domingo, 28 de outubro de 2007

Coisas que eu sei

Eu quero ficar perto de tudo o que eu acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio-relógio mostra o tempo errado... aperte o ‘Play’

Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo tá fechado pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa... é a minha lei

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais... depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar... eu já comprei

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando to a fim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia... Agora eu sei

(Danni Carlos)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Riscos

Acabo de fazer uma coisa meio perigosa...

Justamente no dia em que fiquei em casa o dia todo, com o barulinho de chuva incessante na minha janela chega uma encomenda que havia comprado pela Internet: o combo “Antes de amanhecer” + “Antes do pôr-do-sol”. E o que eu fiz? Assisti aos dois em seqüência! Sim! Em plena quarta-feira chuvosa eu cometi este ato quase insano.
Até o momento acho que estou sobrevivendo, mas é incrível como esses filmes mexem comigo.
E vai... tem cena mais bonitinha que os dois na cabine da loja de LPs em Viena, no primeiro filme?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Preocupação

Eu fico preocupada quando pego a lista “top 25 most played” do meu iPod e vejo que a 1ª colocação isolada ainda pertence a música tema da minha última fossa...

Escolhas difíceis

E conforme a formatura vai se aproximando decisões difíceis vão sendo tomadas.

A, talvez, mais difícil delas eu já decidi: o vestido. Aquela roupa que você vai, pra sempre, ver e rever nas fotos, vídeo, e pensamento. Não pode ser apenas mais um vestido. Tem que ser lindo. Tem que te deixar linda. Não pode ter ninguém com um modelo parecido. São muitas variáveis que influem! Mas eu, com 3 meses de antecedência comprei o meu! Agora é fechar a boca e não engordar mais nenhuma grama até lá!!

Agora, outras decisões difíceis vêm me perturbando. Tenho 10 dias pra decidir qual música eu quero que toque enquanto recebo meu canudo e quais fotos eu quero que sejam projetadas.

A foto de criança até que foi fácil de decidir... Mas em relação a foto atual... não tenho a mais vaga idéia de qual mandar! Nessas horas eu fico pensando que eu podia ser uma pessoa só um pouquinho mais séria. Sabe o que é não ter nenhuma foto direita? Em todas estou fazendo careta, estou com a língua de fora, com o cabelo desgrenhado ou então, só provando que não sou fotogênica, mesmo.

Já a dificuldade em relação a música é outra. A música pode representar muitas coisas. Pode ser “minha música preferida”, pode ser uma música que tenha marcado esses últimos 4 anos, pode ter um trecho da letra representativo, pode ser uma música para homenagear meus pais... Já pensei em tantas opções e acho que no final vou ficar mesmo com a minha primeira opção...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Pra pensar

Comercial extremamente simples e altamente eficiente.



É pra pensar, não?

Quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Forças e franquezas

Porque é muito importante uma pessoas saber os lugares aos quais pertence ou não.
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..5 situações em que me sinto totalmente à vontade:
.....1) Numa pista de dança
.....2)
Dentro de um abraço sincero
.....3) Com uma criança no colo
.....4) Ao lado do meu irmão
.....5) Durante um amasso

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..5 situações que me são extremamente desconfortáveis:
.....1) Pessoas (não amigos) chorando
.....2) Sapatos apertados
.....3) Fazer apresentações de Power Point
.....4) Não estar segura das intenções de alguém
.....5) Vender uma idéia que não comprei

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E acredite, isso diz muito sobre mim.

Fecha os olhos e pula!

Dizem que isso acontece com a maioria das pessoas e agora, mais uma vez, está acontecendo comigo.
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Tem uma coisa que eu quero muito e, agora que está pra acontecer, eu tenho dúvidas se vale a pena mesmo deixar sair do “reino da fantasia”...
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É que é tão bom quando fico imaginando que não quero correr o risco do real ser pior... Mas a bem da verdade é que só a possibilidade de ser tão bom quanto imagino já faz valer a pena arriscar.

