Um circo onde o palhaço e o mágico... o equilibrista e o domador... A bailarina e o malabarista... todos são vividos pela mesma pessoa...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Anseio dos pés
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Família
Uma parte da minha família sempre morou fora do país. Eles, todos os anos, voltavam ao Rio para a temporada de natal e ano novo fazendo com que esses 10 dias fossem os mais esperados do ano. A reunião dos primos.
Depois de 16 anos fora do país, aos 26 de idade, minha prima, e uma das minhas melhores amigas, resolveu passar um ano na sua terra natal.
Recebi a notícia com muita alegria, afinal tê-la pertinho de mim era mais do que um sonho, mas ao mesmo tempo fui tomada de uma grande preocupação. Fiquei com medo dela achar que a vida em família era aquela harmonia que ela via 10 dias por ano e não estivesse preparada para o que vinha pela frente. Uma semana antes dela chegar ao Rio escrevi um e-mail o qual reproduzo um pedaço aqui:
“...hoje ela ta voltando pra casa... Eu não sou mais a criancinha de 4 anos que ela deixou... de lá, já se passaram 16 anos! Junto com a minha enorme felicidade me sinto um pouco na obrigação de falar sobre o que vem pela frente. Não que você não saiba, mas enfim...
Família é maravilhoso! É a coisa mais valiosa que nós temos! Disso tudo nós duas já sabemos. Mas família é muito difícil! Conviver em família é uma arte complicada. Arte essa, que nos meus 20 anos, ainda estou desenvolvendo.
Aceitar o mau-humor de cada um independente do seu próprio humor. Saber que mesmo você tendo ficado puto com alguma coisa você vai encontrar aquela pessoa em uma semana e que o melhor a fazer, na maioria das vezes, é passar por cima.
Que nossos avós não têm mais a força das histórias que nos fazem rir tanto quando lembramos da nossa infância... e que hoje em dia, um abraço mais forte pode até machucá-los. Mas que, independente da força física, eles nos amam como sempre e que, mais do que nunca, precisam de nós.
Que não temos que nos harmonizar apenas com 4, ou 5 dentro das nossas próprias casas... e sim com 25 ou 30 que compõe nossa família mais próxima...
Que por mais que nos amemos e que tenhamos princípios e educação semelhantes cada casa é infinitamente diferente da outra... Que uns farão coisas inacreditáveis no nosso ponto de vista, mas que não poderemos fazer nada quanto a isso...
Que ter quase toda família morando a menos de 3km de distância pode ser a melhor e a pior coisa do mundo ao mesmo tempo. E que, mesmo a distância sendo mínima, se você não procurar, só estará com a família em festas e aniversários. E será chocante ver que nesses quase dois meses que você ficou sem ver a caçula, por exemplo, ela já esta comprando roupas na mesma loja que você!
Mas que mesmo com tudo isso (ou será por conta disso tudo?), com todos os defeitos que temos, formamos uma família maravilhosa. Que todas as dificuldades que enfrentamos pra manter a harmonia entre os núcleos familiares valem a pena quando sabemos que em cada uma daquelas pessoas encontramos conforto quando procuramos. Que cada um a sua maneira se preocupa e seria capaz de coisas incríveis por nós.”
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Lembro que ao chegar no Rio ela me abraçou emocionada, dizendo ter ficado muito tocada com o e-mail. De lá pra cá se passaram 2 anos e meio e hoje fui eu quem precisou recorrer às próprias palavras.
Quem me conhece, um pouco que seja, sabe como a minha família é a coisa mais importante da minha vida. Que eu não consigo ficar 10 minutos sem citar uma história do meu irmão, ou dos meus pais... Mas como essa harmonia familiar é difícil! Tem os avós, os tios, os primos, e existem assuntos comuns que precisam ser discutidos e acordado por todos. Entram em questão coisas referentes a poder, orgulho, hierarquia familiar... Meus Deus, que equilíbrio complexo! Só peço que eu tenha forças pra estar sempre lá, ao lado dos meus pais...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Mensagem de fim de ano
terça-feira, 8 de julho de 2008
Enfrentando um medo
Eu olhando pro telefone.
