sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ser amada II

Falar de amor me fez ficar com saudades de amar e ser amada.
A vida quando a gente está amando fica tão mais bonita, né?
Simples telefonemas ou mensagens se transformam em sorrisos de longa duração, um beijo bem dado é capaz de parar o tempo e o maior problema que temos que encarar é a espera até o próximo encontro...
Qualquer ida a praia se transforma em um super programa e vida passa a ser medida por uma nova escala.
O sexo sem hora, sem lugar, as vezes com muita e as vezes sem pressa nenhuma.
Risos, abraços, cafunés, beijos e trilha sonora...
Acho que estou precisando amar de novo.

Ser amada

Fui ao cinema com um amigo esta semana e, motivados pela história do filme, saímos discutindo sobre quais teriam sido os momentos de afeto mais pleno das nossas vidas.
Engraçado como só de pensar nos momentos em que fui muito amada eu fiquei bem. Eita praguinha gostosa!
Ele lembrou de quando ficou muito doente e ao acordar após sua primeira noite no hospital se deparou com uma fila de amigos esperando para poder dar sangue. Ele estava internado a menos de 12 horas e pessoas já tinham se mobilizado de todas as formas para que o tratamento dele pudesse continuar.
Eu lembrei do dia do enterro do meu avô. Nesse dia experimentei um amor muito forte de duas maneiras diferentes. Nunca havia perdido ninguém assim, tão próximo, e ali tive a certeza de que o tal do “amor eterno” realmente existe. Olhei triste para os meus primos menores que não puderam conviver tanto com ele e fiquei feliz por ter deixado ele ser uma parte tão presente na minha vida. O outro, foi o amor que recebi neste dia. Estavam ali amigos que sempre soube que estariam e alguns que me surpreenderam da maneira mais positiva do mundo. Foram os abraços mudos mais importantes da minha vida. Na hora me veio a certeza da frase clichê que ouvi tanto na minha infância a cada vez que assistia A Noviça Rebelde “quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela”.
Lembrei também de um rapaz muito especial que passou pela minha vida... Ele era uma pessoa bem fechada e avessa a demonstrações publicas de afeto, mas entre nós dois era um poço de carinho.
Nos conhecemos trabalhando juntos e, em determinado momento, eu decidi sair da empresa. Durante meu jantar de despedida vários amigos deram depoimentos sobre mim e ninguém nem ousou dar o microfone para ele. Lá pelas tantas ele levantou de fininho, pediu o microfone e disse apenas “Obrigado, Mile, por ter me ensinado a me deixar ser amado. Não sei como consegui viver tanto tempo sem a sensação do seu cafuné”.
Sabe um daqueles momentos em que você tem a certeza de que fez a diferença na vida de alguém? Hoje ele namora outra menina e quando fomos apresentadas ela disse “Ah, essa que é a Mile? A menina do porta retrato?”. Depois ele me contou que até hoje tem uma foto minha no quarto dele...
É o tipo de amor que transcende, que já foi paixão e que hoje é admiração. Esta aí uma pessoa que sabe fazer com que eu me sentia amada...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sobre o direito de não fazer nada

Estou de férias sem estar de férias... Essas coisas acontecem com mais freqüência do que se pode imaginar na minha carreira profissional.
Enquanto nos reservam para um projeto específico nos deixam em casa sem muito o que fazer. Férias remuneradas mas sempre de olho no telefone, afinal, você, pelo menos oficialmente, está trabalhando.

Esses meus dias de “curtindo a vida adoidado” – versão estendida, é claro – estão sendo sensacionais.
Filmes e mais filmes na TV a cabo, cinema, praia, experiências culinárias, livros, muitos livros.

O sono só tem começado a aparecer sempre depois das 3h. Quer coisa melhor do que curtir o silencio da madrugada sem culpa? Já são dezenas de textos, uma serie de mensagens que jamais chegarão aos seus destinatários, playlists cuidadosamente montadas, cultura inútil adquirida pra posteridade.

Tempo bom de rever pessoas queridas, por que não conhecer novas? Tempo de ter tempo pra tudo. Pra almoçar, pra fazer unha, pra cortar o cabelo, para beter records no video game, pra não fazer nada e fantasiar com o futuro.

Todo mundo devia ter direito a um tempo assim, sabia...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Como transformar uma sexta-feira qualquer em uma sexta-feira memorável em 10 passos

1) Encontre, por total acaso, uma grande amiga n salão
2) Aproveitem o tempo gasto na manicure para fazer planos para o carnaval
3) Ao saírem juntas do salão comente sobre seu estado de abstinência alcoólica.
4) Decidam, de forma conjunta, por fim a este jejum atravessando a rua para tomar uma cerveja de garrafa na padaria mais próxima.
5) Faço o que era pra ser apenas uma cervejinha se transformar em cinco. Com direito a queijo coalho.
6) Depois disso, decidam encontrar outra amiga, em outro bar.
7) Após beber mais um pouco, chegue a conclusão de que este bar está muito desanimado.
8) Vá para o boliche. Isso mesmo, para o boliche.
9) A cada jogada invente um novo passo de dança.
10) Volte para casa, durma que nem um bebe e acorde na manhã seguinte rindo de você mesma.

