terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Sinais

Você percebe que alguma coisa na sua vida está no caminho errado quando se pega fujindo do que precisa e precisando do que foje

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Lição do dia

O sexo confere poder.
Por que a gente não pode ter medo de sonhar

“Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
uma espectadora de mim mesma,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas,
Em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas
E músicas invisíveis.”
(Do livro do Desassossego, Fernando Pessoa)

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Shuffle

Eu tenho mais de 5 mil músicas no meu computador e tenho de um tudo.
Hoje, ao invés de escolher algo específico pra ouvir, depositei minha sorte nas mãos do shuffle.
Então, Gavin Degraw, John Mayer, Los Hermanos, Leoni, Corinne Baile Rae, Nelly Furtado, Chico Buarque, Lulu Santos, Casuarina, Norah Jones, Diogo Nogueira e outros estão aqui tocando há, mais ou menos, duas horas.
Curiosa é a sensação de que isso é mais uma metáfora para a minha vida.
Nada distinto, nada exato, nada sensato e cada hora uma coisa.
E onde isso mais se aplica é em relação aos programas de mestrado que ando analisando.
Ontem passei a tarde navegando por sites de universidades do mundo inteiro.
O problema não é encontrar bons cursos em boas universidades ou em lugares que me agradem.
O dilema era decidir o que, realmente, eu quero estudar.
Comunicação coorporativa me parece a decisão mais equilibrada, mas o desafio da gestão de riscos me parece fascinante. Isso sem dizer que o sonho me empurra para formação em escrita criativa.
Agora, me diz se eu não estou parecendo o iTunes aqui de casa?

Amor

Tirando os da família, só amo 2 homens mais do amo que amo ele.

E olha que eu amo muito esse aí...




Ai, Dr. House... é muito amor, sabia?!

Raiva

Só queria deixa registrado que tenho ódio de quem tem orkut bloqueado!
Se é pra bloquear, sai do orkut, po!!

Colagem

Quem quase ganhou, ainda joga, quem quase passou, ainda estuda, quem quase morreu, está vivo, quem quase amou, não amou.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo o impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive ja morreu...
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colagem de fragmentos encontrados em pofiles do orkut

Aprendizado

Algumas coisinhas que aprendi durante minha visita ao Guggenheim Museum, em Nova York.
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You see things; and you say "Why?". But I dream things that never were; and I say "Why not?".
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Broadly speaking, short words are best, and the old words, when short, are the best of all.
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The difference between the almost right word and the right word is really a large matter ___'tis the diference between the loghtning-bug and the lightning.
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It takes a lot of time to be a genius, you have to sit around so much doing nothing, really doing nothing.
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I shall try to tell the truth, but the result will be fiction.
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I always know the ending; that's where I start.
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E a minha preferida:
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I was working on the proof of one of my poems all the mornig and took out a comma... In the afternoon - well, Oh put it back again.
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Sabe, nesse passeio aprendi algumas outras coisas também... mas aí meu colegas não quiseram ajudar a por em palavras...

Inversão

Sempre soube lidar bem com a situação de gostar de um cara. Sempre agi com muita naturalidade conseguindo deixar a coisa toda de forma muito discreta. Tanto que tem cara que eu duvido que saiba da asa que já arrastei por ele. Mas é tão engraçado quando o oposto acontece... não sei lidar com a situação de ter um cara gostando de mim. Quem me conhece sabe que timidez, definitivamente, não é uma característica minha... Mas se quiser me ver sem conseguir olhar no olho, com bochechas vermelhas e sorrisos nervosos, essa é uma das poucas situações.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Erro de Português

Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido o português


(Oswald de Andrade)

Aprendendo...

Chega uma hora que você entende que não é por que nem todo amor é possível que ele deve deixar de ser vivido. O importante é saber que cada amor deve ser vivido de uma forma diferente.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Inquietação

O que determina a chagada do momento em que você passa a olhar para a mão de toda pessoa que você conhece para checar se ali há uma aliança?

De olhos fechados...

Hoje me pediram pra quebrar um galho pro gerentão lá do escritório. Fui lá toda solicita, com a cara mais confiável que eu fui capaz de fazer me colocar a disposição do cidadão.
Depois de uma breve conversa de apresentação ele foi direto dizendo no que eu poderia ajudá-lo. Me deu uma apresentação que está sendo desenvolvida para um cliente e falou o seguinte:

G - Preciso que nos slides sobre metodologia você enquadre os gráficos e esquemas à realidade do cliente. Mas tem um porém. Você não pode ler a apresentação

Eu – Como assim?

