terça-feira, 20 de março de 2007

Morte e Chocolate

Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que eu vejo as coisas.
Ou pelo menos, é o que tento.

. EIS UM PEQUENO FATO .
Você vai morrer
Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus pretestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não peça pra ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.
. REAÇÃO AO FATO SUPRACITADO .
Isso preocupa você?
Insisto - não tenho medo.
Sou tudo, menos injusta.
- É claro, uma apresentação.
Um começo.
Onde estão meus bons modos?
Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis (...)
Um pequeno trecho inicial de "A menina que roubava livros" de Makus Zusak.
Como não se identificar de cara com um livro que começa assim?!

segunda-feira, 19 de março de 2007

Subjuntivo perfeito

Hoje, depois de passado um certo tempo, eu fico pensando como teria sido se naquele dia eu tivesse agido diferente. É como em um jogo de xadrez em que você sabe exatamente qual foi o movimento errado sem, necessariamente saber qual seria o certo.
Eu era tão cega... me achava superior a tudo e a quase todos. Aquela minha pose toda pode ter sido ao mesmo tempo o que te atraiu e o que fez você abrir mão.
Porque eu não acho que você desistiu... só as nossas regras ainda não estavam estabelecidas... e como nossos mundos são tão distantes as regras na época me pareciam essenciais. Ao mesmo tempo era esse jogo sem regras o mais gostoso.
Realmente teria sido difícil. Só não deu tempo.
É difícil imaginar que eu agi daquela forma. Hoje me parece tão absurdo.
Novamente a maior qualidade foi também o maior defeito. Somos tão diferentes que eu não precisava fingir em absolutamente nada. Pra fazer qualquer tipo de teatro seria preciso inventar tanto que foi mais fácil ser eu mesma. Só que ser “eu” naquela época significava ser egoísta.
É estranho eu não me arrepender. Mesmo tendo curiosidade de saber como teria sido reconheço que esse jeito foi melhor.

domingo, 18 de março de 2007

Another St. Patrick's day...

Ontem, mais um 17 de março em que eu estava no lugar errado...Espero em poucos anos recuperar este erro geográfico fatal.


sábado, 17 de março de 2007

O mundo

Lógico que nossos pais são responsáveis por grande parte de quem nos tornamos quando adultos. São eles que nos ensinam o que respeito, moral, princípios. Serei eternamente grata aos meus pais por eu ser quem eu sou...
Rio de Janeiro, 15 de março de 2007.

Pai,
Queria te agradecer por me dar o mundo!
O mundo na forma de letras, que formam palavras, que me ajudam a formar sonhos...
Desde os contos de infância aos romances de hoje em dia... Esta sua influencia ajuda a fazer de mim quem eu sou. Mais. Me da a oportunidade de escolher quem eu quero ser.
A velha e maravilhosa viagem sem sair do lugar.
Sejam nas páginas dos livros ou na sola dos meus sapatos jamais serei capaz de agradecer o mundo que você me oferece.
Te amo muito,
J.
Rio de Janeiro, 15 de Março de 2007 (duas horas depois)
Querida Filha: Completa hoje exatamente a idade que Cristo tinha ao sercrucificado
que comecei a namorar uma linda menina, que havia dois mesescompletara seus quinze aninhos.
Ela me brindou com meus mais preciosos bens, um casal defilhos.
Que recompensa maior do que ler (e constatar diariamente!) amensagem que venho de receber.
Somos úteis ao encaminhar. Explodimos de orgulho noreconhecimento.
Devia ir prá casa, saborear.
Sortudo será aquele que compartilhá-la, o que a felicidade osbrinde também com frutos maravilhosos.
Milhões de beijos,
Do teu paizinho.

quinta-feira, 15 de março de 2007

What do you know?

Desde que conheci a Wikipedia, se não me engano em 2004, me tornei uma semi adicta...
Várias vezes, em momentos de tédio, me perdi por lá... Durante meu período de afirmação como uma quase nerd ela me ajudou bastante tb...
Até ajudei em um projeto que implementou uma WIKI dentro da empresa em que eu trabalhava...

Mas foi só esta semana que eu descobri o que significa Wiki...

What
I
K
now
Is

E não é que faz todo sentido?!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Academia pra que?!

Por que eu ira pra academia quando meu trabalho me proporciona uma aula intensiva de step em pleno expediente?

Yeah, baby! Hoje rolou uma simulação de incêncio aqui na Torre... Só 36 andares de escada... tranquilo, né?

O Mais legal de tudo foi o calor bizarro que fazia na escada... teve até gente abrindo a camisa... Tssss, sem noção!

O único detalhe é que, se em um dia de incêndio as pessoas descerem a escada naquela calma de hoje eu virava churrasquinho antes de passar do 20° andar!

terça-feira, 13 de março de 2007

Nerd? Geek? Não... normal!

Eu continuo sem saber de onde viemos e pra onde vamos, mas este vídeo mostra bem onde estamos!

