Auditório do RDC, noite de 16 de setembro de 2005.
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Tempo disponível, desperta o pensamento. Alegria, satisfação, regozijo. Como é bom ver uma menina risonha, amarelo clarinho, tomara que caia, beijando, abraçando, sorriso brilhante nos lábios, transbordante nos irradiantes olhos carinhosos.
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A lembrança vem dos primeiros contatos, inicialmente visuais, evoluindo pelos táteis, até completar a quina com o auditivo mútuo, antecipado pelos gritinhos de felicidade.
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Pintando o sete, deixando os braços da mãe temerosa, a disputada do ônibus no caminho do Pontal, a representante de turma mais fácil de encontrar junto à dona do local, e, agora...
Cuida, desfilante, jubilante. Mérito próprio, alegria familiar.
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Possamos poder juntos compartilhar os próximos passos, como serão os dez seguintes de nossa querida filha.
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De quem muito de ama,
Papy
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Carta escrita pelo meu pai, no verso do programa do evento que celebrou os 10 anos da empresa onde travalhava.
Um circo onde o palhaço e o mágico... o equilibrista e o domador... A bailarina e o malabarista... todos são vividos pela mesma pessoa...
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domingo, 14 de junho de 2009
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Rota de Fuga
O vento soprava forte e chuva batia com tanta força no pára-brisas do carro que, pra enxergar alguns poucos metros a frente, ela tinha que apertar os olhos e quase colar o nariz no vidro.
Ela já tinha se afastado bastante de casa e começava a não reconhecer a maior parte das ruas por onde estava passando. Toda a consciência que ela tinha naquele momento ela usava para fugir das ruelas escuras e se manter nas vias principais da cidade.
Pouco depois de cruzar com uma linha férrea, a chuva começou a diminuir e, junto com surgimento de uns pedaços de céu azul, o ar começou a lhe faltar. Toda aquela adrenalina havia baixado e ela não sabia mais o que estava fazendo.
Com muito esforço, juntou suas últimas energias e levou o carro para o acostamento. E foi só parar o carro para que as gotas de chuvas se transformassem em lágrimas. Era um choro honesto. Misturava desespero com dúvidas. Medo e cansaço.
De pouco à pouco o corpo foi desistindo e as lágrimas foram secando. O silêncio que reinava começou a ser perturbado pelos primeiros carros que cruzavam a estrada naquela manhã. Como que saindo de um transe ela olhou em volta e não reconheceu nenhum dos elementos daquela paisagem. Não sabia nem dizer quanto tempo tinha ficado ali naquele acostamento.
Procurava na memória alguma pista e não conseguia recordar de nada...
(incompleto)
terça-feira, 8 de julho de 2008
Enfrentando um medo
Já era tarde.
Telefone em cima da mesa.
Eu olhando pro telefone.
Coração batendo rápido, quando pulando do peito.
A coragem de ligar ia e voltava mais rápido do que os dedos eram capazes de discar os números.
Em uma mão segurava firme o telefone e na outra o pedaço de papel em que o número estava escrito. Fechei os olhos e revivi alguns dos momentos inesquecíveis que a nossa relação proporcionou.
Como esquecer os seguidos frios no barriga? Aquela sensação de “dessa vez vão vai ter jeito, não vou conseguir” e a outra melhor ainda de ter conseguido superar o desafio. Você sempre me dando uma lição... Quantas pessoas diferentes você me proporcionou ser? Já perdi a conta... de aeromoça a líder de torcida, personagens de cinema, hippie, guitarrista, cigana...
Seria justo pôr novamente tantas expectativas em cima de você? Alguém que já me deu tanto... E se eu não conseguir te acompanhar mais? E se eu não for mais aquela...?
Respirei fundo... disquei o número...
- Academia de Dança, Renata, boa noite!
- (silêncio)
- Alô?
- Oi... Boa noite, Renata... Será que você poderia me dar informações sobre a turma de jazz para adultos?
Eu olhando pro telefone.
Coração batendo rápido, quando pulando do peito.
A coragem de ligar ia e voltava mais rápido do que os dedos eram capazes de discar os números.
Em uma mão segurava firme o telefone e na outra o pedaço de papel em que o número estava escrito. Fechei os olhos e revivi alguns dos momentos inesquecíveis que a nossa relação proporcionou.
Como esquecer os seguidos frios no barriga? Aquela sensação de “dessa vez vão vai ter jeito, não vou conseguir” e a outra melhor ainda de ter conseguido superar o desafio. Você sempre me dando uma lição... Quantas pessoas diferentes você me proporcionou ser? Já perdi a conta... de aeromoça a líder de torcida, personagens de cinema, hippie, guitarrista, cigana...
Seria justo pôr novamente tantas expectativas em cima de você? Alguém que já me deu tanto... E se eu não conseguir te acompanhar mais? E se eu não for mais aquela...?
Respirei fundo... disquei o número...
- Academia de Dança, Renata, boa noite!
- (silêncio)
- Alô?
- Oi... Boa noite, Renata... Será que você poderia me dar informações sobre a turma de jazz para adultos?
quarta-feira, 26 de março de 2008
Entreato
Se a semana acabasse agora, eu diria que não me arrependo de nada.
Só que ainda falam 3 dias pra chegar semana que vem.
Semana nova.
E digo... você não tem o direito de me julgar, de me entender.
Devore-me, pois.
De novo.
E de novo.
Afinal, é tudo festa mesmo.
Pelo menos enquanto eu não mudo de idéia e a semana não termina.
Só que ainda falam 3 dias pra chegar semana que vem.
Semana nova.
E digo... você não tem o direito de me julgar, de me entender.
Devore-me, pois.
De novo.
E de novo.
Afinal, é tudo festa mesmo.
Pelo menos enquanto eu não mudo de idéia e a semana não termina.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
A quem procura um porto
Triste são as pessoas que nunca entenderão a cumplicidade existente em "colo e cafuné". Ou a intimidade da troca de olhares do protegido e o protetor. Provável que nunca entendam que existe um protegido e um protetor. Que em "colo e cafuné" existe um silêncio implicito, algumas lágrimas escondidas que caem dos olhos virados ao outro lado. Que "colo e cafuné" também quer dizer confiança, responsabilidade. Às vezes quer dizer também segredo, apoio, quer dizer estar ali. Presente, junto, parando o mundo por aquele segundo. Segundo de "colo e cafuné".
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Tipos
Quando você faz tipo
Fica exatamente do meu tipo
Um tipo raro
Um tipo único
Um tipo que, tipo assim...
Fica exatamente do meu tipo
Um tipo raro
Um tipo único
Um tipo que, tipo assim...
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