G – Esse é uma proposta muito sigilosa. Ela terá um impacto muito grande no mercado de ações, inclusive. Como você não está incluída no termo de confidencialidade do projeto, preciso que você adeque a nossa metodologia a apresentação sem lê-la.

Eu - ...

G – Vai lá! Confio em você!

Eu – Obrigada pelo apoio.



Bacana isso, né. Algo me diz que terei um pouco de dificuldades nessa tarefa.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Das grandes arrumações

Quanto sentimento é possível guardar em papéis?
Muito mais do que jamais imaginei.
Como todo encerramento de ciclo, hoje fiz faxina no meu quarto. Foi limpeza das grandes. Entulhos acumulados nos últimos 4 anos passaram pelo crivo de “lixo X mais dois anos de gaveta”.
E quanta coisa encontrei folheando as agendas dos anos anteriores, as palavras escritas nos rodapés dos cadernos, as conversar de MSN impressas...
Como é possível?
Deve ser por isso que fico tanto tempo sem fazer grandes arrumações no meu quarto, o turbilhão de emoções que encontrei ali...
Vi uma menina ansiosa e afobada que muitas vezes meteu o pé pelas mãos, vi uma profissional que mesmo engatinhando já pode se orgulhar de algumas conquistas, me deparei com um amadurecimento que já podia até ser esperado, mas que quando constatado diante do espelho chega a doer.
O quanto se pode trabalhar sem embrutecer? O quanto se pode amar sem sofrer? Por quanto tempo se pode andar sem se perder? O quanto é possível crescer sem perder de vista quem se pretende ser?
Espero que MUITO.
Na próxima faxina quero ter a certeza que não economizei no terninho, nos lenços ou na sola dos sapatos.
Quero, de novo, a sensação de que vivi!

Carta a "X"

Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 2008. 22:15h.

Me responde só uma coisa: você também tem a nítida sensação de que perdemos o timing e que deixamos de viver algo que poderia ter sido ótimo?
Não. Não quero, de forma alguma, reviver essa história, não me entenda mal, seguimos nossos caminhos e, ao que tudo indica, foram ótimas escolhas. Mas por que será que perdemos a deixa?
Vai entender o caminho que as coisas tomam.
Estranhando eu estar ressurgindo com tudo isso hoje? Permita-me uma breve (e desnecessária) explicação. Hoje eu fui arrumar meu quarto, faxina das grandes, pra liberar espaço dentre as infindáveis pilhas de papéis acumuladas nos últimos 4 anos. Encontrei a carta que fiz que te dar no natal de 2005, carta essa que nunca te foi entregue. Uma longa (longa!) colagem com trechos das nossas conversas por MSN. Me diz, como não se apaixonar? Como era gostoso! A descoberta das semelhanças e coincidências, a antecipação das palavras um do outro, a atenção e carinho despendidos por ambas as partes. É inegável o afeto que tínhamos um pelo outro.
Foi uma pena a coisa ter acontecido da forma que foi. Demoramos tempo de mais. Quer prova maior do que o fato de termos precisado estar bêbados pra deixar rolar naquele domingo (grande Ivo!)? E nem me darei ao trabalho de comentar tudo o que aconteceu depois disso.
No meu balanço de conclusão de faculdade, “nossa história”, e me permita aposentar as aspas daqui pra frente, entra como uma das mais ternas, e ao mesmo tempo uma das que mais deixou a dever. Um valor que, provavelmente, jamais voltaremos a cobrar um do outro. Que assim seja!
Espero que na minha próxima faxina eu não me depare com possíveis amores não vividos, é uma sensação predominantemente triste. Mas que ao mesmo tempo, encontre personagens tão ricos quanto os que fomos.

Não sei que reação esperar de você depois de ler tudo isso. Pra ser honesta acho que não espero reação nenhuma. Só queria que você soubesse que acabei de redescobrir o afeto que um dia senti por você e que agora tenho certeza do por que escolhi guardá-lo ao invés de qualquer possível desavença.
Um ano especial pra você, menino.
Me promete que vai tentar ser (ainda mais) feliz?
Você merece, e precisa, disso.