terça-feira, 3 de junho de 2008

Mulher sem Razão

(Adriana Calcanhoto)

Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou

Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
No final da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dá um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não tá com nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
Temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Na escuridão do quarto

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Fechando o ciclo

Finalmente acho que fechei o ciclo e comecei um novo.

Ainda havia duas coisas me prendendo na fase anterior. Uma postura e uma pessoa.

Não sei qual dos dois é mais difícil de exorcizar.

A postura é quase como uma máscara. Eu sei que não sou mais daquele jeito, mas é difícil deixar as pessoas perceberem isso. Bem, se elas perceberam eu não sei, mas esqueci a máscara lá pras bandas de NY.
E a pessoa... A maior dificuldade era achar o meio termo. A questão não é excluir a pessoa da minha vida, mas só deixa-la presente no que eu quiser. O bom e velho equilíbrio.

Hoje posso dizer que estou confortável... confortável até demais!

Estou na entre safra.

Louca que pra algo aconteça pra balançar minhas estruturas...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sobre Motivação

Estava conversando com uma amiga esses dias sobre as coisas que nos motivam a ir trabalhar todos os dias.

Existem várias coisas que podem te fazer ter gosto de ir ao trabalho.

A mais obvia é você gostar do que faz. Isso é o sonho de todo mundo... mas cada dia fico menos romântica quanto a isso. Não que eu não acredite que uma pessoa pode gostar do que faz, claro que eu acredito. Eu gosto do que eu faço. Mas para chegar ao produto final, boa parte das fases são bem chatinhas. Sendo assim temos que buscar outros atrativos.

Muitas vezes o atrativo são as pessoas. Um chefe extremamente competente que te serve como modelo, ou então seus colegas de trabalho que acabam virando seus grandes amigos e ir ao trabalho é válido para estar com eles. Ou ainda, mesmo eles não sendo seus grandes amigos, são figuras engraçadíssimas, que te divertem e fazem valer o transito da manhã.

Conheço pessoas que o que as motiva é o local de trabalho. Por ser perto de casa, por ser perto do metro, por ter boas opções de locais pra comer, boas opções de compras como roupas, livrarias... Poder variar os destinos (não só os gastronômicos) na hora do almoço é sensacional.

Pode acontecer de o seu motivador ser uma pessoa especial... um casinho, por exemplo... aquela troca de e-mails picantes durante o dia sem que ninguém saiba, a troca de olhares por cima dos monitores, os encontros “casuais” nos corredores, ficar adivinhando a hora que a pessoa vai embora para fingir que foi coincidência você levantar no mesmo horário...

Ai, ai... em algum momento todas essas coisas já me serviram de motivador... mais de uma ao mesmo tempo... períodos sem nenhuma... o que vale é sempre tentar achar algo que faça valer a pena os momentos chatos que inevitavelmente rolam no trabalho

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Conto Rubro Negro

"Era um amistoso sem importância, tanto que o presidente do Flamengo em 62, Fadel Fadel, nem se lembra direito do adversário. Lembra-se vagamente que o jogo terminou empatado. Fadel saía do Maracanã, caminhando pelo estacionamento em busca do carro, quando o cumprimenta um senhor de meia-idade, cabelos grisalhos, pele curtida de cor indefinida, e com uma surrada camisa rubro-negra. Afável, sobretudo com torcedores do seu Clube, Fadel responde ao cumprimento e ouve paciente o que o homem começa a dizer:
.
– Seu Fadel, foi bom encontrar o senhor. O senhor é um homem importante, presidente do Flamengo, tem sua família, sua mulher, seus filhos, sua casa... Tem um carro bonito, os seus negócios... Queria fazer-lhe um pedido:
.
Fadel deixa a mão deslizar até o bolso, adivinhando o tipo de pedido que ia ouvir. O torcedor continua:
.
Seu Fadel, eu queria lhe pedir para o senhor cuidar muito bem do Flamengo. O senhor tem tudo na vida, mas eu só tenho uma coisa: O Flamengo. Por favor, cuide bem do flamengo!"

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Todos os sons da chuva
Para esconder o silêncio do choro
Esxiste sentimento mais trsite que a falta de esperança?

domingo, 27 de abril de 2008

Destino: ?

Ando mais do que nunca querendo viajar.
Chego a dizer que eu preciso viajar...
Não o tipo de viagem comum...
Aquele tipo de viagem que dói... A viagem pra dentro de mim mesma.
Não estar no meu lugar de conforto ajudaria por isso a viagem física poderia até ajudar na viagem interior...
Porém, cada vez fica mais difícil se desvencilhar do sistema uma vez que, a cada dia que passa, você está mais inserida nele. Mesmo que você não queira.
Ou talvez queira...
E é por dúvidas como essas que eu digo que digo que preciso viajar comigo mesma. Por mim mesma. Para eu mesma.
Egoísmo?
Sobrevivência.
Quando viver a vida que você sempre sonhou só depende de você, tudo se torna extremamente mais difícil.

Nota breve

Quanto a esta imagem que ilustra o blog... essa aí do canto direito...
Sinto tanta falta do período pré chapéu do primeiro plano...

Companheiros

Devo confessar que não ando no meu momento mais iluminado... Pra ser sincera estou numa fase bem apagadinha.
Uma das fugas que eu tenho usado é ler mais e mais e mais.
A vida dos personagens nunca é entediante ou sem graça. E mesmo quando é autor sabe valorizar isso.
Portanto, enquanto minha vida segue monótona e sem muita graça, eu sigo vivendo a vida de dezenas e mais dezenas de personagens...
Tem o filho de um soldado do Hitler no período da segunda grande guerra, uma australiana que tem medo de relacionamentos e prefere fazer sexo casual, uma adolescente de 14 anos que tem medo de se tornar adulta e ter uma vida tão vazia quanto a da sua mãe, um psiquiatra que inventa um método de tratamento diferente pra cada paciente, a biografia de uma banda de Rock, e tantos outros.
Olhar pra fora ao invés de pra dentro pode até não resolver meus problemas, mas definitivamente, me tira do tédio.

