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domingo, 23 de novembro de 2008

Cinema no feriadão

Esse feriado eu fui ao cinema duas vezes.
Na primeira encontrei um bom modelo pra exemplificar (talvez para eu mesma) como me comporto em relacionamentos estáveis, e na segunda ouvi uma das maiores besteiras da minha vida.


1º Filme
Vicky, Cristina, Barcelona

Com o Woody Allen é assim: ame ou odeie. Normalmente eu gosto bastante e com esse filme foi assim.
Acho que a partir de hoje, sempre que começar a me envolver um pouco mais sério com um cara, vou tomar coragem e chama-lo parar assistir a este filme.
No final, haverá uma simples pergunta: “Quem você escolheria: Vicky ou Cristina?”. E com o conhecimento da resposta dele eu poderia “viver feliz para sempre” ou pegar meu banquinho e sair de fininho.
Fiquei feliz que o Tio Woody tenha tido a habilidade de colocar isso de forma tão clara e não caricata na tela. Acho que ele vai me poupar bastante tempo em futuras DRs.


2º Filme
Eu, meu irmão e nossa namorada

O filme é uma comédia romântica... e como todos os filmes do gênero são vazios e ao mesmo tempo imensamente divertidos.
Sabe aquele momento crucial do filme em que um personagem secundário solta uma frase de efeito que vai inspirar o personagem principal a correr atrás de todos os seus sonhos? Pois é, esse filme também tem uma. Acontece que a frase de efeito mais sem sentido que eu já ouvi na minha vida.
Vamos a ela: O amor não é um sentimento, é uma habilidade.
Pra piorar a frase é dita em espanhol para aumentar ainda mais a carga dramática.
Então quer dizer que nem todo mundo pode amar? Que só algumas pessoas têm este talento? Ou então se eu treinar muito eu vou aprender a amar bem melhor que o Joãzinho?
Juro fiquei chocada, não lembro qual a última vez que ouvi tamanha estupidez!


Bom, não vou nem me dar ao trabalho de dizer se eu me identifico com a Vicky ou com a Cristina, tenho certeza que depois de ver o filme isso fica bem óbvio. E se você tiver a capacidade de entender a frase de efeito citada, por favor, me explique...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Reeditando

Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 2006.
Tem dias que a gente simplesmente acordou pra filosofar. Falar de amor, de paixão, de dor, de ciúmes, de amizade, de alegrias, de poesia, de música, enfim... qualquer assunto trazido à tona é motivo de pensamentos os mais variados e viajantes.
Hoje eu acordei assim. E agora, às 4h52 da manhã, do alto da minha insônia escrevo essas palavras tão imprecisas, tão vazias perto de tudo que passa pela minha cabeça nesse momento. Uma vontade de gritar, de fazer loucuras, de sair pra andar na praia, de encher a cara sozinha, de recitar palavras de amor, de ligar pra alguém, só pra bater papo, de chorar, de rir... nossa, falando assim pareço uma esquizofrênica!
Bem que esses momentos de criatividade produtiva poderiam vir mais vezes, afinal, quem não gosta de se sentir extremamente pensante?
É incrível, mas nessas horas a gente sente que pode refletir sobre tudo, que qualquer pensamento ou poesia fazem sentido, que tudo a nossa volta se encaixa... enfim, um milagre da natureza. Que Freud me explique!
Dentre tantas coisas, uma específica me vem perfurando as idéias, que é a de como é bom se sentir vivo. Ter vontades, desejos, inseguranças, medos, amores... como é bom ser complexo! Ouvir uma música e ver a poesia nela flutuar, ver uma foto e se emocionar, ser sugada pelos pensamentos como o pólen, ser soprada para as emoções como a brasa.
Ah, agora me recordo o que causou tudo isso: hoje assisti mais uma vez “Cinema Paradiso”. Esse filme sempre me deixa sem palavras. A humanidade, a ferocidade, a pureza, a leveza e a complexidade da vida são traduzidos de forma belíssima (sem nenhum trocadilho com a novela) em duas simples horas. Duas horas que poderiam ser cinco. A vontade que dá é de fazer um filme do filme; uma versão feita em uma nova tecnologia que nos permitisse vê-lo a qualquer hora e em qualquer lugar. Isso para não serem perdidas passagens por causa dessa nossa tal memória seletiva, ou digamos, sobrecarregada com tanta porcaria e estresse.
Chorei, claro. E bastante. Como não chorava desde novembro. Há uma espécie de inconsciente coletivo naquelas frases, que são capazes de tocar até um cubo de gelo. Sempre impressionante. Não preciso dizer mais nada: assista, por favor. É um bem que você faz a si mesmo.
Ao terminar o filme, discutindo com um amigo meu, vi o quanto a arte é individual. Ela só pode te acrescentar algo se você a deixar, se você encará-la como algo a ser pensado, refletido. Do contrário, ela se desfaz, vira entretenimento gratuito. E daí a ida ao teatro ou a cinema terá se tornado apenas mais um programa de domingo. Portanto, pense, reflita, argumente, opine, morra e renasça por dentro, mas nunca, nunca, deixe a arte passar incólume.
O que uma montagem feita de cenas censuradas significa pra você? Pornografia, como era pro padre? Lixo, como um dia foi pra mãe do Totó? Ou o reencontro com a vida e seus sentimentos mais puros? Não existe resposta certa... Só o que a arte desperta em cada um...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

terça-feira, 22 de maio de 2007

Segunda é dia de cinema

A idéia surgiu com um amigo que também adora cinema mas que, como eu, nem sempre consegue ver os filmes que quer.

Resolvemos, pois, instituir o dia do cinema. Mas qual dia? "Terça e quinta eu já tenho compromisso" "Quarta também não dá, é dia de futebol" "e sexta já é fim de semana, né". Então... Segunda é dia de cinema!!

