quinta-feira, 5 de março de 2009

Carnaval I

Pois é... ainda não escrevi nada sobre o meu carnaval.

Eu estava com a viagem decidida 8 meses antes e mal comentei isso aqui. Estranho, né?

Enfim, eu passei o carnaval em Salvador!

(Pausa para que a informação seja digerida)

Mesmo nunca curtido de axé, tendo ido a apenas duas micaretas na vida, mesmo sabendo que me custaria uma fortuna e que talvez eu passasse alguns perrengues, eu resolvi ir.

É uma das festas mais famosas do Brasil. Tenho amigos que vão todo ano há 10 anos e amam, enfim... queria tirar a prova com os  meus próprios olhos.

Escolher os blocos e camarotes foi o mais fácil (tirando a dor do preço salgado, é claro), o problema veio depois. Descobri que existe um enorme preconceito com o carnaval de Salvador. Mais! Descobri que eu era cheia de preconceitos em relação ao carnaval de Salvador.

Na minha cabeça o carnaval de era coisa de “perdido(a)”. De gente que ficava bêbada o dia inteiro e beijava qualquer ser andante que passe pela frente. Coisa de gentevazia”, que ficava 4 horas andando atrás de uma gigante caixa de som com rodas cantando “Eeeee oooooo”.

Logo eu! Que sempre tive minha imagem associada ao oposto de tudo isso. Avessa a pegação, a menina dos livros, dos filmes, do humor sarcástico, que criticava como as pessoas eram capazes de pagar R$70 numa micareta... Pois é... mas ninguém é uma coisa . Também curto me divertir com as minhas amigas, perder a linha de vez em quando... e sem maiores justificativas, estava curiosa pra conhecer a festa e ponto final.

começou a vir a reação das pessoas... Alguns amigos disseram que eu era louca, que não entendiam o que eu estava indo fazer . Algumas outras pessoas diziam apenasnossa... Salvador... você... nunca imaginei”. Em outros ambientes quando o assunto surgia, não sei se era paranóia da minha cabeça, mas depois do destino do carnaval ser revelado eu sentia que o interlocutor passava a me ver imediatamente como uma periguete. Minha nova chefe quando, na véspera do carnaval, ficou sabendo que eu ia pra chegou a dizernossa, não sabia que você era dessas”. Como assim dessas?!?! Pois é, mas foi o que ela falou. Fora a infinita quantidade de vezes que eu mesma evitei o assunto.

Pois sim, eu fui pra Salvador. Eu gostei do Carnaval de Salvador! Eu me diverti demais correndo atrás daquelas caixas de som gigantes e com rodas.

Foi um dos carnavais mais sóbrios da minha vida, afinal beber tem como reação direta ir ao banheiro, e essa não era uma opção. Então a quantidade de álcool ingerida era diretamente proporcional a minha capacidade de elimina-lo através do suor. Quanto a pegação, é mais difícil se livrar de um cara na night do Rio do que de alguém dentro do trio. A razão é simples. Se você não beijou, a do lado vai beijar. Ou seja, os caras não perdem tempo contigo. Os perrengues de assalto, desorganização, e tumulto que fui esperando encontrar ficaram apenas na minha cabeça. Comigo não aconteceu nada! foi 100%.

Saí de impressionada. Positivamente impressionada.

Não virei axezeira, micarateira, do Durval ou colei uma patinha de camaleão no meu carro. Mesmo assim adorei.

O preconceito dos outros eu não posso mudar, mas quanto a mim... Menos um. Graças a Deus!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Novos passos

A minha vida mudou bastante nas últimas semanas.
Como trabalho em uma empresa de consultoria, de tempos em tempos minha rotina de trabalho muda totalmente. Meu novo projeto mudou um pouco mais do que os anteriores vinham fazendo. Agora, eu mudei de cidade. Diretamente do Rio para uma cidade do interior.

Acho que eu demorei a escrever sobre o assunto porque ainda estava (estou?) na fase de montanha russa sentimental em relação a isso. Ora adorando, ora não gostando tanto assim.

Começa pela viagem em si. Três horas no ônibus é cansativo! Na ida ainda é tranqüilo. Saio de casa tão cedo pra pegar o ônibus que ainda estou meio grogue durante a viagem. Mas na sexta o bicho pega. Saio de “Mato” no meio da tarde, com aquele solzão na cara e sabendo que quando chegar na rodoviária ainda enfrentarei o trânsito até em casa

O “Matoem que estou morando cresceu muito nos últimos anos por conta do petróleo e é engraçado ver como alma de cidade pequena vai tentando se esticar pra virar cidade grande. O ônibus da empresa que nos busca no hotel nos deixa no escritório antes das 8 da manhã, em compensação às 17h estou sentada rumando de volta para o Hotel. Coisa de cidade pequena. Em compensação, durante um passeio no calçadão você ouve pelo menos duas línguas diferentes da sua. Coisa de cidade grande.

 

Se fosse no Rio essa seria minha rotina dos sonhos... imagina, estar em casa todos os dias às 17:30h. Mas aqui é tempo livre demais.

 

Para não ficar enchendo minha cabeça de bsteiras, me inscrevi numa academia de dança, ando quase todos os dias no calçadão (justo eu que sempre morei em frente a praia tive que vir pra tão longe pra fazer isso!), vou à padaria ou à farmácia sempre pelo caminho mais comprido... Quando não estou com paciência para exercícios sento numa das pedras (a praia aqui é cheia delas) e vejo o dia se apagar aos poucos... O por do sol daqui é charmoso.

Sempre quis morar sozinha, sempre fiz muitas coisas sozinhas... não sou do tipo de pessoa que precisa de companhia pra tudo… A única diferença é que no Rio, na maioria das vezes, fazia isso por opção e aqui por falta dela.

 

Tem dias que é uma delícia chegar no quarto do hotel e me esparramar naquela cama king size e ficar vendo seriados e mais seriados, lendo livros, escrevendo minhas abobrinhas. Outros dias, acho a cama grande demais, ligo pra casa e peço pro meu irmão ou um amigo me contar sobre seu dia.

 

Tenho tempo pra pensar que estou acima do peso, se o carinha que eu queria não me ligou no fim de semana, que eu prometi pra minha mãe resolver um problema no cartório e não fui, que vejo meus avós menos do que eu deveria.

 

Mas é ótimo ter tempo pra fazer o que eu quero, no meu tempo, sem dar satisfação ou ouvir reclamação. Chorar e rir, ficar ou sair, dormir cedo ou vira noites seguidas...

 

Tempo de escrever posts e e-mails enormes (uns necessários, outros nem tanto). Tempo de planejar um milhão de roteiros de férias diferentes (os pins coloridos do google earth que o digam!)... e de nutrir uma vontade cada vez maior de aproveitar o fim de semana.

 

Esta sendo uma experiência rica, pelo menos disso eu não tenho dúvidas...

domingo, 1 de março de 2009

Pequenas realizações

Chame isso de feminismo enrustido, complexo Freudiano, arquétipo Junguiano... Mas poucas coisas me dão tanto prazer quanto rapelar uma mesa de poker composta unicamente por homens.

Se forem os homens que me ensinaram a jogar poker então...

Se eu estiver naquele ponto “altinho” por conta de cerveja gelada então...

Acho que é assim que se deve terminar o carnaval e, consequentemente, começarum ano! O ano!