Aos preguiçosos que vão achar o vídeo grande demais eu peço uma chance! Realmente vale à pena. Metade dos meus trabalhos da faculdade este período estão aí...

Quem não conhece um Rafinha?! E se você está aqui, quem vai dizer que você não é um Rafinha!?

E depois dizem que eu sou nerd... =P

segunda-feira, 12 de março de 2007

Entre páginas e sonhos...


Porque é assim que eu pretendo passar meus próximos dias...
Imersa nos novos livros que meu pai me deu...
Um melhor que o outro, não sei nem por qual começar...

Manifesto contra a popularização de "Cabide"


A trilha sonora de “Paraíso Tropical” está ótima... pelo menos até agora, nada a reclamar...

Quer dizer...tenho sim!

Tenho ódio mortal de quando uma música que é “minha” e felizmente desconhecida vai parar no horário nobre da globo...

Não quero nem ver quando ela começar a tocar nas rádios, ser assobiada nos elevadores ou então ter sua letra trocada... acho que eu vou morrer...

Cabide

(Mart'nália)

Se eu fingir e sair por ai na noitada, me acabando de rir

Se eu disser que não ligo e não ligo, que fico...

Que so vou aprontar

E que eu sambo direitinho, assim bem miudinho, cê não sabe acompanhar

Vou arrancar sua saia e por no meu cabide so pra pendurar

Quero ver se você tem atitude e se vai encarar

Se eu sumir dos lugares, dos bares, esquinas e ninguem me encontrar

E se me virem sambando ate de madrugada e você for ate la

E que eu sambo direitinho, assim bem miudinho, cê não sabe acompanhar

Vou arrancar tua blusa e por no meu cabide so pra pendurar

Quero ver se você tem atitude e se vai encarar

Chega de fazer fumaça, de contar vantagem, quero ver chegar junto pra me juntar

Me fazer sentir mais viva, me apertar o corpo e a amlma me fazendo suar

Quero beijos sem treguas, quero sete mil leguas sem descansar

Quero ver se você tem atitude e se vai encarar

Se eu fingir e sair por ai na noitada, me acabando de rir

Se eu disser que não ligo e não ligo, que fico...

Que so vou aprontar

E que eu mando direitinho, assim bem miudinho, sei que você vai gostar

Vou arrancar tua blusa e por no meu cabide so pra pendurar

Quero ver se você tem atitude e se vai encarar

Quero ver se você tem atitude e se vai encarar

Quero ver se você tem atitude e se vai encarar


A prova de que essa é a minha música feliz... é a primeira da lista!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Enquanto isso na fila...


Ontem, debaixo de um sol de 37°C fui fazer companhia a uma amiga que ainda não tinha comprado ingressos pra final entre Flamengo e Madureira.

Estávamos na fila conversando quando o celular do cara atrás da gente, que até então eu só desconfiava ser um cambista, toca (era um sujeito baixinho, parrudo, com um boné verde limão e um fichário de couro na mão). O diálogo que se seguiu oi mais ou menos assim:

Cambista: Fala, cara. Eu já te disse que eu to com a minha equipe em campo. Tem um em cada ponto de venda. Nós já temos 70 convites, quero ver quantos mais arrumamos hoje.
(o cara do outro lado da linha deve ter pedido convites ou algo do gênero)
Cambista: Você ta maluco? Eu já falei com os meus clientes, já estou até com over booking pra esse jogo. Quem não chegar até às 20:30 não tem ingresso garantido.


Fala sério! A que ponto chegamos...
1° - o cara tem uma equipe
2° - Ele tem uma cartela de clientes
3° - cambista hoje em dia faz over booking!!!

Desapego

Todo relacionamento que vai deixa alguns pedaços... ou são roupas que foram esquecidas na casa do outro, outras vezes CDs... No meu caso era um projeto. Desde que colocamos um ponto final na coisa, um ano atrás, eu estava com este projeto em casa.

Na época minha primeira intenção foi por o projeto em um envelope e deixar na casa dele. Queria me ver livre daquilo. Mas as coisas não são tão cartesianas assim. Aquele punhado de papel era o “único” elo entre a gente. Acabei decidindo guardá-lo... Cabeça de mulher é um problema... sabe como é, aquela ilusão de ter uma desculpa oficial para, quem sabe, um outro encontro.

O tempo passou e o tal encontro nunca aconteceu... mas toda vez que eu abria o porta-luvas lá estava o tal envelope. No início ele me incomodava, confesso. Mas de uns tempos pra cá ele tinha sido rebaixado (ou promovido?) a simples objeto de decoração. Mas não tinha como negar: o tal último elo andava diariamente do meu lado.

Até que, hoje, eu fiz um percurso diferente do usual para ir pro trabalho... quando olho pro lado, lá esta a rua dele. Abro o porta luvas e o envelope também está lá. Não pensei duas vezes. Saltei do carro, deixei o envelope como estava na portaria... meio amassado, com as orelhas viradas. Ele estava datado de 13/03/06!!! Não sei nem se dentro do envelope existia algum bilhetinho escrito na época... simplesmente deixei com o porteiro.

