terça-feira, 15 de setembro de 2009

No queijo

- Puta que pariu! Você é foda mesmo

- O que foi?

- Eu fui ao banheiro e pedi que você a olhasse por 5 minutos. Só 5 minutos. Por que isso é tão difícil?

- Cara, não sei com o que você está tão preocupado. Ela está super na dela hoje, meio depre. Está até falando pouco pra você ter uma idéia. Ela disse que ia dar um pulinho no bar.

- Por acaso o bar fica ali no canto direito?

- Não, fica ali atrás.

- Então o que ele está fazendo lá?

[silêncio]

- Fudeu! Fudeu! Vem comigo!

- O que houve?

- Você não está vendo?

- Não, cara. Tudo que eu to vendo é uma mulher andando sozinha num inferinho.

- Definitivamente você não entende nada... Puta que pariu... Tarde de mais!

- O que?

- Olha pra frente!

[Ela soltava os cabelos com uma naturalidade quase forçada e subia no queijo sem tomar conhecimento das pessoas a sua volta]

- O que a gente faz agora?

- Nada, pra falar a verdade...

- A gente vai deixar ela dançando as... uau! Você viu o que ela fez?

- Você não viu nada ainda.

- ...

- Vamos chegar mais perto

- Opa! Já é!

- Não viaja seu imbecil... É só para não deixar nenhum engraçadinho tomar liberdade com ela.

- Claro, po! Não é a prim... Você viu o que ela fez com o quadril? Foi mal! Não é a primeira vez que ela faz isso?

- Não. Sair com ela em estados de ânimo extremos é sempre arriscado.

.

.

.

- Por que vocês estão com essas caras?

- A gente não ta com cara nenhuma! Vamos embora?

- Mas já?

- Não era você que estava cansada e nem queria ter saído hoje?

- Ah, mas agora to me sentindo bem melhor... Ainda ta cedo, só mais uma horinha vai?

- Me promete que só vai dançar no canto esquerdo da pista e no nível do chão?

- Prometo.

- Então ta bom, só mais uma hora.

- Te adoro!

- Você esteve ótima lá em cima!

- Obrigada... vem dançar comigo... No canto esquerdo...

- Sua boba... vamos!

[A dança em questão durou bem mais que uma hora]

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Senhora inconveniente

Uma das minhas avós é uma jovem senhora de 80 anos (se ela souber que revelei a idade serei uma neta morta!). Ela é uma pessoa extremamente ativa, faz cursos, atividade física diária e um enorme grupo de amigas igualmente senhoras.

Tem o grupo da aula de campo, o grupo do pilates, o grupo das administradoras do asilo, o grupo do Instituto de Educação (porque professora que se preze, na época dela, se formava no IE).

Um destes grupinhos é formado por 5 mulheres. A mais nova tem 73 anos e a mais velha 82. Ela costumam se reunir semanalmente para um chá ou um lanche em algum lugar da cidade. Porém, uma das amiguinhas passou por uma operação recentemente e o lanche da semana foi transferido pra casa dela. Ela preparou a, segundo ela, mundialmente famosa canjiquinha.

Neste dia a noite passei na casa da minha vó para um visitinha. Ela estava feliz me contando do lanche quando soltou a frase “ai nós 4 falamos que...”

- Como assim nós 4, Vó? Vocês não são 5?
- A Eulália não foi.
- Por que? Está tudo bem com a Tia Eulália.
- Está tudo bem com ela sim. Ela não foi porque nós não convidamos.
- Meu Deus, Vó! O que houve para vocês terem deixado a Eulália de fora da canjiquinha?
- Ela está muito inconveniente.
- ...?
- É, com os assuntos dela...
- ...?
- Ela disse que o marido estava parecendo velho de mais e obrigou ele a pintar o cabelo!
- (segurando o riso) Sério? Ah, vó... cada velho com a sua mania... deixa a Eulália.
- Mas não é só isso.
- Não?
- Não... a última é que ela levou o marido pra tomar umas injeções para voltar a ter ereções pois ela disse que ainda não está morta. Ve se agente vai ficar ouvindo absurdos como esse.