Já foram três segundas feiras, três salas diferentes e três filmes bons! Em se tratando de nós dois, ambos com reputação duvidosa no quesito seleção de filmes, isso é preocupante. Quando vier um ruim não quero nem ver!

Mas não vamos sofrer por antecedência... por enquanto o projeto Segunda é dia de cinema é sucesso absoluto!

Ressalva especial para o último filme: Alpha Dog. Fui assisti-lo com curiosidade e um pouco de descrença afinal, um elenco que tem como chamarizes Bruce Willis, Justin Tiberlake
e Sharon Stone levanta, indiscutivelmente, muitas suspeitas. Mas não é que o filme é muito bom? Apesar do elenco muito jovem e da maior repetição já vista do vocábulo “fuck” o diretor conseguiu um excelente resultado. O filme consegue de forma bem explicita mostrar os dois lados da coisa.

Ta... ta bom... o Justin está super bem no filme.

sábado, 14 de abril de 2007

Mais uma do Mito

Quando eu digo que meu chefe é um mito, por favor, acreditem em mim!

A seguinte situação aconteceu na última sexta feira quando eu me despedia do pessoal pra vir pra casa.

Chefe: Você vai adorar o filme que eu vou ver hoje. A resenha é interessantíssima!
Eu: Oba! To precisando de um
filme bom esse fim de semana. Que filme é esse?
Chefe: Na cama. O filme só tem dois atores e um cenário. Um quarto de motel. Um casal que se conheceu na noite (ele é de outra geração, pessoal, paciência!) e foram pro motel. Dizem que os diálogos são sensacionais, e que apesar de muitas cenas fortes de sexo elas são tão bem contextualizadas que não fica
forçado.
Eu: huuumm.. parece interessante. Acho que vou aceitar a sugestão!
Chefe: Mas digo logo, o filme tem muitas cenas de sexo... então é bom ir com a pessoa certa, pra você poder extravasar depois.
(riso geral no escritório)
Chefe: Mas é verdade ué... Quem nem nove semanas e meia de amor. Você viu nove semanas e meia de amor?
Eu: Vi, mas se eu tenho 20 anos hoje, quando vi o filme devia ter uns 15...
Chefe: É... mas eu não tinha... e fui ver esse filme com a minha esposa e com um amigo. Na saída do filme fomos lá pra casa. Meu amigo ficou esperando uma hora e meia lá na sala!
(e o comercial em coro cantou: Mito! Mito!)


Ai, ai! Eu ganho pouco mas me divirto!

Em tempo... Fui ver o filme ontem e é ralmente sensacional!

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

O que é o que é?

Fui ver Little Miss Sunshine de novo...

Com certeza um dos melhores filmes deste ano...

Fora o pai, que me causou um certo repudio, admiro alguma parte de cada um dos membros daquela família....
O irmão mais velho, Dwayne, conseguiu me conquistar com duas cenas. A primeira, no momento em que ele escreve no Bloquinho go Hug Mom e a segunda, quando o abraço da irmã é tudo que ele precisa para “superar” sua frustração. (Coincidência os dois momentos envolverem a relação irmão X irmã?).
Já o Vovô me ganhou com a apresentação que ele fez para a neta... Apesar do choque causado pelo erotismo da coreografia ele fez com que a pequena Olive fosse a criança mais natural do concurso. O passos da coreografia podiam ser “eróticos” mas a inocência latente na sua execução não foi perdida... Um belo tapa em quem acha o comportamento das demais concorrentes infantil.
O Tio Gay e suicida, fora ser extremamente carismático e mexer com o meu lado mãe de todos, protagonizou um dos diálogos mais fofos do filme...
Olive: Do you think there's a Heaven?
Frank: Well, it's hard to say, Olive. I don't think anyone knows for sure.
Olive: I know, but what do YOU think?
Frank: Well... um... uh...
Olive: I think there is.
Frank: Think I'll get in?
Olive: Yeah.
Frank: Promise?
Olive: Yeah.
Quase me fez chorar nas duas vezes em que vi o filme…
A mãe é a mãe! E como toda mãe que se preze tenta manter sua família feliz e unida, e fazendo concessões aqui e ali ela atinge seu objetivo...
A Olive... bem, a Olive é linda! Mas nada barra a cena em que ela fica sabendo que participará do Little Miss Sunshine! Simplesmente infantil. Pura. Uma das poucas crianças artistas que não me causa nojinho...

Jamais me atreveria a botar aqui uma resenha do filme... sou péssima neste estilo literário... mas Little Miss Sunshine me fez pensar muito (ainda mais depois da segunda vez, onde pude curtir o filme sem me preocupar em pescar todas as referencias que eu já tinha sido previamente brifada da existência). Como disse ali em cima, me senti extremamente cativada pelos protagonistas (mérito dos diretores, que foram capazes de criar uma intimidade entre o publico e os personagens de forma muito rápida) e, ao analisá-los friamente, você pode perceber que nenhum deles seria socialmente digno de admiração...

Então me vi pensando no que me atrai em uma pessoa... Suas forças ou suas franquezas? Suas virtudes ou seus defeitos? Horas de bom papo ou um simples e rápido encontro de olhares? O que eu posso aprender com ela ou o espaço que ele tem para que eu ensine algo? Alguém que se entregue rápido ou que precisa ser conquistado aos poucos? Alguém que me ofereça segurança ou que me desafie constantemente? Alguém com quem eu possa construir uma relação forte ou alguém em quem eu me faça forte?

Nossas relações amorosas, de amizade, familiares, profissionais... todas são baseadas em escolhas como estas.

***Continua