Coração batendo rápido, quando pulando do peito.
A coragem de ligar ia e voltava mais rápido do que os dedos eram capazes de discar os números.
Em uma mão segurava firme o telefone e na outra o pedaço de papel em que o número estava escrito. Fechei os olhos e revivi alguns dos momentos inesquecíveis que a nossa relação proporcionou.
Como esquecer os seguidos frios no barriga? Aquela sensação de “dessa vez vão vai ter jeito, não vou conseguir” e a outra melhor ainda de ter conseguido superar o desafio. Você sempre me dando uma lição... Quantas pessoas diferentes você me proporcionou ser? Já perdi a conta... de aeromoça a líder de torcida, personagens de cinema, hippie, guitarrista, cigana...
Seria justo pôr novamente tantas expectativas em cima de você? Alguém que já me deu tanto... E se eu não conseguir te acompanhar mais? E se eu não for mais aquela...?
Respirei fundo... disquei o número...
- Academia de Dança, Renata, boa noite!
- (silêncio)
- Alô?
- Oi... Boa noite, Renata... Será que você poderia me dar informações sobre a turma de jazz para adultos?
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Fecha os olhos e pula!
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Tem uma coisa que eu quero muito e, agora que está pra acontecer, eu tenho dúvidas se vale a pena mesmo deixar sair do “reino da fantasia”...
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É que é tão bom quando fico imaginando que não quero correr o risco do real ser pior... Mas a bem da verdade é que só a possibilidade de ser tão bom quanto imagino já faz valer a pena arriscar.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Incomodo
Que nem criança que se perdeu dos pais em sábado de shopping cheio.
É medo de apertar forte o coração e querer correr do ponto de conforto que, de uns tempos pra cá, tem atrapalhado mais do que ajudado.
Tem horas que a mão começa a suar e eu desconfio que qualquer pessoa seria capaz de perceber que estou a um passo da paralisação.
Fui criança sem medo de escuro, de altura ou de bicho papão. Desde que me entendo por gente sonho. Dormindo ou acordada eu sonho. Agora “estou grande”. Grande e com medo. Medo inclusive de sonhar.
Por que os sonhos agora não são mais meros devaneios descompromissados. Cada sonho que eu sonhar e não realizar apenas poderei culpar a mim mesma.
É como se eu estivesse esperando na de fora por muito tempo e agora estivesse com medo de perder logo no primeiro jogo.
Sabe ganhar um carro antes de aprender a dirigir? Pra todo mundo pode parecer o máximo mas pra você não serve de nada...
domingo, 12 de agosto de 2007
Susto
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Ontem a noite, estava indo sair de casa quando, ao chegar no carro o bichinho não dava o menor sinal de vida. Nada. Morto. Apagado. Que cena triste... Sabe quando você vê aquela criança super agitada, que está sempre correndo e rindo, com febre e de cama? É de partir o coração, né? Ver meu carro “morto” me deu a mesma sensação.
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Nessas horas só tem uma coisa a se fazer: Paiêêêêêêêêêê!
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Com a saída de sábado a noite já abortada me restava apenas esperar o mecânico do segura que viria fazer a cirurgia de emergência. Suspeita? Bateria... É, tem uma hora que o coração da gente pifa.
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Veio o mecânico, tentou a ressuscitar o coitado e nada... só um transplante de coração salvaria meu bebe àquela altura. Já era quase madrugada e nos restava esperar até o dia seguinte.
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Logo aos primeiros raios de sol do dia dos pais o tele fone toca dizendo que havia sido encontrado um coração compatível e que ele já estava a caminho. 10 horas da manhã, com o coração apertado assisto a cirurgia. O hábil mecânico mexe de um lado, puxa de outro... até que fala “ A sra. Poderia tentar dar a partida por favor?”. Tensa, rodei a chave... Como é bom ouvir aquele barulhinho saudável de novo!!!
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Carrinho, querido... nunca duvide que a mamãe ama muito você!!!