Nossa. Chega a ser difícil explicar o que eu senti depois... me senti mais livre. Como se eu não tivesse mais que me convencer que eu superei a história toda. O elo se foi. Pronto. That’s it.

terça-feira, 6 de março de 2007

Onde você congelaria sua vida?

Aulas chatas e trânsito são os melhores lugares do mundo pra pensar no que não deve... É incrível, foi só recomeçarem as aulas e, consequentemente os grandes congestionamentos na volta pra casa ou na ida pro trabalho, que minha cabeça já está cheia de caraminholas.
Hoje, à caminho do escritório, vim pensando em “Se você tivesse que escolher congelar sua vida em uma determinada cena, qual cena seria esta?”.
A primeira vez que pensei nisso foi durante a primeira temporada do Saia Justa... se não me engano esta foi uma pergunta levantada pela Fernanda Young.
Lembro que fiquei com isso encasquetado na cabeça ate chegar a minha resposta. Hoje, uns 4 anos depois, talvez (confesso que perdi um pouco o referencial de tempo), me peguei pensando na mesma coisa.

Pensei em escolher um momento que sempre acontecia nas férias de verão quando, até os meus 6, 7 anos, os cinco netos enfileiravam os colchonetes no quarto da Voinha e do Jido e ficavam ali, numa bagunça generalizada até a hora de dormir... Mas não... acho que esse não. Queria uma coisa mais única.

Lembrei depois do meu primeiro verão em Atlântida... eu tinha 14 anos se não me engano... minha primeira viagem pra tão longe só com as amigas. Pensei em congelar na tarde anterior ao primeiro dia do Planeta Atlântida daquele ano. Estávamos todos em uma rodinha de violão, jogando conversa fora, com churrasco e cerveja rolando (não pra mim é claro, eu disse que tinha apenas 14 anos!)... Acho que experimentei ali um dos meus primeiros sopros de liberdade. Mas também não me satisfiz com esse momento, aquele não era o meu habitat natural, não queria congelar minha vida em um lugar que não reconheço como meu.

Parti então pro dia em que soube que fui aprovada na faculdade... eu era tão idealista naquela época... E esse foi sem dúvida um dia muito feliz... um passo muito importante pra grande parte dos meus sonhos até então. Mas acho que se congelasse minha vida aí eu teria pra sempre um retrato individualista de uma conquista que não foi só minha.

Me pareceu obvio ir para meu arquivo de memória dos tempos de Inglaterra... Ali com certeza figuram alguns dos momentos mais memoráveis da minha breve história. Não precisei gastar muito tempo até chegar no da em que fui visitar Cambridge. Acho que foi ali que eu me vi não mais como uma simples turista, mas como alguém que já fazia parte daquele ambiente. O momento em que passeava de gôndola pelos canais da cidade recostada no ombro do Aytaç são mágicos até hoje. Um sonho, um grito de liberdade, superação. Mas novamente o mesmo problema... seria retratada sozinha.

A essa altura já estava quase chegando no trabalho.. foi ai que eu lembrei o momento que eu escolhi alguns anos atrás... E vi que ele continua imbatível...
Uma noite qualquer de domingo, eu, meu irmão e meus pais aninhados na cama deles vendo mais uma edição de Topa Tudo Por Dinheiro. Eu congelaria minha vida ali. Naquela cena que se repetia a cada domingo. Tinha ali tudo o precisava e tudo que, de certa forma, ainda preciso. Minha família junta, alegria e diversão (na cena escolhida proporcionadas pelo Silvio Santos, mas que pode ser outro motivo qualquer), segurança (quer porto mais seguro que o colo do pai quando se tem cinco anos?)...

Passaram-se quatro anos desde a última vez que eu tinha pensado nisso... vivi muitas coisas desde então. Coisas maravilhosas. É incrível ver que mesmo depois de tanto tempo minhas necessidades básicas continuam as mesmas.

Enquanto isso no MSN...

Estou eu no trabalho quando pipoca uma janelinha do MSN com um dos melhors nicks ever:

"Não confunda a grande obra do mestre Picasso com o grande picasso do mestre de obras"

segunda-feira, 5 de março de 2007

Família e... familia a...

Revi este final de semana “O casamento Grego”...
Tinha esquecido como esse filme é fofo...

Quer saber, vou colocar este filme na listinha obrigatória para qualquer homem que se relacione comigo... Os Thomé não são assim uns Portokalos mas não são fáceis não...

Too late

Soon you will receive thousand and thousands of words...
It would be unnecessary If I had said the right thing in the right time.
The first one would be: Why I did that? I was looking for you, of course I have not found, but I was looking for. The second on would be simply “I’ll miss you”…
Maybe It would be more effective.