Um circo onde o palhaço e o mágico... o equilibrista e o domador... A bailarina e o malabarista... todos são vividos pela mesma pessoa...
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domingo, 3 de maio de 2009
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Verde
Tomada por uma súbita consciência verde, cheguei a conclusão que eu não precisava da segunda via do comprovante que as máquinas de cartão de crédito imprimem.
A 1ª via é a do estabelecimento e, se você prestar atenção, a maquininha sempre pergunta “deseja imprimir segunda via?”. Esse pedacinho de papel colorido só servia pra decorar o fundo das minhas bolsas.
Portanto, tomada pelo orgulho que só fazer o bem pode proporcionar, comecei a encontrar dificuldades em por esta atitude em prática.
As pessoas não estão preparadas para responder “não” a pergunta feita pela maquininha... Ficam nervosas, acham que você está fazendo alguma coisa errada, e imprimem a 2ª via.
Os lugares que eu freqüento rotineiramente já se acostumaram e não estranham mais... mas os outros... É difícil tentar ser verde!
Falando em ser verde, qual o seu impacto no planeta?
Segundo um teste do WWF o um estrago é consideravelmente grande... E nem assim as pessoas me deixam não imprimir a minha via do cartão... depois a culpa do planeta ficar maluco é minha...
A 1ª via é a do estabelecimento e, se você prestar atenção, a maquininha sempre pergunta “deseja imprimir segunda via?”. Esse pedacinho de papel colorido só servia pra decorar o fundo das minhas bolsas.
Portanto, tomada pelo orgulho que só fazer o bem pode proporcionar, comecei a encontrar dificuldades em por esta atitude em prática.
As pessoas não estão preparadas para responder “não” a pergunta feita pela maquininha... Ficam nervosas, acham que você está fazendo alguma coisa errada, e imprimem a 2ª via.
Os lugares que eu freqüento rotineiramente já se acostumaram e não estranham mais... mas os outros... É difícil tentar ser verde!
Falando em ser verde, qual o seu impacto no planeta?
Segundo um teste do WWF o um estrago é consideravelmente grande... E nem assim as pessoas me deixam não imprimir a minha via do cartão... depois a culpa do planeta ficar maluco é minha...
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Na ponta dos dedos
Em relação as minhas amigas eu comecei a fazer a unha tarde. Até começar a trabalhar eu basicamente as fazia para festas e ocasiões especiais.
Quando comecei a fazer parte do mundo que freqüenta a manicure semanalmente não tinha nem o que pensar: unha de cor clarinha e formato arredondado. E nessa fiquei por muuuiito tempo.
Depois de considerável esforço a minha manicure conseguiu me convencer a colocar uma cor escura, eu adorei. Mas do formato eu não abria mão: era redondo e ponto.
Aos poucos eu fui reparando que minha unha estava ficando cada vez mais quadrada... a sacripanta da manicure foi, aos pouquinhos, moldando minha unha até a bichinha ficar quadradinha.
Como dá pra perceber, muita coisa mudou nas minhas unhas, mas nesse tempo todo de uma coisa eu não abri mão: eu não gosto de unhas vermelhas. Nos outros pode até ser, mas pra mim é muito over.
Ouço toda semana a mesma ladainha de que tenho unhas lindas que ficariam ótimas de vermelho... Mas não me dou por vencida. Ou melhor não me dava.
Essa semana cá estou eu com as unhas vermelhas... Mas não pense que eu perdi a batalha com a minha manicure não... eu até deixei ela pintar de vermelho, mas vê só se ela não ta redondinha de novo?
Quando comecei a fazer parte do mundo que freqüenta a manicure semanalmente não tinha nem o que pensar: unha de cor clarinha e formato arredondado. E nessa fiquei por muuuiito tempo.
Depois de considerável esforço a minha manicure conseguiu me convencer a colocar uma cor escura, eu adorei. Mas do formato eu não abria mão: era redondo e ponto.
Aos poucos eu fui reparando que minha unha estava ficando cada vez mais quadrada... a sacripanta da manicure foi, aos pouquinhos, moldando minha unha até a bichinha ficar quadradinha.