Lição do dia

Aprenda a confiar na sua manicure.
Quando ele disser que se você puser determinado esmalte sua unha ficará tal qual a de uma Drag Queen, não discuta.
Eu discuti. =(

domingo, 9 de novembro de 2008

Pensando alto

É preocupante quando você ouve uma música no transito, a caminho do trabalho, antes das 8 da manhã, e ela consegue te fazer pensar em coisas impróprias...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Classicarinho

Me fazer sorrir, este é o ponto inicial.

Tem que ser livre e independente. Minha companhia tem que ser prazer, não necessidade ou obrigação.

Tem que não só gostar de cinema mas também gostar de viajar pra dentro dos filmes. E se fosse você que estivesse naquela cena? O que teria acontecido?

Tem que ser culto e inteligente, gostar de aprender e ainda mais de ensinar. Me instigar sempre.

Gostar de competições. Não gostar de perder, mas saber perder. Saber comemorar quando ganha também é muito importante.

Gostar de estabilidade, segurança. Mas que gostar, valorizar isso.
Adorar a rua, as pessoas, o samba e o mar... Mas saber fazer de um filme com pipoca um programa inesquecível.
Saber o valor da família. Respeitá-la.

Deve saber, no discurso e na atitude, que relacionamentos existem para somar e não pra excluir.

Outro ponto importante é saber ser criança! Adivinha que animal estou imitando? Se divertir com ataques de bobeira e enxergar num jogo de tabuleiro múltiplas oportunidades de diversão.

Ser simples no dia a dia, mas dar valor ao sofisticado.

Ser dono de si, mas no final das contas, saber rir de si mesmo é um grande diferencial.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Constatação

Você percebe que sua cabeça não está onde deveria estar quando tenta (e insiste) abrir seu carro com o crachá da empresa.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Gotas de Sabedoria

"A gente vem ao mundo com as trepadas contadas, e as que não se usam, por qualquer motivo, próprio ou alheio, voluntário ou forçado, se perderam para sempre"

(Gabriel Garcia Marques, em Amor nos tempos do cólera)

A volta à realidade

A festa acabou!
Foram duas semanas pra ficar na história!
Uns davam dois beijinhos, outros mal apertavam as mãos. Tinha alemão dançando salsa e jamaicano sambando. Eram 18 países, 80 pessoas, muitas aulas e muitas festas.

A sensação quando o curso a acabou foi parecida com a sensação que eu sentia no ultimo dia da colônia de férias, quando eu era criança. Aquele aperto no peito ao se despedir de pessoas que duas semanas atrás você nem conhecia mas que naquele momento parecem indispensáveis na sua vida.

Na época de colônia de férias a gente tinha aquela ilusão de que continuaríamos melhores amigos pra sempre. Trocávamos endereço e telefone na esperança de mantermos o contato até as férias seguintes. Raramente chegavam cartas... Alguns não voltavam no ano seguinte... Daquele tempo me restou uma amiga. Daquelas que não falo com muita freqüência mas por quem guardo um carinho incalculável.

Após o fim do treinamento o ritual foi o mesmo. Abraços de despedida chorosos e emocionados, juras de “manteremos o contato”... Desta vez os recursos para manutenção da relação são maiores... E-mails, MSN, Facebook... Mas o ponto continua o mesmo. As piadas em breve acabarão, as histórias iram minguar até que chegará um dia em que não teremos mais assuntos =( Quem sabe depois de um tempo ainda sobrem uns 3 ou 4 amigos...

O tempo passou, eu cresci, mas isso não mudou em nada o aperto que eu sinto ao me despedir das pessoas.

No mais, é sempre bom poder se comparar com os pares do restante do mundo, ver que não estamos nada atrás dos demais e que o Brasil continua sendo um lugar desejado.

Que venha a próxima colônia de férias... ou então, a próxima viagem de trabalho...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Conto de fadas

Ela pergunta:
"If you like Pina Coladas, and getting caught in the rain.
If you're not into yoga, if you have half-a-brain.
If you like making love at midnight, in the dunes of the cape.
I'm the lady you've looked for, write to me, and escape."


Ele responde:
"Yes, I like Pina Coladas, and getting caught in the rain.
I'm not much into health food, I am into champagne.
I've got to meet you by tomorrow noon, and cut through all this red tape.
At a bar called O'Malley's, where we'll plan our escape."