A boa filha a casa torna

Opa!
Isso aqui ainda existe?
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Que beleza... Não só existe como ainda está aqui, do jeitinho que eu deixei!
Ah, se tudo na vida fosse assim, né? Se você pudesse se desligar de qualquer coisa por umas duas semanas e ter a certeza que elas ficariam lá paradinhas, esperando por você.
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Mas as “férias” do mundo virtual foram boas. Intensas e boas. Quer combinação mais excitante que pessoas interessantes e bons livros?
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E, como “a” pessoa eu não posso postar aqui, colocarei, em breve, uns trechos de “Antonio”, livro sensacional que andei lendo nos últimos dias!

domingo, 30 de setembro de 2007

Promessa futura

Cada vez que ouço meus amigos contando algumas histórias sobre seus chefes fico pensando em como, até hoje, venho tendo sorte nesse aspecto.
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Uns bem mais velhos, outros praticamente da minha idade, com todos eu tive excelentes relações pessoais e profissionais...
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Quando eu vier a ter meus subalternos, se eu não for a chefe mais legal do mundo, por favor, me lembrem disso!!!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Comprinhas

Sei que vivo me queixando de trabalhar no Centro da Cidade. É longe de casa, eu pego muito transito, é muito quente e milhões de outras coisinhas...
Mas, como tudo na vida, também tem suas compensações...
Hoje quando ia descer para o almoço peguei, como de costume, só o meu vale refeição... respondendo a um estímulo de última hora, quando já estava quase no elevador voltei e botei R$5,00 no bolso.
Providenciais esses R$5,00!
Você deve estar se perguntando o que dá pra fazer com tão pouco dinheiro, né? Realmente, na Barra ou na Zona Sul não da pra fazer nada mas eu trabalho no centro...

Listinha de compras da hora do almoço:
- 3 tridents (na promoção 3 por R$2,00)
- 2 Halls (na promoção 2 por R$1,00)
- 2 piranhas de cabelo pretas (R$0,50 cada)
- 1 cartela com 12 tic-tacs de cabelo (R$1,00)

Foram ou não foram verdadeiras pechinchas?!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Incomodo

Eu estou com medo. Assustada.
Que nem criança que se perdeu dos pais em sábado de shopping cheio.
É medo de apertar forte o coração e querer correr do ponto de conforto que, de uns tempos pra cá, tem atrapalhado mais do que ajudado.
Tem horas que a mão começa a suar e eu desconfio que qualquer pessoa seria capaz de perceber que estou a um passo da paralisação.
Fui criança sem medo de escuro, de altura ou de bicho papão. Desde que me entendo por gente sonho. Dormindo ou acordada eu sonho. Agora “estou grande”. Grande e com medo. Medo inclusive de sonhar.
Por que os sonhos agora não são mais meros devaneios descompromissados. Cada sonho que eu sonhar e não realizar apenas poderei culpar a mim mesma.
É como se eu estivesse esperando na de fora por muito tempo e agora estivesse com medo de perder logo no primeiro jogo.
Sabe ganhar um carro antes de aprender a dirigir? Pra todo mundo pode parecer o máximo mas pra você não serve de nada...

domingo, 23 de setembro de 2007

Meu país - Zé Ramalho

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
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Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país
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Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país
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Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país
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Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país
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Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
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Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país
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Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

"Eu te amo"