Como dá pra perceber, muita coisa mudou nas minhas unhas, mas nesse tempo todo de uma coisa eu não abri mão: eu não gosto de unhas vermelhas. Nos outros pode até ser, mas pra mim é muito over.
Ouço toda semana a mesma ladainha de que tenho unhas lindas que ficariam ótimas de vermelho... Mas não me dou por vencida. Ou melhor não me dava.
Essa semana cá estou eu com as unhas vermelhas... Mas não pense que eu perdi a batalha com a minha manicure não... eu até deixei ela pintar de vermelho, mas vê só se ela não ta redondinha de novo?
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Fase de adaptação
Uma das coisas que mais me atraem no meu trabalho novo (que não é mais tão novo assim) é a possibilidade de freqüentes mudanças. A cada novo projeto uma nova rotina, novas funções, novos objetivos. Até a possibilidade de estar sempre trabalhando com equipes diferentes é legal...
Quer dizer... Nem tanto assim...
Tudo bem que ainda não dei chance pros meus novos coleguinhas, mas pelo papo do almoço de hoje – qual o melhor hotel fazendo para passar férias com os filhos – já deu pra perceber que vou me identificar mais com a minha equpe anterior em que tudo era motivo pra um chopp e uma boas risadas...
Quer dizer... Nem tanto assim...
Tudo bem que ainda não dei chance pros meus novos coleguinhas, mas pelo papo do almoço de hoje – qual o melhor hotel fazendo para passar férias com os filhos – já deu pra perceber que vou me identificar mais com a minha equpe anterior em que tudo era motivo pra um chopp e uma boas risadas...
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Invasão!
Quando cheguei no meu trabalho anterior me puseram pra trabalhar na baia mais ao canto da sala do departamento de produtos. A principio isso só fazia com que eu me sentisse, cada dia mais, uma samambaia. Mas não tardou para eu perceber o potencial daquela localização. Estando eu sentada na ponta era só virar um pouco o meu monitor para a esquerda e, pronto! Eu estava a salvo de todos os olhares de todos os ângulos da empresa. Meu monitor era o mais discreto de todos. Nem meu chefe tinha uma posição tão estratégica. Era acesso fácil e garantido a blogs, orkut, sites de notícias e fofocas sem risco de ser pega de longe.
Já aqui, no meu escritório novo trabalho num andar que tem 512 baias. Isso mesmo, 512. E sabe pra onde o meu monitor fica virado? Pro corredor! Ou seja, qualquer um dos, pelo menos, 512 funcionários que trabalham no mesmo andar que eu podem ver tudo o que está na minha tela.
Se eu estou me sentindo coagida? Uhmm.. Um pouco, eu diria!
To até pensando em perguntar ao senhor grisalho que esta no corredor agora o que ele está achando deste post...
Já aqui, no meu escritório novo trabalho num andar que tem 512 baias. Isso mesmo, 512. E sabe pra onde o meu monitor fica virado? Pro corredor! Ou seja, qualquer um dos, pelo menos, 512 funcionários que trabalham no mesmo andar que eu podem ver tudo o que está na minha tela.
Se eu estou me sentindo coagida? Uhmm.. Um pouco, eu diria!
To até pensando em perguntar ao senhor grisalho que esta no corredor agora o que ele está achando deste post...
domingo, 22 de julho de 2007
Crise de identidade
E hoje na entrada para o vôlei de praia tive o primeiro problema do novo look.
Na minha carteirinha de estudante eu tenho cabelos longos e cacheados e o rapaz que fazia a conferencia na porta demorou a perceber que aquela era a mesma pessoa que hoje tem cabelos curtos e lisos.
Na minha carteirinha de estudante eu tenho cabelos longos e cacheados e o rapaz que fazia a conferencia na porta demorou a perceber que aquela era a mesma pessoa que hoje tem cabelos curtos e lisos.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Mudaças de hábito
Ainda sobre o cabelo novo...
Pequenos acidentes de percurso pós corte radical no cabelo:
1) Erro brutal na quantidade de shampoo
2) Continuas quedas da escova na hora de pentear
3) Dificuldade em prender o cabelo com a piranha (se prender na altura em que eu estava acostumada fica parecendo um espanadorzinho)
4) Perda do famoso movimento de enrolar o cabelo e jogar sobre o ombro direito (fase de adaptação ao novo movimento: por o cabelo atrás da orelha)
E a lista tende a crescer...