Pois é... quem ficou com vontade de chamar a tia Eulália pra uma canjiquinha fui eu. Imagina as histórias que ela não teria pra contar! Essas velhinhas tão que tão!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ainda sobre amigas de longa data

É engraçado ver com as coisas mudam com o tempo.
Uma grande amiga minha retornou ao país depois de uma longa temporada trabalhando fora. Obviamente ela não tinha mais o seu celular e, consequentemente, não tinha mais o telefone de ninguém.
Certo dia minha mãe me deu o recado que essa amiga tinha legado lá pra casa. Na mesma hora peguei o telefone e liguei pra casa dela.

E foi aí que eu me toquei... Eu não sei o de cor o telefone de mais ninguém. Sei o celular dos meus pais, do meu irmão e de umas 3 amigas... sei também o número do meu escritório, da minha madrinha e da casa dos meus avós.
Tenho amigas super próximas, pra quem ligo mais de uma vez por semana, que eu não faço idéia do número. Pra que decorar uma sequencia de 8 números se pressionando o 7 meu celular liga automaticamente pra ela?
E assim é com todos os telefones hoje em dia... sem a agenda do meu celular eu não sou ninguém.

Mas eu conheço a amiga do início da história há mais de 10 anos. Portanto eu ainda ligava pra casa das pessoas e o celular ainda não estava enraizado como hoje. Sendo assim, mesmo sem saber, eu ainda sabia o telefone da casa dela da mesma forma que ela sabia o da minha.

Parei pra pensar nos telefones de amigos que sei de cor e me divertir ao notar que muitos deles tinham apenas 7 números! Amigos de primário, de quando ligávamos pra casa uns dos outros e as mães analisam o quão educado era o amiguinho pela forma como ele a cumprimentava e pedia para te chamar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Amigas e regras

Não sei se isso é algo que acontece com todas as meninas, mas com o meu grupinho de amigas de colégio foi assim.

Quando chegou à época em que começamos a ficar e namorar algumas regras foram estabelecidas. Regras como:

  • ex de amiga é proibido
  • se uma amiga já tiver ficado com o carinha é necessário o consentimento dela para que você possa ficar com ele (não importa quanto tempo já tenha passado)

O tempo passou, os anos de escola ficaram bem pra trás, mas como algumas das amigas são as mesmas daquela época vira e mexe relembramos das regras.

Na verdade acho que todas nós, em algum momento, quebramos alguma das regras. Acho que faz parte, né... afinal dizem que é pra isso mesmo que se criam regras.

Até este fim de semana acho que apenas umas das regras continuava absoluta e intocada, era a regra que dizia clara e explicitamente: “Irmão de amiga é material fora do mercado”. Primos são negociáveis, mas irmãos não.

É, como eu disse, até esse fim de semana.

Sabe, essa é uma das minhas alegrias de ter amigas de tanto tempo. No meio da noite quando nos tocamos que a única regra que restava estava sendo quebrada, começamos a rir sem precisar trocar uma única palavra.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Vai lá... Continua esperando

Na verdade eu não sei se essa música é o que eu queria dizer pra ele ou se é o que eu preciso ficar repetindo pra mim mesma...



Wait – by Get Set Go

Wait, wait for the dawn my dear
Wait till the sun gets here
And you will wait too long
he will be gone

Wait, wait till the sun shines through
Wait till the sky is blue
And you will wait too long
he will be gone, he will be gone

Ooh, he will be gone
Ooh, he will be gone

Wait, wait till the signs are right
Wait till the perfect time
And you will wait too long
he will be gone, he will be gone

Ooh, he will be gone
Ooh, he will be gone

La la la la la ...

Wait till you don't doubt no more
Wait till you know for sure
And you will wait too long
he will be gone...


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Step by step

Queria aprender a ser menos ansiosa.

Fantasiar menos, por menos a carroça na frente dos bois.

Queria aprender a viver aquele tal “um dia de cada vez” way of life.

Ser assim, afobada, me sufoca e ás vezes tira o charme das coisas, o gostinho de cada etapa.

Borboletas

Adoro aquela sensação de chegar em casa de noite, depois de um cineminha com ele, botar a música a meia altura, deitar na cama e ficar esperando o coração desacelerar pra conseguir dormir...

Melhor ainda quando, no meio deste processo, o seu telefone apita uma mensagem dele.

Ai, ai... como são gostosas essas tais borboletas no estomago... Fazem até uma segunda feira parecer legal e promissora.