Resultado final...


domingo, 12 de outubro de 2008

Foi dada a largada...

Pois é... estou na minha primeira empreitada profissional em território internacional! Quem dia, não?

Como estamos falando de mim, as coisas não podiam ser calmas e tranqüilas... A aventura começou ainda no caminho do aeroporto. Acreditem se quiser, o carro do enguiçou no meio da linha amarela! Depois de alguns momentos de tensão e uma boa chupeta (mecânica, gente, mecânica!) consegui chegar no aeroporto.

Já no aeroporto, descobri que meu vôo estava só 3 horas atrasado. Delicinha, né? Ótimo programa pra noite de sexta-feira o saguão de embarque do Galeão. Eu não via a hora de embarcar logo e estrear mais um dos meus personagens.

Abre parênteses – Não tenho paciência de responder aquele questionário do IBGE típico de quando você acaba de conhecer uma pessoa (nome, idade, onde mora, o que faz da vida e blá blá blá), principalmente quando a chance de você rever aquela pessoa na sua vida é nula. Sendo assim, tenho várias personagens que uso nesses momentos. Até hoje nunca fui pega – Fecha parênteses.

O cara que sentou do meu lado na ida apagou e não me deu a chance de desenvolver minha historia, mas na conexão que eu peguei nos EUA a história foi outra. Rá! Meu nome desta vez era Jaqueline e me apresentei com a programadora daqueles canais de áudio do avião. Lá pelas tantas falei de como os aviões com telas de vídeo individuais e os MP3 players estavam acabando com o meu trabalho, mas que nenhum deles tinha o mesmo charme... Modéstia parte dei um show. Meu interlocutor até prometeu a dar mais atenção para estes canais! =P

Bom, não estou nem a 48h nos EUA e já consegui “carimbar” os três maiores clichês brasileiros: Me perguntaram sobre futebol – Viva o Pelé! -, sobre as novelas – o cara que eu conheci ontem está apaixonado por Xica da Silva e ficou indignado de saber que a novela é antiga -, e o famoso “Brasil? Ah! Buenos Aires!” – Mas justiça seja feita, a menina confundiu com Boa Vista, onde, pelo que entendi, ela tem amigos virtuais.

E olha que estamos só no começo!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Marcas do tempo

Quando olho pro meu passaporte e vejo lá o carimbo escrito "visto de trabalho" não consigo parar de pensar que o tempo passa rápido pra caramba!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Turismo doméstico

Sei que vivo reclamando de trabalhar longe de casa, mas se não fosse a distância o Centro da cidade seria um dos meus lugares preferidos.

Depois de 2 semanas distante deste ambiente, hoje fiz uma aparição relâmpago na zona central.
Reuniões feitas, compromissos cumpridos e ainda me restava um tempinho... quando namorava a fachada a Biblioteca Nacional uma simpática moça me abordou dizendo que o tour guiado à biblioteca já estava começando. Não que eu não conhecesse o prédio, mas ouvir a história de um lugar que tem por função guardar histórias é sempre um passeio válido.
Meia hora depois, alma alimentada e sorriso no rosto, peguei meu carro e voltei pra casa.

É por essas e outras que adoro as surpresas do centro da cidade

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Missão Impossível

Comprar produtos simples é uma missão cada vez mais complicada.

A minha saga hoje aconteceu durante a compra de uma escova de dentes. Fui decidida a comprar um modelo bem simples, pois a intenção era tê-la na minha nécessaire, apenas.

Entrei numa dessas enormes drogarias, que mais parecem supermercados e me dirigi à imensa parede que expunha os mais diferentes modelos e marcas de escovas de dentes.

Logo vi o modelo no qual havia pensado antes de sair de casa. Estava escolhendo entre a verde e a Lilás quando vi o modelo ao lado. Só R$1,00 a mais e vinha com “cabeça flexível”. Achei interessante, mas uma chamativa embalagem roubou minha atenção, ela tinha cerdas em 5 diferentes posições garantindo que não sóbria nem um fiapinho de manga nem no mais remoto dos seus dentes.

Já estava ficando um pouco confusa quando vi uma opção com grip no cabo, o que, segundo a embalagem, da mais segurança ao usuário durante a escovação. Prestes a abortar a missão, me aparece uma vendedora da drogaria com um comentário supostamente despretensioso: “Depois de experimentar o limpador de línguas você não vai querer saber de outra coisa”.

Me senti tonta, sufocada, ameaçada! O mundo vai ser dominado por escovas de dentes, pensei na hora! Agarrei meu exemplar do tamanho e cores do que imagino ser uma nave espacial e corri para pagar.

Gastei o triplo do modelo que tinha em mão no início, mas pelo menos, quando as escovas mestre vierem para a Terra, verão que não economizei e poderá ter pena de mim.