Pequenos acidentes de percurso pós corte radical no cabelo:
1) Erro brutal na quantidade de shampoo
2) Continuas quedas da escova na hora de pentear
3) Dificuldade em prender o cabelo com a piranha (se prender na altura em que eu estava acostumada fica parecendo um espanadorzinho)
4) Perda do famoso movimento de enrolar o cabelo e jogar sobre o ombro direito (fase de adaptação ao novo movimento: por o cabelo atrás da orelha)
E a lista tende a crescer...
Atitude
Chega uma hora na vida em que temos que tomar uma atitude radical.
Vemos e somos vistos pelo mundo sempre da mesma forma.
Assim não dá!
Tomei minha atitude!
Cortei o cabelo! =P
Vemos e somos vistos pelo mundo sempre da mesma forma.
Assim não dá!
Tomei minha atitude!
Cortei o cabelo! =P
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Novo visual
Depois das mais recentes mudanças de visual fiquei imaginando uma pessoa que me conheceu, digamos. no primeiro o período da faculdade (1) conversando com outra que me conheceu hoje (2).
2 – Você faz comunicação na PUC?
1 – Faço
2 – Você esta em que período?
1 – Oitavo
2 – Po, eu conheço uma menina que ta no oitavo também. Mile o nome dela.
1 - Claro! Sei quem é. Mile não tem duas. Uma com o cabelão grandão, na cintura, todo encaracolado?
2 – Nem... a Mile que eu conheço tem o cabelo liso e curto... na altura do ombro...
1 – É... pelo visto tem duas Miles sim...2 – Você faz comunicação na PUC?
1 – Faço
2 – Você esta em que período?
1 – Oitavo
2 – Po, eu conheço uma menina que ta no oitavo também. Mile o nome dela.
1 - Claro! Sei quem é. Mile não tem duas. Uma com o cabelão grandão, na cintura, todo encaracolado?
2 – Nem... a Mile que eu conheço tem o cabelo liso e curto... na altura do ombro...
Ei, psiu! Não! Sou eu mesma!
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Lutando pelo desconforto
E finalmente Raquel se viu sozinha na sala. Toda a louça já havia sido recolhida e aquela altura todos os convidados já tinham ido embora. Com a luz acesa, os móveis arrastados e sem os quase 60 amigos que estiveram por lá naquela noite a sala estava fria e vazia, parecia enorme.
Seus pensamentos também. Tentando lutar contra a fina dor de cabeça que parecia se aproximar Raquel resolveu tentar dormir. Já eram 3:30 da manhã quando ela botou a cabeça no travesseiro, nessa hora, como em uma onda, ela foi tomada por dezenas de questionamentos.
Ela nem de longe fazia o tipo de menina dada a celebração de marcos meramente temporais, mas não havia como negar que aqueles 21 anos estavam mexendo com ela. Não pela definitiva maioridade – aquilo em quase nada mudaria sua vida – mas pelas decisões que estavam para serem feitas.
Se via a cada hora mais perto da formatura e a cada minuto mais longe de saber qual caminho seguir. Vivia uma relação e admiração e desprezo para com aqueles seus amigos que sempre souberam qual era a sua vocação. Admiração pois eles desde cedo tinham segurança da escolha poderiam se desenvolver muito mais naquilo; e desprezo pois se sentia capaz de fazer de tudo e não se limitar pra sempre a uma só coisa.
Percebendo que aqueles pensamentos a estavam levando para cada vez mais longe de dormir Raquel resolveu lembrar os momentos divertidos que vivera aquela noite enquanto o sono não chegava. E, de repente viu que por mais importantes que fossem todas aquelas pessoas na sua vida estava na hora de ela anda sozinha, de trilhar seu próprio caminho. Qual? Começou a se perguntar onde estaria em um ano ou dois e a falta de resposta foi minando a sua face sempre confiante e revelando uma menina insegura.
Olhava pro seu trabalho e sabia que muita coisa precisaria mudar pra que ela chegasse mais perto dos seus sonhos mas essas mudanças implicariam em um recomeço. O recomeço a assustava.