O texto de hoje foi tirado de um blog que leio de vez em quando...
Resolvi postá-lo aqui por que, de uma forma ou de outra, ele conseguiu traduzir um pouco da aflição que eu sinto pela forma como os relacionamentos são construidos hoje um dia...
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"Voltei do trabalho escutando Cascadura. Nos versos de “Gigante”, Fabio canta que “não se pode ter tudo o que se quer / Grana fácil, o amor de uma mulher”. Pois é, o tal do “ter alguém”. Ter alguém é fácil. “Alguém” está sempre disponível. Você encontra “alguém” em qualquer lugar ponde você passe. Difícil, para muita gente, é saber o que fazer com esse alguém. Deixemos as piadinhas obviamente sexualizadas de lado e continuemos no tema da canção. Sabe como é, “o amor de uma mulher” (ou de um homem).O que é o amor? Uma figura de linguagem? Uma falha de tradução? Uma palavra com duas vogais, duas consoantes e dois idiotas, como já se disse por aí? Nada mais supervalorizado, idealizado e endeusado que o amor. Não à toa, as religiões se baseiam em amar, e garantem que Deus ama além de nossa compreensão, e por isso mesmo não entenderemos e devemos nos sentir gratos por isso, vivendo em função dele.Essa é a parte que não entendo e que me foi atingida pela canção. Toda a literatura que envolve o amor diz que ele é gratuito, não é? Portanto, ele vem de graça e – se há reciprocidade – volta de graça. Ele implica em viver e deixar viver, em se entregar e saber abandonar. É uma arte difícil, rara, e por isso mesmo sempre me soa estranho quando o “você não sabe o quanto amo alguém” vem sempre acompanhado de uma lista de tudo pelo que a pessoa passou “em nome do amor”. Oh, como é belo sofrer em nome do amor! Como nos faz grandiosos! E como usamos isso querendo ser reconhecidos pelo amor dispensado...Também me soa estranho quando uma frase de três palavrinhas e um erro prévio de concordância, a famosa “eu te amo”, vem subliminarmente acompanhada de um contrato de exclusividade, de uma sentença do tipo “agora ficou sério” ou “vai ter coragem de terminar com quem te ama?” O tal do amor, não se contentando em ser moeda de reconhecimento, agora vira bilhete de chantagem.Às vezes vira peça de barganha também: “troquei tudo pelo seu amor”,É engraçado que, quando nos referimos a trabalho, arte ou outra coisa qualquer, dizemos que “adoramos” a coisa. É um verbo com significado muito mais pesado e intenso, cuja força tratamos de diminuir pela repetição e aí diminuímos o comprometimento. Quer dizer, você adora o seu trabalho, mas troca por outro que lhe ofereça melhor proposta sem muita dor de cabeça. Você adora Beatles, porém Paul e Ringo não vão pensar em se matar se você começar a preferir os Rolling Stones. Por mais que você ame futebol, o Ronaldinho Gaúcho não vai fazer chantagem emocional contigo nem jogar sacrifícios que ele fez em campo na sua cara, mesmo que você desligue o televisor na hora dos jogos e não freqüente mais estádios. Enfim, tiramos o amor dessas coisas e deixamo-lo exclusivo para as pessoas. E elas têm que assumir a mesma exclusividade e compromisso para conosco, senão, de que vale o amor?Não estou escrevendo isso como desculpa para o tal do “relacionamento aberto”, até porque seria muito tolo se eu negasse que as pessoas (todas as pessoas) geram alguma espécie de expectativa em relação àqueles com quem se relacionam, seja em nível pessoal, profissional, festivo, etc. Até para a putaria você forma expectativas: você espera que a f*** seja boa, senão, por que estaria ali na gandaia com alguém que acabou de encontrar? E expectativas, sabemos todos, podem ser superadas ou frustradas. Esse não é o ponto.O “ponto” é justamente o amor como meio de chantagem, o amor como moeda que garante a posse, o amor que tiraniza e lhe prende a uma realidade que você, muitas vezes, não escolheu. O amor que está ali, alimentando a paixão do ciúme e a volúpia da exclusividade assumida – não à toa, usa-se mais o termo “conquista” que “sedução”.Eu aceito ser seduzido. É terrivelmente lisonjeador, sexy e apalermante ser seduzido. Dá um misto de entusiasmo e impotência. Mas odiaria ser “conquistado”. Odiaria que me julgassem pela minha dedicação ao meu “amor”, que se apiedassem de mim por um amor não-correspondido, que vissem as manifestações desse tipo de amor como uma virtude. Não é. É um vício, um laivo de crueldade, um jorro de tirania e jogo de culpas.Nesse aspecto eu, definitivamente, não amo ninguém. Nem a mim mesmo. Mas se você quiser conversar sobre solidariedade, respeito e confiança, ou outras coisas que realmente isentam de egoísmo o coração, é só chegar e puxar a cadeira."