantidade de picolés será significativamente aumentada.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Família

Uma parte da minha família sempre morou fora do país. Eles, todos os anos, voltavam ao Rio para a temporada de natal e ano novo fazendo com que esses 10 dias fossem os mais esperados do ano. A reunião dos primos.

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Depois de 16 anos fora do país, aos 26 de idade, minha prima, e uma das minhas melhores amigas, resolveu passar um ano na sua terra natal.

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Recebi a notícia com muita alegria, afinal tê-la pertinho de mim era mais do que um sonho, mas ao mesmo tempo fui tomada de uma grande preocupação. Fiquei com medo dela achar que a vida em família era aquela harmonia que ela via 10 dias por ano e não estivesse preparada para o que vinha pela frente. Uma semana antes dela chegar ao Rio escrevi um e-mail o qual reproduzo um pedaço aqui:

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“...hoje ela ta voltando pra casa... Eu não sou mais a criancinha de 4 anos que ela deixou... de lá, já se passaram 16 anos! Junto com a minha enorme felicidade me sinto um pouco na obrigação de falar sobre o que vem pela frente. Não que você não saiba, mas enfim...

Família é maravilhoso! É a coisa mais valiosa que nós temos! Disso tudo nós duas já sabemos. Mas família é muito difícil! Conviver em família é uma arte complicada. Arte essa, que nos meus 20 anos, ainda estou desenvolvendo.

Aceitar o mau-humor de cada um independente do seu próprio humor. Saber que mesmo você tendo ficado puto com alguma coisa você vai encontrar aquela pessoa em uma semana e que o melhor a fazer, na maioria das vezes, é passar por cima.

Que nossos avós não têm mais a força das histórias que nos fazem rir tanto quando lembramos da nossa infância... e que hoje em dia, um abraço mais forte pode até machucá-los. Mas que, independente da força física, eles nos amam como sempre e que, mais do que nunca, precisam de nós.

Que não temos que nos harmonizar apenas com 4, ou 5 dentro das nossas próprias casas... e sim com 25 ou 30 que compõe nossa família mais próxima...

Que por mais que nos amemos e que tenhamos princípios e educação semelhantes cada casa é infinitamente diferente da outra... Que uns farão coisas inacreditáveis no nosso ponto de vista, mas que não poderemos fazer nada quanto a isso...

Que ter quase toda família morando a menos de 3km de distância pode ser a melhor e a pior coisa do mundo ao mesmo tempo. E que, mesmo a distância sendo mínima, se você não procurar, só estará com a família em festas e aniversários. E será chocante ver que nesses quase dois meses que você ficou sem ver a caçula, por exemplo, ela já esta comprando roupas na mesma loja que você!

Mas que mesmo com tudo isso (ou será por conta disso tudo?), com todos os defeitos que temos, formamos uma família maravilhosa. Que todas as dificuldades que enfrentamos pra manter a harmonia entre os núcleos familiares valem a pena quando sabemos que em cada uma daquelas pessoas encontramos conforto quando procuramos. Que cada um a sua maneira se preocupa e seria capaz de coisas incríveis por nós.”

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Lembro que ao chegar no Rio ela me abraçou emocionada, dizendo ter ficado muito tocada com o e-mail. De lá pra cá se passaram 2 anos e meio e hoje fui eu quem precisou recorrer às próprias palavras.

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Quem me conhece, um pouco que seja, sabe como a minha família é a coisa mais importante da minha vida. Que eu não consigo ficar 10 minutos sem citar uma história do meu irmão, ou dos meus pais... Mas como essa harmonia familiar é difícil! Tem os avós, os tios, os primos, e existem assuntos comuns que precisam ser discutidos e acordado por todos. Entram em questão coisas referentes a poder, orgulho, hierarquia familiar... Meus Deus, que equilíbrio complexo! Só peço que eu tenha forças pra estar sempre lá, ao lado dos meus pais...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal

Acho engraçado como o Natal pode ser uma data melancólica para algumas pessoas...

Pra mim o Natal sempre foi um dos momentos mais felizes do ano. Primos que viviam espalhados pelo mundo voltavam ao Brasil para as festas de final de ano. Mais do que o dia 25 de dezembro propriamente dito essas duas semanas finais do ano eram o auge das minhas férias de verão.

A chegada dos primos significava praia o dia inteiro, pique nique na então deserta prainha, passeios pelos cantos mais bonitos do Rio e, principalmente, bagunça na casa da minha Avó. Os presentes embaixo da árvore  eram apenas a cereja do bolo de um período tão especial.

Hoje em dia os primos continuam morando longe e a família continua se reunindo pras festa de fim de ano.

Espero por esses dias não mais com a euforia da infância, visto que falo com meus primos pelo skype quase todas as semanas e posso fazer passeios pela cidade a qualquer época do ano... Mas o natal continua tendo o gosto de bagunça que tinha quando criança. Os primos todos organizando teatrinho pros adultos, a cantoria sem fim das tias, a troca de presentes...

E é por isso que eu gosto do natal... por que eu estou junto das pessoas que mais amo no mundo. Cada vez mais a infância vai nos faltando e um primo não pode vir por conta do trabalho, outro vem trazendo a namorada... Por isso a cada ano que passa eu me apego mais ou que tenho na memória com as duas melhores semanas das minhas férias de verão...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Amor de irmão

Foi algum dia essa semana, não lembro exatamente quando. Estava voltando do trabalho, no transito, quando me peguei pensando no dia em que fui me inscrever no vestibular.

Nessa ocasião eu estava ansiosa, era o primeiro passo pra eu conseguir estudar naquele lugar que eu tanto queria. Na época meu irmão era aluno da PUC e minha mãe combinou que ele me acompanharia até o lugar certinho das inscrições.

Saltei na porta da faculdade e fomos andando até o departamento de inscrições. Quando cheguei lá todos os amigos deles estavam na fila guardando lugar pra mim. Pessoas que na época eu pouco tinha intimidade e que hoje fazem parte da minha vida!

Era sem dúvida a pessoa mais “popular” da fila de inscrição! Todos torciam pra eu marcar ADM ao invés de COM para ser caloura deles. Não mudei minha idéia e o “X” foi feito na caixinha de Comunicação. Mesmo assim a festa que eles estavam fazendo por mim não diminuiu.

Não lembro mais muita coisa desse dia. Acho que desde então nunca mais tinha pensado nisso ou relembrado esta data.

No dia seguinte de ter lembrado desta história, estava novamente no carro indo pro trabalho e comentei isso com o meu irmão, de que tinha lembrado do dia da inscrição na PUC. Mais surpresa do que eu fiquei quando me peguei lembrando deste dia, fiquei com a felicidade do meu irmão em ver que aquele dia e o fato dele ter reunido os amigos dele para me darem força tinha sido especial pra mim.

E deve ser por pensar em me fazer feliz em todo e qualquer pequeno detalhe que amo meu irmão mais do que qualquer coisa ou pessoa neste mundo!