Se via ao mesmo tempo tão criança e tão adulta. Seus conceitos e princípios estavam cada vez mais rígidos e se via capaz de julgar pessoas e coisas que jamais imaginara pouco tempo antes. E isso trazia de volta, com toda a força, sua segurança. Era capaz de rir e chorar com muita força, mas raramente fazia qualquer um dos dois. As emoções eram controladas. Seu passado era ao mesmo tempo aliado e inimigo.
As 4:45 da manhã e, agora, com muita dor de cabeça, Raquel resolveu dar um tempo naquela tormenta de dúvidas e botar pra tocar um playlist que seu primo lhe dera de presente. Sabia que seus gostos musicais não eram muito semelhantes mais queria só uma música pra ocupar sua cabeça. Ligou a música e foi deitar. Em menos de 10 minutos seu pai apareceu atônito na porta do quarto de pijama e descabelado perguntando que diabos de música era aquela, àquela altura e àquela hora. Mandou desligar imediatamente e que fosse dormir.
Raquel obedeceu com um sorriso no rosto. Como era confortável ter alguém pra sempre lhe dizer o que fazer. Sabia que era contra essa vida confortável que ela lutava, mas com a dor de cabeça que estava não pensar no que fazer por uns instantes foi ótimo.
Seus pensamentos também. Tentando lutar contra a fina dor de cabeça que parecia se aproximar Raquel resolveu tentar dormir. Já eram 3:30 da manhã quando ela botou a cabeça no travesseiro, nessa hora, como em uma onda, ela foi tomada por dezenas de questionamentos.
Ela nem de longe fazia o tipo de menina dada a celebração de marcos meramente temporais, mas não havia como negar que aqueles 21 anos estavam mexendo com ela. Não pela definitiva maioridade – aquilo em quase nada mudaria sua vida – mas pelas decisões que estavam para serem feitas.
Se via a cada hora mais perto da formatura e a cada minuto mais longe de saber qual caminho seguir. Vivia uma relação e admiração e desprezo para com aqueles seus amigos que sempre souberam qual era a sua vocação. Admiração pois eles desde cedo tinham segurança da escolha poderiam se desenvolver muito mais naquilo; e desprezo pois se sentia capaz de fazer de tudo e não se limitar pra sempre a uma só coisa.
Percebendo que aqueles pensamentos a estavam levando para cada vez mais longe de dormir Raquel resolveu lembrar os momentos divertidos que vivera aquela noite enquanto o sono não chegava. E, de repente viu que por mais importantes que fossem todas aquelas pessoas na sua vida estava na hora de ela anda sozinha, de trilhar seu próprio caminho. Qual? Começou a se perguntar onde estaria em um ano ou dois e a falta de resposta foi minando a sua face sempre confiante e revelando uma menina insegura.
Olhava pro seu trabalho e sabia que muita coisa precisaria mudar pra que ela chegasse mais perto dos seus sonhos mas essas mudanças implicariam em um recomeço. O recomeço a assustava.
Se via ao mesmo tempo tão criança e tão adulta. Seus conceitos e princípios estavam cada vez mais rígidos e se via capaz de julgar pessoas e coisas que jamais imaginara pouco tempo antes. E isso trazia de volta, com toda a força, sua segurança. Era capaz de rir e chorar com muita força, mas raramente fazia qualquer um dos dois. As emoções eram controladas. Seu passado era ao mesmo tempo aliado e inimigo.
As 4:45 da manhã e, agora, com muita dor de cabeça, Raquel resolveu dar um tempo naquela tormenta de dúvidas e botar pra tocar um playlist que seu primo lhe dera de presente. Sabia que seus gostos musicais não eram muito semelhantes mais queria só uma música pra ocupar sua cabeça. Ligou a música e foi deitar. Em menos de 10 minutos seu pai apareceu atônito na porta do quarto de pijama e descabelado perguntando que diabos de música era aquela, àquela altura e àquela hora. Mandou desligar imediatamente e que fosse dormir.
Raquel obedeceu com um sorriso no rosto. Como era confortável ter alguém pra sempre lhe dizer o que fazer. Sabia que era contra essa vida confortável que ela lutava, mas com a dor de cabeça que estava não pensar no que fazer por uns instantes foi ótimo.
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