Mulher de Malandro

Conversando com uma amiga esta semana caímos no papo “olha o estado em que nossa cidade chegou”.
Começamos falando de como as coisas estão ficando piores, violência, dengue... até os recentes terremotos/ondas gigantes na Baia de Guanabara foram assunto.
Mas, quando a gente foi ver estávamos falando bem da cidade de novo...
Não resisti a ironia da cena e perguntei:

- Mas como é possível? Não tem 3 minutos estávamos falando do quão impraticável nossa vida estava ficando e agora estamos dizendo como essa atmosfera nos é agradável... Como pode?
- Ah, essa é fácil! Até quando se trata de cidades eu sou assim. Definitivamente eu sou mulher de malandro, adoro apanhar. Só pode ser isso! Simples assim.


Só me restou concordar e dar mais um gole no delicioso chopp que nos encarava na mesa.

domingo, 6 de abril de 2008

Epidemia

Esse fim de semana fui ao Chá de Bebe de uma amiga.

Devia ter cerca de 30 mulheres no evento e, tirando eu e outras 2 todas estavam grávidas ou com crianças pequenas.

No lugar reservado às bolsas, somente 3 modelos “normais” dentre todos os modelos de nylon com a cara de algum famoso personagem infantil.

É incrível como um ambiente assim pode te sufocar depois de um tempo. Ali dentro parecia que a gravidez era algo contagioso. Comecei a ficar com medo de usar copos que pudessem ter sido mal lavados... ir ao banheiro nem pensar!

Lá pelas tantas, procurando uma palavra de apoio liguei pra uma amiga não grávida e retratei o desconforto da situação. Ela me deu um conselho que segui à risca:

“Amiga, senta na sua cadeira, cruza a perna bem cruzada, e não as separe por nada deste mundo até que o último espécime do sexo masculino em idade fértil tenha saído da festa”.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Eu, os livros e o bar

Depois de conviver comigo mesma por 21 anos e 9 meses (ai meu Deus, eu já tenho quase 22!) eu deveria me conhecer suficientemente bem pra saber que assistir seriados melosos de forma compulsiva durante períodos de extrema carência não seria uma boa coisa.
Estou pensando em largar tudo, me mudar pro interior, levando nada mais do que meus livros... viveria assim... eu e meus livros... quem sabe eu abriria um pequeno bar. É, acho que seria isso... Eu, os livros e o bar... E as pessoas que eu eventualmente conhecesse em virtude do bar...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Pílulas de Alegria

Acho que descobri qual a minha mais eficiente fonte de alegria ultimamente.

Me refiro aqueles dias chatos e tediosos em que tudo está desanimado... De tempos em tempo encontro algo capaz de levar luz a esses dias.

Minha mais nova fonte de memórias gostosas e reconforto instantâneo são as fotos da minha formatura. Não existe problema no mundo que não pareça pequeno quando comparado ao tamanho dos sorrisos que aquelas fotos guardam!

Coisa de Pai

Um belo dia você vai checar seu e-mail e encontra uma mensagem do seu pai.


“Filha, uma excelente promoção de livros. Que tal selecionar alguns?”

Você toda serelepe clica no link contido no e-mail e se depara com 300 títulos. Difícil escolha... Olha daqui, olha de lá, escolhe um depois corta outro... Certo tempo depois você chega a uma lista com 12 títulos.

Ai você responde a mensagem pro seu pai.

“Pai, você sabe que essas escolhas me são muito difíceis. Fiz uma seleção inicial e, que tal você criar um critério bem divertido e selecionar os 3 merecedores de um espaço na minha prateleira?”

Ele acha graça e diz que tudo bem.

Ai, eis que num dia ainda mais belo do que o do início desta história, você chega do trabalho e encontra isto na sua cama:



Vai dizer que eu não tenho o pai mais fofo do mundo?!

Algo me diz que eu vou ter que controlar meus impulsos por livros nas próximas semanas =D

domingo, 30 de março de 2008

Lições de uma noite de sábado

1) Não vista uma blusa na cor babaloo tutti-Frutti, sem costas e com detalhes em strass se você não tiver pronta para tal. A vestimenta de Barbie pode ser mais trabalhosa do que você imagina.

2) Um invisible braw mal colocado pode fazer você parecer que está se bolinando durante a noite interina enquanto, na verdade, você só está tentando fazer o aparato ficar grudado no lugar certo.

3) Jamais subestime aquele menino bonitinho que dança axé como se estivesse plugado na tomada. Quando o DJ estiver desesperadamente tentando fazer a festa acabar e colocar músicas esdrúxulas para tocar, ele pode te proporcionar a melhor lambada que você lembra de ter dançado desde os seus 8 anos.

4) A Stella sempre será uma grande amiga. Na garrafa, na tulipa, o importante é deixá-la sempre por perto

5) Não é só por que as pessoas de sempre são as pessoas de sempre que elas vão deixar de te surpreender.

E é claro...

6) Dançar, ontem, hoje e pra sempre... Não há nada melhor

quarta-feira, 26 de março de 2008

Entreato

Se a semana acabasse agora, eu diria que não me arrependo de nada.
Só que ainda falam 3 dias pra chegar semana que vem.
Semana nova.
E digo... você não tem o direito de me julgar, de me entender.
Devore-me, pois.
De novo.
E de novo.
Afinal, é tudo festa mesmo.
Pelo menos enquanto eu não mudo de idéia e a semana não termina.